Nova Iorque é uma grande cidade. Fartámo-nos de nela fazer quilómetros a pé. Sem contar com os muitos que, felizmente, fizémos de metro!

Passei grandes momentos nesta cidade.
Subi ao topo de edifícios de centenas de andares e vi onde, em tempos, existiram edifícios com centenas de andares. Fui a museus onde até nem apanhei grande seca, vi praças, avenidas, montras e lojas e ecrãs sem fim. Vi estátuas da liberdade por todo o lado, umas que nos cumprimentam e outra que não se mexe, no meio da água. Vi tanta gente a patinar no gelo que também quis ir patinar. Até fui a Madagáscar* só que fiquei com pena de afinal lá não haver nem leão, nem zebra, nem hipopótamo. Mas não faz mal, havia uma alpaca a quem dei biscoitos de cão e, lá mesmo ao lado, em Central Park, montes de esquilos à solta aos quais pude dar amendoins.
Valia-me à noite, quando chegávamos ao prédio onde estávamos a morar, no 17º andar, ter direito a uns curtos momentos de descontração…
Ah!
Por lá, algures… deixei ficar o meu gorro — que a minha mãe distingue dos outros que tenho como sendo o único de malha que não faz borboto e que é forradinho a polar.
Portanto, dada a gravidade desta perda, vamos ter de lá voltar, antes que alguma estátua da liberdade o encontre e o pinte de verde deslavado!
*Zoo do Central Park, de onde fogem os animais da saga de animação Madagáscar.






















