04/01/2012

Natal no Algarve, que fica em Portimão, ao pé de Portugal, longe do Parlamento

Férias! Já tinha saudades! E mesmo com frio e vento e humidade, fiz questão de, logo no primeiro dia, ir brincar até à praia. Não havia ninguém. Só nós! Joguei à bola com toda a força e velocidade, até ter de a ir buscar ao mar; mexi na areia fininha e chapinhei nas poças de água fria que se formam entre rochas…




Também fui pela primeira vez à Fóia, que fica lá em cima na montanha de Portugal, e de onde se vê o Algarve e Portimão. E o mar! E se o telescópio que lá está em cima fosse mesmo muito bom, daria para ver, à frente, África, que fica em Angola, e à direita a América, onde vive o meu avô Amadeu.


No dia de Natal fiquei muito feliz porque o Pai Natal mandou-me tudo o que eu tinha na minha carta (e que ele me garantiu que conseguiria arranjar). Até me deu prendas que eu não tinha pedido, como um tabuleiro de snooker e um saco de luta livre! Foi muito meu amigo!




Infelizmente, os dias de coisas boas não duram sempre e lá tivémos de voltar para uns dias de férias em Aveiro, mas que já não sabem ao mesmo porque estão demasiado próximos dos da escolinha e do parlamento*.

*
- Oh mami, amanhã eu não quero ir ao "parlamento". Vais-me buscar antes do "parlamento", pode ser?
- O que é o "parlamento"?
- Mami, tu sabes, aquela coisa com os meninos todos juntos, das salas todas. Há uns que são maus e há sempre uma senhora a mandar em todos que fala muito alto e manda calar.
- A Assunção Esteves?
- … [silêncio, frustração] … Oh mami! Estou a falar do "parlamento", depois da escolinha acabar, quando a Sãozita se vai embora!!!
- O prolongamento??
- Sim! Isso!!!

04/12/2011

Coleguinhas de berçário

A mami convidou para virem cá lanchar a casa três dos meus amigos — aqueles que me acompanharam desde o berçário e até há bem pouco tempo, não tivesse eu mudado de escolinha. Já não estávamos assim os quatro juntos há muito tempo e a euforia foi mais que muita. Muita, muita, muita! De tal forma que a mami considera não voltar a repetir a dose… quer dizer, não tão cedo!

25/11/2011

Carta ao Pai Natal, Carta do Pai Natal

Este ano escrevi uma carta ao Pai Natal. Expliquei-lhe que vou passar o Natal a Portimão para ele não se enganar e não trazer as prendas para cá. Quando a mami me disse que íamos ter de lhe explicar onde fica a casa dos meus avós, em Portimão, primeiro fiquei um pouco aflito porque não estava a ver como é que lhe íamos dar essa indicação, mas depois lembrei-me "Ah, já sei! Fica ao lado da casa do Caracol!" Não há que enganar.

Para além de carrinhos específicos, brinquedos de menino com nomes que só eu consigo dizer e jogos para o iPad, pedi-lhe também para me mudar o dia de aniversário para Abril ou para o mês antes desse, porque quero passar a ser mais velho do que o Afonso, um amiguinho meu que me acompanha na escola desde o berçário e que nasceu no início de Maio. Também tinha pensado pedir-lhe para, nesse meu próximo aniversário, fazer logo 10 anos (assim não havia dúvidas de que passaria a ser o mais velho da minha sala do pré-escolar), mas achei que já lhe estava a pedir coisas a mais e, por isso, pedi à mami para concluirmos a carta porque o Pai Natal podia ficar baralhado e até esquecer-se depois de me trazer alguma coisa.


Ora, dois dias depois, o Pai Natal deixou uma carta na minha botinha, pendurada na árvore. Nela explicava-me que há um carrinho (dos que eu peço) que ele não consegue encontrar para me oferecer, mas que já tem os outros todos a serem fabricados para mim! Dizia-me também que não me pode mudar a data de aniversário, mas lembrou-me que sou um menino único e bem comportado. Que ser mais velho ou mais novo não faz de mim um Vicente melhor. E para me consolar, prometeu-me que até ao Natal me deixaria umas "coisinhas" na botinha, de vez em quando.

No dia a seguir, eu que só sou acordado às 8h e que faço sorna na cama quentinha até ao último minuto, acordei de madrugada e, completamente desperto, chamei pela malta toda — porque eu tinha de ir ver se o Pai Natal me tinha deixado alguma coisa na botinha!!! O papi lá me ía dizendo que ainda era de noite e para eu voltar para a cama… Em vão. E não é que estava lá uma pulseira elástica azul em forma de golfinho? No dia a seguir a esse, levantei-me de um pulo ainda os despertadores não tinham tocado, chamei pela malta e fui ver se havia alguma coisa na botinha. E não é que estava lá uma pulseira elástica cor-de-laranja em forma de polvo?

O papi e a mami lá vêm a arrastar-se, um de cada vez, ainda com os olhos abotoados, ver o que estava na botinha e que me causa tanto entusiasmo... A mami hoje já me avisou que ao fim-de-semana o Pai Natal não faz entregas e que por isso, no sábado e no domingo escuso de acordar tão cedo, ou então, que escuso de chamar pela malta.

08/11/2011

O aniversário da Adriana

Ontem foi o dia de anos da minha tia. A mami preparou o jantar e o papi abriu uma de champagne. Eu ofereci-lhe umas meias muito quentinhas para ela usar com as galochas. Ela trouxe uma pirâmide de profiteroles recheados com ovos moles à qual espetámos uma vela de improviso para cantar os "Parabéns a Você". Os profiteroles parece que eram muito bons, mas eu preferi 1/2 dose de Smarties. Depois dos tchim-tchins, fomos passear o cão e o telefone da Adriana tocou. Ela passou-mo e eu falei, pela primeira vez, com o meu avô da América que diz "Hello!" e se chama Amadeu. Ouvi-o com muita atenção; disse-lhe que o conhecia porque tenho uma fotografia dele no meu quarto, na minha árvore genealógica. Ele tem mesmo voz de avô! Acho que se a Adriana fizesse anos mais vezes eu falava mais vezes com o avô da América.


02/11/2011

De bruxo, cá vou eu às doçuras


Sim, este ano o passeio de halloween lucrou muito. Este ano fui acompanhado pelo Rodrigo que consegue ser mais sorumbático que a Bekas (e com uma máscara de Diabo então, nem se fala!). Igualmente medonho ía eu, disfarçado de Mago Patológico. A mami esmerou-se nas pinturas faciais para que ninguém me reconhecesse. O papi quase desmaiou quando me viu! Sempre debaixo de chuva intensa para tornar o momento mais dramático, muitas síncopes e AVCs provocámos os dois, rua fora, a espalhar doenças, coisas nojentas e horrores por todos os lados. Sob tamanha ameaça, resignados e aterrorizados, os vizinhos não tiveram alternativa senão a de carregar os nossos sacos com doçuras da maior variedade. E depois do jantar a mami deixou-me comer não dois mas três dos meus valiosos doces!

27/10/2011

Canta, canta - Galo!

Pelos galitos canta...canta;
Galo;
canta...canta;
Galo;
Canta...canta
Galo...galo...galo.

23/10/2011

Puka, o barco do pai da Bekas

A Bekas Apfelstrudel é a minha vizinha Bekas Koppensteiner. Gostamos muito de brincar um com o outro, especialmente quando eu não tenho meninos para brincar e quando ela não tem meninas para brincar… Os nossos pais também jogam muitos jogos juntos; o último a que jogaram foi construir um barco chamado Puka, o barco à vela do pai da Bekas.


Fomos estreá-lo, claro! Ajudámos a atar, a enredar e a desarrumar. Pusémos os coletes e zarpámos!… Mas, sem vento…



Andámos aos círculos durante quase uma hora e não saímos da doca. Resignado, o capitão Moritz permitiu que eu e a Bekas tomássemos o leme e experimentássemos a arte dos marinheiros de água doce. É muito fácil, acho que quando for grande também posso ser homem do leme!

20/10/2011

Por cá, andamos de mota

Com o preço dos combustíveis a subir e com a crise que aí se está a instalar há que deixar o automóvel para o imprescindível. A bicicleta é fixe, mas chega-se ao destino todo estampirado… O autocarro é fixe, mas não há paragens aqui na nossa zona ainda rural. A mota é fixe e o papi andava com o bichinho desde Roma. Convenceu a mami com uma 125 para a qual não é preciso ter carta, que gasta 2L "se for a abrir", que não paga nem procura estacionamento, que não apanha filas de trânsito. Branca!


Ao fim-de-semana tenho dado sempre uma volta ao quarteirão com o papi. E na semana passada, conseguimos convencer a mami a ir para a Universidade de mota. Ela gostou tanto que no dia a seguir quis ir outra vez, pela autoestrada e tudo!

Nós, por cá, andamos de mota.

18/10/2011

Os olhos que crescem

Um ano passou e eu voltei ao doutor dos olhos, tal como ficara combinado, para ver se o meu olho crescia alguma coisa. E não é que o meu olho cresceu mesmo? Vi e identifiquei tudo aquilo que ele me mostrou. Um dos exercícios que tive de fazer foi o de lhe dizer para que lado (cima, baixo, esquerda ou direita) estava virada uma letra a que ele chamava "a letra". Às tantas, não aguentei e tive de lhe explicar que "a letra" era um "E" e que ele podia e devia chamá-la pelo nome dela. Depois perguntei-lhe pela árvore, pela casinha e pelo cão que ele me tinha mostrado há um ano atrás e disse-lhe que também os ía conseguir ver, mas ele riu-se e disse-me que se eu tinha visto "a letra, desculpa, o E" não precisava de ver mais nada.

O doutor explicou à mami que ela pode esquecer o astigmatismo e a hipermetropia do ano passado e pronto, como só tenho uns folículos rasinhos que me causam algum incómodo nas pálpebras, ele pediu-me para voltar em Abril e prometeu-me que então me iria mostrar outras e mais letras.

Porque me portei bem, porque lhe ensinei o E e porque o meu olho cresceu, saí do doutor com um balão amarelo e um diploma de bom comportamento. Não é para todos!

10/10/2011

Ina

Há muito, muito tempo, na Primavera de 1911, no interior orgânico de uma Margarida, formava-se um sistema bafejado por um Camilo, de seu apelido Lélis. Como, pela lei actual, a vida portuguesa começa às 12 semanas de gestação, no Verão desse mesmo ano o sistema multicelular ganhou uma forma, que se convenciona como sendo humana, e determinou o conceito daquela que viria a ser uma das minhas avós, e a quem viriam a chamar Bernardina. Tu.

Nasceste a 6 de Fevereiro, com uma curta diferença de horas de Eva Braun. Nesse dia, Jackson Pollock era um recém-nascido com quase 15 dias e Jorge Amado ou John Cage ultrapassavam, também eles, as 12 semanas intra-uterinas. Nasceste no ano bissexto em que Houdini se consagrava o maior ilusionista de sempre, em que Thomas Edison finalizava o Kinetophone e em que o Titanic se tornava o barco mais famoso do mundo.

Sobreviveste às esdrúxulas doenças da época, que dizimavam centenas de crianças, algumas logo à nascença; passaste pelas duas grandes guerras, com maior ou menor consciência; pariste em casa sete filhos, e mais não foram porque não vingaram; criaste e geriste a tua família de forma nómada e inconstante, mal ou bem, para o mal e para o bem; contrataste e despediste; estudaste e leccionaste; sofreste desgostos e engoliste sapos; acompanhaste todo o regime fechado da ditadura e a mentira da democracia que acabaria por tornar o País em algo que, por mais que te cobrisses com o Expresso, já não conseguias entender; permitiste, sem reclamar, que na Conservatória te alterassem a data de nascimento e se enganassem no teu apelido, o mesmo que me orgulho de assinar, mas que soa tão diferente daquele que dactilografaram no teu BI; permitiste também, complacente e orgulhosa, que a menina que eu era, e que tinha de lidar diariamente com o teu impronunciável nome, despudoradamente to abreviasse para “Ina”, sem imaginares que essa ingénua redução seria adoptada por toda a família, aliviada, daí em diante; viste borbulharem os netos e depois os bisnetos; já depois dos 80 anos caíste aparatosamente pela escadas abaixo, o que te valeu uma anca partida mas de que conseguiste recuperar plenamente; e já depois dos 90 sujeitaste-te a duas anestesias gerais em menos de 48 horas porque a primeira intervenção cirúrgica não foi suficiente. A extrema unção já fazia parte do teu vasto portfolio sacramental há, se não me engano, uma década.

Em 100 anos enterraste pais, marido, sogros, primas e parentes e todos os amigos e conhecidos da tua geração… chegaste mesmo a enterrar uma filha, mas sem que o chegasses a saber. O segredo da tua longevidade, dizias, estava no pão com manteiga e nas azeitonas que comias como se não houvesse amanhã. O segredo da tua pele lisa, sem rugas, dizias, era o sabão azul e branco, com o qual lavavas tanto a roupa como a cara.

Hoje, foste tu quem foi a enterrar, voltando a conceito, mas já moldado e moldador. E se poucas lágrimas houve, enquanto te víamos empacotada a descer terra adentro, não foi certamente por não nos seres querida nem por não nos deixares saudades, mas porque os teus 100 anos e a tua lenta forma de abandonar a vida nos permitiram fazer um luto progressivo, antecipado e de impacto controlado.

… Porque no dia em que me entregaste um arranjo de costura numa saia e me anunciaste que acabavam as trapologias, percebi que um bocadinho de ti morria. No dia em que foi preciso contratar uma senhora para te ajudar nas lides da casa e em que caiaste as paredes pela última vez, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que deixaste de, pelo teu próprio pé, atravessar a cidade de uma ponta à outra para te juntares a nós ao almoço de Domingo, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que os canteiros do teu quintal deixaram de ter malvas e cravinas floridas, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que a vaga no lar te levou para Lisboa e em que deixaste de fazer arroz doce ou marmelada, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que a família percebeu que não fazia sentido manter a tua casa porque a ela não voltarias, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia do meu aniversário em que não recebi nem o teu postal nem o teu infalível telefonema, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que te visitei e em que já não me reconheceste, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que te levaram para o hospital e no dia em que se disse que desse dia não passarias, percebi que mais um bocadinho de ti morria. Em cada dia que um bocadinho de ti morria, a menina que te havia abreviado o nome parecia cada vez mais distante e o momento de despedida da condição física de neta que adquiri à nascença, seguramente cada vez mais próximo…

Assim foi que, aos poucos, e a esticar a tua longa corda até ao limite, me poupaste o inesperado e me preparaste para o inevitável.

Deves estar cansada, avó… Obrigada, Bernardina.

01/10/2011

Casa das brincadeiras

Hoje fomos ao Porto, com a avó, com o Rodrigo e com a mãe do Rodrigo, à Casa das Brincadeiras em Construção: uma casa velha, que já tinha sido uma escola primária, em que todo o espaço foi transformado para ser usado para brincadeiras, só, mais nada!
Ouvimos muitas histórias que muito nos divertiram, atravessámos de gatas um tunel labiríntico feito de caixotes, mas escuro como breu (tivémos de levar lanternas e tudo), pintámos em mesas de luz, construímos cenários e brincámos com imans. Foi tão giro! Já perguntei à mami onde fica a casa das brincadeiras em Aveiro… Por enquanto, só sabemos desta, no Porto.

19/09/2011

Primeiro dia de escolinha pública

Hoje foi o meu primeiro dia de escolinha dos grandes. Nesta escolinha há meninos muito diferentes uns dos outros e ninguém (tirando eu e o Afonso) usa bibes iguais. Somos todos diferentes e únicos. A única coisa que usamos de igual é o chapéu que é branco e tem, em azul, um A, um V e muitos Es.


Nesta escolinha entramos às 9:00 mas também saímos mais cedo, ideia que me agrada particularmente. Nesta escolinha não se dorme e prometeram-nos que tudo o que se faz é a brincar. Para além disso, quando a mami me vai buscar, os meninos da primária estão no recreio por isso encontro a Mafalda, a prima dela e as minhas vizinhas da rua.

Estou a gostar da minha escolinha nova!

17/09/2011

Festa da Rua, mais uma!

Levantei-me ainda era de noite. Despachei-me bem depressa porque tínhamos de ir apanhar o Alfa em Tunes. Eu e a mami voltávamos para Aveiro — depois de quatro dias pelo Algarve — mesmo a tempo de participar na Festa da Rua.

Este ano os vizinhos só contribuiram com entradas, sobremesas e bebidas. O menu ditava um dia inteiro de porco no espeto. Vieram dois senhores, com um assador (onde cabia eu e mais três meninos do meu tamanho), um porco já espetado e ali estiveram toda a santa tarde a rodar um volante sempre para o mesmo lado, muito devagarinho. De vez em quando cortavam umas lascas de carne e logo uma fila de gente se formava junto do assador. Eu comi desta carne, com as cenouras que a mami tinha deixado prontas havia cinco dias e com muitas batatas fritas. Também me fartei de beber sumo com bolhinhas, porque uma vez não são vezes.

Às duas da tarde chegou a carrinha com o insuflável, coisa que já vai sendo habitual ter presença no parque da nossa rua, neste dia de festa. Fomos assistir ao aparecimento das formas e dos personagens que dele faziam parte; era o mesmo castelo do ano passado! Claro que, assim que o insuflável ficou pronto, eu fugi dele e da confusão de meninos e meninas, uns por cima dos outros, todos a quererem inaugurar o castelo de borracha e ar. Refugiei-me em casa, com o meu vizinho Eduardo que me devolveu cinco (ou seis?) dos meus carrinhos que eu já tinha dado como desaparecidos.

Quando a fome apertou nas barrigas dos meninos mais velhos, largaram todos o insuflável e lá fomos nós os dois até ao castelo, onde já estavam em preparos outros meninos mais pequenos como nós, para escorregar e saltar mais à vontade.


O Eduardo quis levar o meu jipe e desafiou o papi a fazer corridas com ele usando para isso o carrinho de bebé do primo… com o primo lá enfiado… Mas a mami diz que o papi está é com saudades…

07/09/2011

De volta, tudo novo!

Pois, acabaram-se as férias em Portimão, mas as minhas férias ainda continuaram num período de férias chamado "pós-férias".

As papas de linhaça, que nas suas mais diversas caracterizações, me íam dando algumas garantias de que as minhas idas à casa-de-banho eram regulares, já quase não são precisas. Não há nada que um grande Verão não faça!

Assim, toca de preparar para o início de mais um ano de escolinha. Comecei logo por rever os meus amiguinhos de berçário nos anos do Rodrigo. Ele e o Miguel, que ficaram na escolinha antiga, já começaram a escola, eu e o Afonso é que ainda estamos em "pós-férias". Mas para não dar demasiado nas vistas, fomos também, tal como os restantes, experimentar o mini-basquete quando a época iniciou. O primeiro treino não correu lá muito bem, mas no segundo já me fartei de colaborar e de brincar.




E foi de tal maneira longo este período que… ainda deu para voltar a Portimão para mais umas "mini-férias" de despedida!

29/07/2011

Férias, finalmente!

Durante toda esta semana o assunto das férias foi o meu preferido. Sabia que havíamos de ir para Portimão no fim-de-semana, mas não sabia que havíamos de ir ainda na sexta-feira. Depois de feitas as despedidas na escolinha, que para mim não foram muito evidentes, lá fomos rumo ao Algarve, para aquilo que se espera seja um grande mês de férias de Verão.

Todos os pormenores no meu blog de férias 2011, Papas de Linhaça.

28/07/2011

Mais uma escolinha velha?

Agora nem quero pensar muito nisto, porque vou de férias e isso é bem mais importante, mas já me soou que em breve irei para outra escola. Eu já expliquei a todos que só vou para outra escola quando esta escolinha (onde estou agora) acabar, mas a resposta que me dão é a de que esta escolinha de agora, para mim, já acabou. Não sei bem que pense sobre isto, acho que não contava ser grande e mudar para a escola dos grandes tão cedo.

Acho que este assunto, por um lado, me entristece (farto-me de falar nas comidas boas da Dª São de que, de certeza, vou ter saudades) mas por outro me entusiasma, porque é nessa outra escola, que é dos grandes, que anda a minha amiga Mafalda que já tem 9 anos. E mais:… nessa escola dos grandes nenhum menino dorme a sesta (nem sequer há lá camas, para que não haja dúvidas, nem tentações de se ser mais pequenino outra vez).

Fica então, para recordação, uma série de fotos de quando eu era mais pequenino do que hoje e andava na escola dos meninos… médios.





25/07/2011

A minha árvore genealógica

Lá na escolinha todos fizémos a nossa árvore da família. A minha foi a que ficou mais ramificada: é das poucas que vai até aos bisavós e é — tanto quanto se sabe — a única que tem tios. Eu fui muito convincente! Só não deu para encaixar o Pedro Pedrito… A mami diz que a árvore dele tem outro tronco…

19/07/2011

Os efeitos do filme, o 2

Entro na sala e deparo-me com isto no meio do tapete:



— O que é isto?? — pergunto.
— São carros, mami.

(Carros?… OK…)

— E por que é que estes carros têm… "cabelos"?
— Não são cabelos, mami, é a velocidade!

(… dahhh!…)

O rigor de S. João

Este ano fomos ao Algarve pelo S. João. Tínhamos um casamento e a mami era madrinha da noiva (uma noiva de S. João!). Para além de irmos todos mascarados com roupas que nunca usamos (tal como as do Carnaval…), estava lá um senhor, palhaço de não-sei-quantas, a pintar os meninos que não viessem já totalmente mascarados de casa. Foi assim que deixei de ser o Peter Parker, compostinho, penteadinho e de sapatos de vela, e passei a ser o Homem-Aranha, magnífico e temido por todos os malfeitores!




Mas esperem lá: eu fotografei o papi e a mami! Oh vejam como eles também estavam engomadinhos:


13/06/2011

Quatr'anes!

Tive uma grande e rica festa! A mami e o papi limparam a garagem e o telheiro, a Anastácia foi de férias, os brinquedos vieram todos cá para baixo e foi lá que recebi os meus amiguinhos e onde nos fartámos de brincar. Foi muito gira e muito grande, a minha festa! As fotografias explicam tudo muito bem.







03/06/2011

Sem rodinhas e com quatro rodas (todas iguais)!

Sim, é verdade.
Já ando mesmo sem rodinhas na bicicleta. Só ainda não sei arrancar, nem travar, e também não me desvio muito bem das coisas, mas já subo e desço a rua toda sem ninguém a agarrar-me. Foi um instante. E ainda não tenho 4 anos!





E… porque o papi não aguentava mais, no dia da criança recebi a minha prenda de anos: um jeep a pedais! Não, não é um triciclo porque tem quatro rodas, é mesmo um jeep! Nestes dois dias tenho apurado tanto a minha condução — a que se sustenta em duas rodas mas também esta sustentada em quatro rodas iguais — que o capacete passou a ser pré-requisito e já se revelou ser pouco. Vamos ter de juntar as cotoveleiras, joelheiras e mitenes! Sou muito radical… E ainda não tenho 4 anos!


30/05/2011

De bicicleta sem rodinhas!


Achei melhor avisar-vos que já tirei as rodinhas da bicicleta. Os meninos mais velhos aqui da rua têm puxado muito por mim e pronto, enchi-me de coragem e pedi ao papi para as tirar.

E também vos devo dizer que, em recta, sem nada que me distraia e devidamente descontraído, já devo ter percorrido para aí um metro sem ajuda!

05/05/2011

Dia da minha mãe

No dia da mãe ofereci à mami:


- um postal com um desenho meu onde estou eu e ela, num lindo dia de sol com nuvens, e muitas amêndoas da Páscoa pelo chão;
- uma planta aquática à qual só é preciso ir acrescentando água;
- trapos e berloques para ela fazer um colar com a minha ajuda.

Dei muitas prendas à minha mãe!