22/02/2011

O número 50

O Vicente tem tido, ultimamente, múltiplas actividades e motivações que envolvem o número 50. Para ele, o número não é bem número, mas apenas dois algarismos por acaso postos ao lado um do outro.

Na semana passada, íamos nós para a escolinha na Peugeot, com o Vicente sentado no único banco disponível (o da frente!) de perna traçada e a controlar a intensidade dos perigos da pista por onde seguíamos (neste caso, na rua da Estação) quando de repente se sai com um grito que me acentuou as taquicardias e me ía provocando uma síncope: "Mami, passaste o 5 e o 0!" E eu, convencida de que havia alguma coisa exterior à minha - até então - confortável e amena condução, pus-me a olhar freneticamente pelas janelas e pelos retrovisores, à procura do 5 e do 0, que podiam ser potencialmente qualquer coisa, como dois comboios alinhados ali ao nosso lado, ou a hora de chegar à escolinha, já que o vicente vê as horas precisamente indicando os dois números dos quais os ponteiros mais se aproximam, ou ainda dois novos super-heróis ou "gregormitis" em pose de ataque, num outdoor que eu certamente não vira.

Claro que só quando a histeria passou e ele conseguiu apontar para o painel do carro, o 5 e o 0 juntaram-se e eu percebi tratar-se de um 50 para além do qual o peso do meu pé não devia ter passado.


Já esta semana, tivémos outra sessão de 50: o Ricardo mandou 50 moedas de euro para a gaveta que o Vicente tem no banco. Ora, coisa como esta não pode passar por "5 e 0" daí que decidimos abrir a vaca e espreitar o conteúdo, que felizmente já nos permitia contar até 50. Fizémos 5 montinhos de 10 moedas e contámo-las, primeiro por monte, e depois todas de seguida. Mas como o 50 que aqueles montes totalizam ainda não representava nada de extraordinário para o Vicente, juntámos os 5 montinhos para o Vicente agarrar no seu conteúdo. Aí sim, ele disse: "Não consigo, são muitas! São 50!"

21/02/2011

Em Montemor, no castelo e à lampreia


Com o objectivo de levar alguma malta a experimentar lampreia, lá fomos até Montemor-o-Velho, na condição de começar por visitar o castelo. Já lá dentro, o Vicente continuou a perguntar pelo castelo e apesar de lhe explicarmos que "aquilo" onde estávamos era o castelo, ele não ficou convencido. Para ele, estar no castelo, e não haver tecto, ou salas de reis e cavaleiros, não é bem-bem estar num castelo… é estar fora do castelo, ao pé das muralhas que, bem visto, são só os muros do castelo. De facto, em Montemor, não se entra para lado nenhum com ar imponente de poder ser ocupado por reis e cavaleiros de outro tempo, a não ser numa igreja que lá está no cucuruto. E assim sendo, lá fomos almoçar a tal lampreia, para uns muito boa, para outros nem por isso…

03/02/2011

Quem sou eu?


Serei um morcego ou uma aranha?
Vestir-me-ei de preto ou de vermelho?
Serei rico ou serei pobre?
Andarei de carro high-tech ou de teia extra-forte?
Lutarei contra pinguins ou contra duendes?
Terei como agregado familiar um mordomo ou uma tia?

Eu sei, mas não posso dizer… por enquanto!