17/09/2011

Festa da Rua, mais uma!

Levantei-me ainda era de noite. Despachei-me bem depressa porque tínhamos de ir apanhar o Alfa em Tunes. Eu e a mami voltávamos para Aveiro — depois de quatro dias pelo Algarve — mesmo a tempo de participar na Festa da Rua.

Este ano os vizinhos só contribuiram com entradas, sobremesas e bebidas. O menu ditava um dia inteiro de porco no espeto. Vieram dois senhores, com um assador (onde cabia eu e mais três meninos do meu tamanho), um porco já espetado e ali estiveram toda a santa tarde a rodar um volante sempre para o mesmo lado, muito devagarinho. De vez em quando cortavam umas lascas de carne e logo uma fila de gente se formava junto do assador. Eu comi desta carne, com as cenouras que a mami tinha deixado prontas havia cinco dias e com muitas batatas fritas. Também me fartei de beber sumo com bolhinhas, porque uma vez não são vezes.

Às duas da tarde chegou a carrinha com o insuflável, coisa que já vai sendo habitual ter presença no parque da nossa rua, neste dia de festa. Fomos assistir ao aparecimento das formas e dos personagens que dele faziam parte; era o mesmo castelo do ano passado! Claro que, assim que o insuflável ficou pronto, eu fugi dele e da confusão de meninos e meninas, uns por cima dos outros, todos a quererem inaugurar o castelo de borracha e ar. Refugiei-me em casa, com o meu vizinho Eduardo que me devolveu cinco (ou seis?) dos meus carrinhos que eu já tinha dado como desaparecidos.

Quando a fome apertou nas barrigas dos meninos mais velhos, largaram todos o insuflável e lá fomos nós os dois até ao castelo, onde já estavam em preparos outros meninos mais pequenos como nós, para escorregar e saltar mais à vontade.


O Eduardo quis levar o meu jipe e desafiou o papi a fazer corridas com ele usando para isso o carrinho de bebé do primo… com o primo lá enfiado… Mas a mami diz que o papi está é com saudades…

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