Logo na segunda semana de escola fiquei cheio de febre.
O termómetro da escola marca sempre acima de 39. Quando chego a casa tenho uns míseros 37, mas a minha mãe achou por bem manter-me refundido porque as diferenças de temperatura entre Portugal e Londres podiam ter-me pregado uma partida qualquer. Claro que, estando doente, assim a padecer de maleitas várias como eu estava, a minha mãe avisou-me logo que ía ter de recuperar na cama. Por isso, lá me esforcei por ficar por perto dela — da cama, claro!
Sempre que a febre já não dava para aguentar mais, eu lá escorregava por entre os lençóis para investir num árduo treino para missões impossíveis, desenvolvendo competências de contorcionismo e stealth.
Em suma, acho que estou preparado. Posso afirmar, seguramente, que afinal há vantagens em ficar (muito doente!) em casa.


