Eis o meu primeiro poster científico:
26/04/2014
17/04/2014
A guerra dos amigos e o monumento do meu avô
Há muitos anos atrás, naquele século dos anos que começavam em mil e novecentos, o meu avô foi para a guerra. Já trintão, ou perto disso, foi mesmo de armas e bagagens para um país chamado Moçambique, algures em África. No meu quarto em Portimão há um fotografia dele, tirada nesse país, nesses anos, fardado e ligeiramente armado, com a inscrição "Capitão Cruz".
O meu avô voltou. É um ex-combatente preocupado com as coisas dos combatentes.
Tem boina verde de pára-quedista. Almoça na Liga e reúne na Liga. Imagino que por lá veja jogos de futebol e coma alcagoitas com outros combatentes, também avós. No Natal recebe quilos de postais dos Açores e devolve telefonemas para os soldados, furrieis e outras categorias de combatentes que pertenciam à companhia dele: os Trinitá. Volta e meia visitam-no no Verão, vindos sabe-se lá de que lugar. Devem ter sido bons amigos. A guerra deve ser um sítio em que se fazem grandes amigos. E perdem-se outros.
E por causa destes, a Liga decidiu fazer um monumento em Portimão.
Ou a Liga ou o meu avô, nem sei bem… Enquanto comia alcagoitas ía rabiscando as ideias. Numa das minhas idas ao Algarve mostrou-nos o primeiro desenho de uma das cenas da guerra dos amigos. E lá nos contava a história da picada e da Berliet, de dentro da qual ele decidiu sair e que metros e minutos à frente explodiu com amigos lá dentro.
À distância, por Facetime, vimos a primeira maquete com as cenas da guerra dos amigos: uma na Guiné, outra em Angola e a de Moçambique. Informou-nos que o monumento ía para a Alameda em Portimão. Foi lançada e benzida a primeira pedra. Mas o monumento teve de mudar de sítio e acabou por ir para junto da Câmara Municipal. Melhor ainda!
Fui vê-lo assim que chegámos. Fiquei muito orgulhoso quando descobri a assinatura dele. Sentei-me lá ao lado.
O meu avô voltou. É um ex-combatente preocupado com as coisas dos combatentes.
Tem boina verde de pára-quedista. Almoça na Liga e reúne na Liga. Imagino que por lá veja jogos de futebol e coma alcagoitas com outros combatentes, também avós. No Natal recebe quilos de postais dos Açores e devolve telefonemas para os soldados, furrieis e outras categorias de combatentes que pertenciam à companhia dele: os Trinitá. Volta e meia visitam-no no Verão, vindos sabe-se lá de que lugar. Devem ter sido bons amigos. A guerra deve ser um sítio em que se fazem grandes amigos. E perdem-se outros.
E por causa destes, a Liga decidiu fazer um monumento em Portimão.
Ou a Liga ou o meu avô, nem sei bem… Enquanto comia alcagoitas ía rabiscando as ideias. Numa das minhas idas ao Algarve mostrou-nos o primeiro desenho de uma das cenas da guerra dos amigos. E lá nos contava a história da picada e da Berliet, de dentro da qual ele decidiu sair e que metros e minutos à frente explodiu com amigos lá dentro.
À distância, por Facetime, vimos a primeira maquete com as cenas da guerra dos amigos: uma na Guiné, outra em Angola e a de Moçambique. Informou-nos que o monumento ía para a Alameda em Portimão. Foi lançada e benzida a primeira pedra. Mas o monumento teve de mudar de sítio e acabou por ir para junto da Câmara Municipal. Melhor ainda!
Fui vê-lo assim que chegámos. Fiquei muito orgulhoso quando descobri a assinatura dele. Sentei-me lá ao lado.
16/04/2014
Estádio da Luz, Glorioso, Benfica, Três
Foi surpresa até chegarmos ao Estádio.
Era só gente de cachecol vermelho à minha volta.
Apesar de saber que o Benfica ía jogar, eu não sabia ao que ía — julgava que estávamos a fazer um intervalo em Lisboa porque a viagem para o Algarve é longa. Não percebi bem (e cheguei a desconfiar) por que motivo o meu avô tinha vindo ter connosco a Lx para nos acompanhar no tal intervalo… Era estranho, mas ele é assim, um pouco louco, portanto, coisa assim estranha até nem era assim tão estranha.
Até que o meu cachecol sai do saco da minha mãe e em menos de nada comíamos bifanas nas roulotes vermelhas, visitávamos a estátua do Eusébio (que para a minha mãe mais parece uma obra da Joana de Vasconcelos) e estávamos sentados nos nossos lugares a gritar pelo glorioso e a cantar hinos benfiquistas.
Fomos para intervalo a ganhar mas pouco depois já estávamos 1-1.
Era só gente de cachecol vermelho à minha volta.
Apesar de saber que o Benfica ía jogar, eu não sabia ao que ía — julgava que estávamos a fazer um intervalo em Lisboa porque a viagem para o Algarve é longa. Não percebi bem (e cheguei a desconfiar) por que motivo o meu avô tinha vindo ter connosco a Lx para nos acompanhar no tal intervalo… Era estranho, mas ele é assim, um pouco louco, portanto, coisa assim estranha até nem era assim tão estranha.
Até que o meu cachecol sai do saco da minha mãe e em menos de nada comíamos bifanas nas roulotes vermelhas, visitávamos a estátua do Eusébio (que para a minha mãe mais parece uma obra da Joana de Vasconcelos) e estávamos sentados nos nossos lugares a gritar pelo glorioso e a cantar hinos benfiquistas.
Fomos para intervalo a ganhar mas pouco depois já estávamos 1-1.
Mas recuperámos com a marcação de um penalty e depois, só por causa das certezas, marcámos o terceiro.
13/04/2014
28/03/2014
Doutora… e agora, mãe?
No dia 28 de Março à tarde, enquanto eu tinha prova de Estudo do Meio, a minha mãe tinha "exame".
Lá em casa havia já uns tempos que se falava da Defesa da minha mãe. Já havia uns meses que ela andava a estudar para um exame que nunca mais chegava. Já havia umas semanas que ela andava um bocadinho nervosa e dizia-me que ía terminar o ano. E eu perguntava, em que ano estás? e ela fazia as contas e dizia: No 25º. E vais passar? e ela respondia que sim, que tinha de passar. E vais ter de escrever muito?, e ela dizia-me que já tinha escrito tudo, que agora teria de responder a perguntas que uns senhores vestidos de preto lhe íam fazer. Eu abria os olhos, com ar de espanto e com um esgar de horror limitava-me a dizer xiiiiiiii!
Enquanto ela estava a responder às perguntas dos senhores de preto, eu estava a fazer a minha prova de Estudo do Meio, por isso não fui ao exame dela. Mas o meu pai, os meus avós, o Ricardo, a Tia Beatriz e o Tio João, a Guida e a Nini foram todos assistir ao exame da minha mãe.
Cheguei no fim, quando ela já sabia que tinha passado. Diziam que agora era doutora.
Toda a gente sorria e a minha mãe, corada do calor e dos nervos, sorria ainda mais que os outros.
E agora, mãe? Vais para o 26º?
Não, não há mais anos, respondeu. Agora logo se vê.
Lá em casa havia já uns tempos que se falava da Defesa da minha mãe. Já havia uns meses que ela andava a estudar para um exame que nunca mais chegava. Já havia umas semanas que ela andava um bocadinho nervosa e dizia-me que ía terminar o ano. E eu perguntava, em que ano estás? e ela fazia as contas e dizia: No 25º. E vais passar? e ela respondia que sim, que tinha de passar. E vais ter de escrever muito?, e ela dizia-me que já tinha escrito tudo, que agora teria de responder a perguntas que uns senhores vestidos de preto lhe íam fazer. Eu abria os olhos, com ar de espanto e com um esgar de horror limitava-me a dizer xiiiiiiii!
Enquanto ela estava a responder às perguntas dos senhores de preto, eu estava a fazer a minha prova de Estudo do Meio, por isso não fui ao exame dela. Mas o meu pai, os meus avós, o Ricardo, a Tia Beatriz e o Tio João, a Guida e a Nini foram todos assistir ao exame da minha mãe.
Cheguei no fim, quando ela já sabia que tinha passado. Diziam que agora era doutora.
Toda a gente sorria e a minha mãe, corada do calor e dos nervos, sorria ainda mais que os outros.
E agora, mãe? Vais para o 26º?
Não, não há mais anos, respondeu. Agora logo se vê.
08/03/2014
Com os Palma
Pelo 80º aniversário da tia Maria Luísa tivemos oportunidade de juntar os Palma em Azeitão.
E vá, tire-se uma foto só aos Palma e seus descendentes com a aniversariante!
E vá, tire-se uma foto só aos Palma e seus descendentes com a aniversariante!
05/03/2014
Dedo meu, para que te quero?
"Eu ía atrás do menino, para ir à casa-de-banho, mas ele fechou a porta e o meu dedo já lá estava dentro".
Quando quase à hora de almoço o telefone toca e dizem de lá que é da EB1 das Barrocas e que vão chamar uma ambulância, entra tudo em estado de alerta máximo. A ambulância não é precisa porque o pai, descendente de Pégaso (e com costela de Juan Manuel Fangio) chega lá certamente mais depressa.
Acabo a aula a correr, hora de almoço. Ligeirinha, carregada com toda a minha tralha electrónica, atravesso o campus enquanto enfio boca adentro, atabalhoadamente, um croissant misto que intersectei à saída do departamento. Sigo para as urgências do hospital que é já ali ao lado. Valha-nos isso. Pediatria, menino com o pai, dedo entalado. Já entraram, entraram logo, terá de esperar. Para onde foram? Ortopedia, e aponta para norte. Saio das urgências e dou a volta ao hospital. Entrada principal. No meio da tralha encontro o telefone a tocar. Onde estás? Na entrada principal e vocês? Aqui perto. Procura uma ambulância de matrícula ZP e entra na porta em frente. Ambulância no hospital... OK, de todas, só tenho de encontrar a de matrícula ZP. Lá está ela. Trocamos o testemunho. Ele almoçou? Sim. Saíu agora mesmo do r-x, falta o resultado. Anda aí uma enfermeira de leste com o cabelo vermelho que nos tem orientado. Tu já almoçaste? Ainda não e tu? Comi um croissant, queres bolachas? Toma. Até logo.
O Vicente está sereno, de penso no dedo, de dedo espetado. Quem passa pergunta: então, o que te aconteceu? e o Vicente espeta o dedo do meio e responde, baixinho: entalaram-me. Quem passa e pergunta também ri e diz: logo esse!
De vez em quando tremelica de cima abaixo. Que é isso Vicente, tens frio? Não, às vezes o meu dedo arde muito. A do cabelo vermelho leva-nos para um corredor. Podemos ir para a área de espera? Não tem lugar, você fica aqui. Ficamos no corredor à espera cerca de três horas. O dedo larga um fio de sangue que o penso já não consegue reter.
Quatro horas no hospital. Chamam-no mas não se percebe nada. Sabemos que é uma voz feminina que ruidosamente pronuncia um qualquer som que podia perfeitamente vir do espaço e ser a prova de que o Bing Bang aconteceu (mesmo). Os médicos falam em português correcto, pelo microfone, mas não têm a menor ideia do quão distorcido o som se ouve nos corredores. Será que ninguém os informa disso?
Uma velhota sentada ao lado diz-nos: estão a chamá-lo! Como é que sabe? Vá lá dentro e pergunte, menina, de certeza que é ele! Vou lá dentro e pergunto. Zangam-se porque já nos chamaram há muito. Zango-me porque não se percebe nada e porque pode ter a certeza de que sou a mais interessada em sair deste lugar o mais depressa possível. Ainda hoje me pergunto como é que a velhota sabia…
Quatro horas para nos dizerem que o dedo não está partido, que a unha vai cair e para tomar ben-u-ron para as dores.
Desinfecções e pensos regulares, sete dias depois o dedo do meio, sempre espetado, continua inchado, a aguadilha deixa de ser transparente e passa a amarela. Antibiótico, fucidine e dedo escaldado. Sempre espetado. Mais sete dias. Pensos e repensos. A unha levanta cada vez mais e já se vê lá para baixo. Ainda não há nada que a substitua. Dói? Dói mami, não mexas. E lá espeta o dedo outra vez.
Sete dias depois vou à Covilhã.
Tá, Vicente? Estou agora a sair da Covilhã, hoje é o papi que trata do teu jantar e banho. Como está o dedo? O papi arrancou a unha, já estava a cair, não doeu muito.
Dedo espetado.
28/02/2014
27/02/2014
Quotes 2
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António — Que cara é essa?
Vicente — Estou a olhar para ti de "janela"!
António — De "janela"?
Vicente — Sim, assim, de lado…
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Vicente — Papi, ontem, quando ía com a avó e com o avô, encontrei o Sr. Sousa.
António — Sim? Onde?
Vicente — Onde há um muro e depois o passeio acaba… Aí à direita.
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Vicente — Mami, se eu morrer vais ter saudades minhas?
Catarina — Está descansado que morro eu primeiro.
Vicente — Mas eu posso ir para uma guerra, ou levar um pontapé…
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10/02/2014
A minha primeira encomenda
Recebi uma encomenda da América, em meu nome.
O senhor dos CTT disse que tinha de ser eu a assinar e eu assim fiz.
Carreguei-a para casa, muito abraçado à caixa, não fosse alguém tirar-ma pelo caminho.
Quando a abri, além das minhas botas que por lá tinham ficado esquecidas, havia um puzzle de 200 peças, uma mota que é do tipo "chopa", pistachios da Califórnia (de que a minha mãe se apoderou logo) e uma bola das 5 quinas!
E muitos cabelos para o Carnaval!!!
O senhor dos CTT disse que tinha de ser eu a assinar e eu assim fiz.
Carreguei-a para casa, muito abraçado à caixa, não fosse alguém tirar-ma pelo caminho.
Quando a abri, além das minhas botas que por lá tinham ficado esquecidas, havia um puzzle de 200 peças, uma mota que é do tipo "chopa", pistachios da Califórnia (de que a minha mãe se apoderou logo) e uma bola das 5 quinas!
E muitos cabelos para o Carnaval!!!
07/02/2014
Laranja é uma cor linda!
É a cor do meu quarto.
É a cor da maior parte das minhas camisolas básicas.
É a cor dos atacadores das minhas sapatilhas preferidas.
É a cor do meu novo cinturão.
26/01/2014
There's a thick line between a personal assistant and Siri
Vicente — Au hold are you?
Siri — Did you mean "Antonio"?
Vicente — Watch your name?
Siri — You don't have any events on your calendar, tomorrow at 13:00.
Vicente — Are you today?
Siri — You rang?
Mami — Vicente, tens de falar com a Siri de modo a que ela te entenda. Tenta outra vez.
Vicente — How old are you?
Siri — I'm old enough to be your personal assistant.
Vicente — How are you today?
Siri — I'm happy to be alive.
Mami — Pergunta-lhe se sabe cantar uma canção. Diz "Can you sing me a song?"
Vicente — Can you sing me a song?
Siri — Ok, if you insist…
Vicente — Podemos falar em português?
Siri — I don't understand what you mean with "There's a line that is"…
Siri — Did you mean "Antonio"?
Vicente — Watch your name?
Siri — You don't have any events on your calendar, tomorrow at 13:00.
Vicente — Are you today?
Siri — You rang?
Mami — Vicente, tens de falar com a Siri de modo a que ela te entenda. Tenta outra vez.
Vicente — How old are you?
Siri — I'm old enough to be your personal assistant.
Vicente — How are you today?
Siri — I'm happy to be alive.
Mami — Pergunta-lhe se sabe cantar uma canção. Diz "Can you sing me a song?"
Vicente — Can you sing me a song?
Siri — Ok, if you insist…
Vicente — Podemos falar em português?
Siri — I don't understand what you mean with "There's a line that is"…
21/01/2014
Peládjinhá dji corrédô
As vantagens de se ter um tio solteirão a semi-viver em Aveiro são:
- joga à bola comigo;
- não joga à bola com outros miúdos (porque não há outros miúdos);
- como come muito e nos restaurantes não lhe dão que chegue, vem comer cá a casa, e à conta disso tenho-me safado de uma série de almoços na escola;
- perde quase sempre a jogar UNO;
- … não me lembro de outras vantagens… mas estas são muito boas!!
20/01/2014
Bei-ra-Mar!
Nunca ninguém me viu tão entusiasmado com coisa alguma.
A minha grande motivação dos últimos meses é o futebol.
Desde Novembro que faço parte da equipa da Escolinha de Futsal do Beira-Mar.
Posso ficar doente para faltar à escola, ao aikido, à piscina, mas fico logo bom se for dia de futsal!
No fim-de-semana passado, os nossos Seniores jogaram contra os de Esgueira. Um verdadeiro derby!
Havia então que apresentar a equipa da Escolinha deste ano.
E para fazermos a coisa como deve ser, dois dias antes chegaram finalmente os nossos equipamentos oficiais. O meu tem nas costas escrito "Vicente" e por baixo um grande número 11! Vesti-o logo no sábado de manhã e passei o dia inteiro à espera que fossem horas de ir.
É um grande orgulho jogar futsal no Beira-Mar!
Ah, e gosto muito de amarelo-canário!
A minha grande motivação dos últimos meses é o futebol.
Desde Novembro que faço parte da equipa da Escolinha de Futsal do Beira-Mar.
Posso ficar doente para faltar à escola, ao aikido, à piscina, mas fico logo bom se for dia de futsal!
No fim-de-semana passado, os nossos Seniores jogaram contra os de Esgueira. Um verdadeiro derby!
Havia então que apresentar a equipa da Escolinha deste ano.
E para fazermos a coisa como deve ser, dois dias antes chegaram finalmente os nossos equipamentos oficiais. O meu tem nas costas escrito "Vicente" e por baixo um grande número 11! Vesti-o logo no sábado de manhã e passei o dia inteiro à espera que fossem horas de ir.
É um grande orgulho jogar futsal no Beira-Mar!
Ah, e gosto muito de amarelo-canário!
15/01/2014
A praia da Barra está muito diferente!
O mar fez mesmo das suas!
A praia da Barra foi tão comida que a extensão de areia para jogar à bola e onde no Verão as pessoas se estendem para apanhar sol desapareceu. Os bares de apoio à praia desapareceram. A cerca que protege a duna primária já não é contínua, e o passadiço, que corre ao longo de toda a praia pelo lado de dentro da cerca, nalguns sítios, está mesmo ao pendurão.
Mas eu adorei!
Escalei a dentada que o mar deu na duna e escorreguei por ela abaixo dezenas de vezes.
Entrou-me areia em todos os poros das várias camadas de roupa que tinha vestidas.
Foi o máximo! Melhor que jogar à bola!
A praia da Barra foi tão comida que a extensão de areia para jogar à bola e onde no Verão as pessoas se estendem para apanhar sol desapareceu. Os bares de apoio à praia desapareceram. A cerca que protege a duna primária já não é contínua, e o passadiço, que corre ao longo de toda a praia pelo lado de dentro da cerca, nalguns sítios, está mesmo ao pendurão.
Mas eu adorei!
Escalei a dentada que o mar deu na duna e escorreguei por ela abaixo dezenas de vezes.
Entrou-me areia em todos os poros das várias camadas de roupa que tinha vestidas.
Foi o máximo! Melhor que jogar à bola!
26/12/2013
Nova Iorque, a terra de Madagáscar
Nova Iorque é uma grande cidade. Fartámo-nos de nela fazer quilómetros a pé. Sem contar com os muitos que, felizmente, fizémos de metro!

Passei grandes momentos nesta cidade.
Subi ao topo de edifícios de centenas de andares e vi onde, em tempos, existiram edifícios com centenas de andares. Fui a museus onde até nem apanhei grande seca, vi praças, avenidas, montras e lojas e ecrãs sem fim. Vi estátuas da liberdade por todo o lado, umas que nos cumprimentam e outra que não se mexe, no meio da água. Vi tanta gente a patinar no gelo que também quis ir patinar. Até fui a Madagáscar* só que fiquei com pena de afinal lá não haver nem leão, nem zebra, nem hipopótamo. Mas não faz mal, havia uma alpaca a quem dei biscoitos de cão e, lá mesmo ao lado, em Central Park, montes de esquilos à solta aos quais pude dar amendoins.
Valia-me à noite, quando chegávamos ao prédio onde estávamos a morar, no 17º andar, ter direito a uns curtos momentos de descontração…
Ah!
Por lá, algures… deixei ficar o meu gorro — que a minha mãe distingue dos outros que tenho como sendo o único de malha que não faz borboto e que é forradinho a polar.
Portanto, dada a gravidade desta perda, vamos ter de lá voltar, antes que alguma estátua da liberdade o encontre e o pinte de verde deslavado!
*Zoo do Central Park, de onde fogem os animais da saga de animação Madagáscar.
New Bedford, AKA América
Fomos à América.
A América é onde vive o meu avô Amadeu.
Depois de mais de 12h enfiados em aeroportos e em aviões lá aterrámos em Boston, onde o avô Amadeu nos esperava para nos levar para a América. A América fica um pouco abaixo de Boston, numa enseada cheia de ilhas e de braços de mar. Está assinalada no mapa a vermelho.
A América termina num bico, uma espécie de península que entra pela baía Buzzards adentro. Chamam "Forte" a este bico, talvez porque mesmo lá na pontinha, onde o avô Amadeu nos levou na manhã do nosso primeiro dia, existe uma fortificação dos tempos da guerra.
Também fomos ver a casa em que o meu pai viveu quando lá esteve, mas está ao abandono e muito estragada, por isso nem lhe tirámos fotografias.
Estivémos quatro dias na América.
Fomos ao Museu da Baleia, conhecemos família que eu não sabia que existia (como a prima Rosa Bela e a Titi Nelita), brinquei com a Kate e com o Isaiah (os netos da avó Melita), vi nevar pela primeira vez e fartei-me de fazer e atirar bolas de neve.
Gostei muito da América.
Ao fim de quatro dias deixámos a América para ir para Nova Iorque.
No autocarro contei um segredo à minha mãe: que estava com saudades do avô Amadeu e que quando me despedi dele tive vontade de chorar.
A América é onde vive o meu avô Amadeu.
Depois de mais de 12h enfiados em aeroportos e em aviões lá aterrámos em Boston, onde o avô Amadeu nos esperava para nos levar para a América. A América fica um pouco abaixo de Boston, numa enseada cheia de ilhas e de braços de mar. Está assinalada no mapa a vermelho.
A América termina num bico, uma espécie de península que entra pela baía Buzzards adentro. Chamam "Forte" a este bico, talvez porque mesmo lá na pontinha, onde o avô Amadeu nos levou na manhã do nosso primeiro dia, existe uma fortificação dos tempos da guerra.
Também fomos ver a casa em que o meu pai viveu quando lá esteve, mas está ao abandono e muito estragada, por isso nem lhe tirámos fotografias.
Estivémos quatro dias na América.
Fomos ao Museu da Baleia, conhecemos família que eu não sabia que existia (como a prima Rosa Bela e a Titi Nelita), brinquei com a Kate e com o Isaiah (os netos da avó Melita), vi nevar pela primeira vez e fartei-me de fazer e atirar bolas de neve.
Gostei muito da América.
Ao fim de quatro dias deixámos a América para ir para Nova Iorque.
No autocarro contei um segredo à minha mãe: que estava com saudades do avô Amadeu e que quando me despedi dele tive vontade de chorar.
05/12/2013
A escala dos ditados
Este é o meu segundo ditado.
No primeiro tive Bom.
Foi um Bom que me ficou atravessado e quase chorei quando contei à minha mãe o que tinha errado. Era um ditado com 10 frases. Enganei-me numa delas: esqueci-me do acento no "o" de "Tó" e esqueci-me do ponto final no fim da frase. Mas a Professora deu-me os parabéns, disse-me que o meu ditado estava muito bom, que estava entre o 90 e o 100, só que escreveu "Bom"… E eu fiquei muito desmoralizado.
No segundo voltei a ter Bom.
Era um ditado com 10 frases. Enganei-me numa delas: escrevi "leião" em vez de "leão". A Professora deu-me os parabéns, disse-me que o meu ditado estava muito bom, que estava entre o 90 e o 100, mas escreveu "Bom"… E eu fiquei muito desmoralizado. Outra vez.
Mas acho que já percebi. Estar entre o 90 e o 100 deve ter lá algures escondidinho um "exclusivé" e o "Muito Bom" está reservado para quem tem 100, polidinho e sem entrecoisas… É uma escala estranha, muito exigente! Gosto mais da da minha avó que distingue o Muito Bom do Excelente.
No primeiro tive Bom.
Foi um Bom que me ficou atravessado e quase chorei quando contei à minha mãe o que tinha errado. Era um ditado com 10 frases. Enganei-me numa delas: esqueci-me do acento no "o" de "Tó" e esqueci-me do ponto final no fim da frase. Mas a Professora deu-me os parabéns, disse-me que o meu ditado estava muito bom, que estava entre o 90 e o 100, só que escreveu "Bom"… E eu fiquei muito desmoralizado.
No segundo voltei a ter Bom.
Era um ditado com 10 frases. Enganei-me numa delas: escrevi "leião" em vez de "leão". A Professora deu-me os parabéns, disse-me que o meu ditado estava muito bom, que estava entre o 90 e o 100, mas escreveu "Bom"… E eu fiquei muito desmoralizado. Outra vez.
Mas acho que já percebi. Estar entre o 90 e o 100 deve ter lá algures escondidinho um "exclusivé" e o "Muito Bom" está reservado para quem tem 100, polidinho e sem entrecoisas… É uma escala estranha, muito exigente! Gosto mais da da minha avó que distingue o Muito Bom do Excelente.
31/10/2013
14/10/2013
Fada dos Dentes!… podes vir!
— Mami, tenho um u minúsculo na boca! Consigo meter lá a língua!
— Minúsculo? Com um buraco desse tamanho parece-me mais um U maiúsculo!
— Não, é minúsculo porque o maiúsculo tem muitas voltinhas e os meus dentes são direitos.














































