26/12/2013

Nova Iorque, a terra de Madagáscar


Depois de quatro dias na América, estivémos mais quatro dias em Nova Iorque.
Nova Iorque é uma grande cidade. Fartámo-nos de nela fazer quilómetros a pé. Sem contar com os muitos que, felizmente, fizémos de metro!



Passei grandes momentos nesta cidade.
Subi ao topo de edifícios de centenas de andares e vi onde, em tempos, existiram edifícios com centenas de andares. Fui a museus onde até nem apanhei grande seca, vi praças, avenidas, montras e lojas e ecrãs sem fim. Vi estátuas da liberdade por todo o lado, umas que nos cumprimentam e outra que não se mexe, no meio da água. Vi tanta gente a patinar no gelo que também quis ir patinar. Até fui a Madagáscar* só que fiquei com pena de afinal lá não haver nem leão, nem zebra, nem hipopótamo. Mas não faz mal, havia uma alpaca a quem dei biscoitos de cão e, lá mesmo ao lado, em Central Park, montes de esquilos à solta aos quais pude dar amendoins.















Valia-me à noite, quando chegávamos ao prédio onde estávamos a morar, no 17º andar, ter direito a uns curtos momentos de descontração…



Ah!
Por lá, algures… deixei ficar o meu gorro — que a minha mãe distingue dos outros que tenho como sendo o único de malha que não faz borboto e que é forradinho a polar.
Portanto, dada a gravidade desta perda, vamos ter de lá voltar, antes que alguma estátua da liberdade o encontre e o pinte de verde deslavado!


*Zoo do Central Park, de onde fogem os animais da saga de animação Madagáscar.

New Bedford, AKA América

Fomos à América.
A América é onde vive o meu avô Amadeu.

Depois de mais de 12h enfiados em aeroportos e em aviões lá aterrámos em Boston, onde o avô Amadeu nos esperava para nos levar para a América. A América fica um pouco abaixo de Boston, numa enseada cheia de ilhas e de braços de mar. Está assinalada no mapa a vermelho.



A América termina num bico, uma espécie de península que entra pela baía Buzzards adentro. Chamam "Forte" a este bico, talvez porque mesmo lá na pontinha, onde o avô Amadeu nos levou na manhã do nosso primeiro dia, existe uma fortificação dos tempos da guerra.



Também fomos ver a casa em que o meu pai viveu quando lá esteve, mas está ao abandono e muito estragada, por isso nem lhe tirámos fotografias.

Estivémos quatro dias na América.
Fomos ao Museu da Baleia, conhecemos família que eu não sabia que existia (como a prima Rosa Bela e a Titi Nelita), brinquei com a Kate e com o Isaiah (os netos da avó Melita), vi nevar pela primeira vez e fartei-me de fazer e atirar bolas de neve.



 



Gostei muito da América.
Ao fim de quatro dias deixámos a América para ir para Nova Iorque.
No autocarro contei um segredo à minha mãe: que estava com saudades do avô Amadeu e que quando me despedi dele tive vontade de chorar.




05/12/2013

A escala dos ditados

Este é o meu segundo ditado.

No primeiro tive Bom.
Foi um Bom que me ficou atravessado e quase chorei quando contei à minha mãe o que tinha errado. Era um ditado com 10 frases. Enganei-me numa delas: esqueci-me do acento no "o" de "Tó" e esqueci-me do ponto final no fim da frase. Mas a Professora deu-me os parabéns, disse-me que o meu ditado estava muito bom, que estava entre o 90 e o 100, só que escreveu "Bom"… E eu fiquei muito desmoralizado.

No segundo voltei a ter Bom.
Era um ditado com 10 frases. Enganei-me numa delas: escrevi "leião" em vez de "leão". A Professora deu-me os parabéns, disse-me que o meu ditado estava muito bom, que estava entre o 90 e o 100, mas escreveu "Bom"… E eu fiquei muito desmoralizado. Outra vez.

Mas acho que já percebi. Estar entre o 90 e o 100 deve ter lá algures escondidinho um "exclusivé" e o "Muito Bom" está reservado para quem tem 100, polidinho e sem entrecoisas… É uma escala estranha, muito exigente! Gosto mais da da minha avó que distingue o Muito Bom do Excelente.