Era só gente de cachecol vermelho à minha volta.
Apesar de saber que o Benfica ía jogar, eu não sabia ao que ía — julgava que estávamos a fazer um intervalo em Lisboa porque a viagem para o Algarve é longa. Não percebi bem (e cheguei a desconfiar) por que motivo o meu avô tinha vindo ter connosco a Lx para nos acompanhar no tal intervalo… Era estranho, mas ele é assim, um pouco louco, portanto, coisa assim estranha até nem era assim tão estranha.
Até que o meu cachecol sai do saco da minha mãe e em menos de nada comíamos bifanas nas roulotes vermelhas, visitávamos a estátua do Eusébio (que para a minha mãe mais parece uma obra da Joana de Vasconcelos) e estávamos sentados nos nossos lugares a gritar pelo glorioso e a cantar hinos benfiquistas.
Fomos para intervalo a ganhar mas pouco depois já estávamos 1-1.
Mas recuperámos com a marcação de um penalty e depois, só por causa das certezas, marcámos o terceiro.



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