A Bekas Apfelstrudel é a minha vizinha Bekas Koppensteiner. Gostamos muito de brincar um com o outro, especialmente quando eu não tenho meninos para brincar e quando ela não tem meninas para brincar… Os nossos pais também jogam muitos jogos juntos; o último a que jogaram foi construir um barco chamado Puka, o barco à vela do pai da Bekas.
Fomos estreá-lo, claro! Ajudámos a atar, a enredar e a desarrumar. Pusémos os coletes e zarpámos!… Mas, sem vento…
Andámos aos círculos durante quase uma hora e não saímos da doca. Resignado, o capitão Moritz permitiu que eu e a Bekas tomássemos o leme e experimentássemos a arte dos marinheiros de água doce. É muito fácil, acho que quando for grande também posso ser homem do leme!
23/10/2011
20/10/2011
Por cá, andamos de mota
Com o preço dos combustíveis a subir e com a crise que aí se está a instalar há que deixar o automóvel para o imprescindível. A bicicleta é fixe, mas chega-se ao destino todo estampirado… O autocarro é fixe, mas não há paragens aqui na nossa zona ainda rural. A mota é fixe e o papi andava com o bichinho desde Roma. Convenceu a mami com uma 125 para a qual não é preciso ter carta, que gasta 2L "se for a abrir", que não paga nem procura estacionamento, que não apanha filas de trânsito. Branca!
Ao fim-de-semana tenho dado sempre uma volta ao quarteirão com o papi. E na semana passada, conseguimos convencer a mami a ir para a Universidade de mota. Ela gostou tanto que no dia a seguir quis ir outra vez, pela autoestrada e tudo!
Nós, por cá, andamos de mota.
Ao fim-de-semana tenho dado sempre uma volta ao quarteirão com o papi. E na semana passada, conseguimos convencer a mami a ir para a Universidade de mota. Ela gostou tanto que no dia a seguir quis ir outra vez, pela autoestrada e tudo!
Nós, por cá, andamos de mota.
18/10/2011
Os olhos que crescem
Um ano passou e eu voltei ao doutor dos olhos, tal como ficara combinado, para ver se o meu olho crescia alguma coisa. E não é que o meu olho cresceu mesmo? Vi e identifiquei tudo aquilo que ele me mostrou. Um dos exercícios que tive de fazer foi o de lhe dizer para que lado (cima, baixo, esquerda ou direita) estava virada uma letra a que ele chamava "a letra". Às tantas, não aguentei e tive de lhe explicar que "a letra" era um "E" e que ele podia e devia chamá-la pelo nome dela. Depois perguntei-lhe pela árvore, pela casinha e pelo cão que ele me tinha mostrado há um ano atrás e disse-lhe que também os ía conseguir ver, mas ele riu-se e disse-me que se eu tinha visto "a letra, desculpa, o E" não precisava de ver mais nada.
O doutor explicou à mami que ela pode esquecer o astigmatismo e a hipermetropia do ano passado e pronto, como só tenho uns folículos rasinhos que me causam algum incómodo nas pálpebras, ele pediu-me para voltar em Abril e prometeu-me que então me iria mostrar outras e mais letras.
Porque me portei bem, porque lhe ensinei o E e porque o meu olho cresceu, saí do doutor com um balão amarelo e um diploma de bom comportamento. Não é para todos!
O doutor explicou à mami que ela pode esquecer o astigmatismo e a hipermetropia do ano passado e pronto, como só tenho uns folículos rasinhos que me causam algum incómodo nas pálpebras, ele pediu-me para voltar em Abril e prometeu-me que então me iria mostrar outras e mais letras.
Porque me portei bem, porque lhe ensinei o E e porque o meu olho cresceu, saí do doutor com um balão amarelo e um diploma de bom comportamento. Não é para todos!
10/10/2011
Ina
Há muito, muito tempo, na Primavera de 1911, no interior orgânico de uma Margarida, formava-se um sistema bafejado por um Camilo, de seu apelido Lélis. Como, pela lei actual, a vida portuguesa começa às 12 semanas de gestação, no Verão desse mesmo ano o sistema multicelular ganhou uma forma, que se convenciona como sendo humana, e determinou o conceito daquela que viria a ser uma das minhas avós, e a quem viriam a chamar Bernardina. Tu.
Nasceste a 6 de Fevereiro, com uma curta diferença de horas de Eva Braun. Nesse dia, Jackson Pollock era um recém-nascido com quase 15 dias e Jorge Amado ou John Cage ultrapassavam, também eles, as 12 semanas intra-uterinas. Nasceste no ano bissexto em que Houdini se consagrava o maior ilusionista de sempre, em que Thomas Edison finalizava o Kinetophone e em que o Titanic se tornava o barco mais famoso do mundo.
Sobreviveste às esdrúxulas doenças da época, que dizimavam centenas de crianças, algumas logo à nascença; passaste pelas duas grandes guerras, com maior ou menor consciência; pariste em casa sete filhos, e mais não foram porque não vingaram; criaste e geriste a tua família de forma nómada e inconstante, mal ou bem, para o mal e para o bem; contrataste e despediste; estudaste e leccionaste; sofreste desgostos e engoliste sapos; acompanhaste todo o regime fechado da ditadura e a mentira da democracia que acabaria por tornar o País em algo que, por mais que te cobrisses com o Expresso, já não conseguias entender; permitiste, sem reclamar, que na Conservatória te alterassem a data de nascimento e se enganassem no teu apelido, o mesmo que me orgulho de assinar, mas que soa tão diferente daquele que dactilografaram no teu BI; permitiste também, complacente e orgulhosa, que a menina que eu era, e que tinha de lidar diariamente com o teu impronunciável nome, despudoradamente to abreviasse para “Ina”, sem imaginares que essa ingénua redução seria adoptada por toda a família, aliviada, daí em diante; viste borbulharem os netos e depois os bisnetos; já depois dos 80 anos caíste aparatosamente pela escadas abaixo, o que te valeu uma anca partida mas de que conseguiste recuperar plenamente; e já depois dos 90 sujeitaste-te a duas anestesias gerais em menos de 48 horas porque a primeira intervenção cirúrgica não foi suficiente. A extrema unção já fazia parte do teu vasto portfolio sacramental há, se não me engano, uma década.
Em 100 anos enterraste pais, marido, sogros, primas e parentes e todos os amigos e conhecidos da tua geração… chegaste mesmo a enterrar uma filha, mas sem que o chegasses a saber. O segredo da tua longevidade, dizias, estava no pão com manteiga e nas azeitonas que comias como se não houvesse amanhã. O segredo da tua pele lisa, sem rugas, dizias, era o sabão azul e branco, com o qual lavavas tanto a roupa como a cara.
Hoje, foste tu quem foi a enterrar, voltando a conceito, mas já moldado e moldador. E se poucas lágrimas houve, enquanto te víamos empacotada a descer terra adentro, não foi certamente por não nos seres querida nem por não nos deixares saudades, mas porque os teus 100 anos e a tua lenta forma de abandonar a vida nos permitiram fazer um luto progressivo, antecipado e de impacto controlado.
… Porque no dia em que me entregaste um arranjo de costura numa saia e me anunciaste que acabavam as trapologias, percebi que um bocadinho de ti morria. No dia em que foi preciso contratar uma senhora para te ajudar nas lides da casa e em que caiaste as paredes pela última vez, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que deixaste de, pelo teu próprio pé, atravessar a cidade de uma ponta à outra para te juntares a nós ao almoço de Domingo, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que os canteiros do teu quintal deixaram de ter malvas e cravinas floridas, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que a vaga no lar te levou para Lisboa e em que deixaste de fazer arroz doce ou marmelada, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que a família percebeu que não fazia sentido manter a tua casa porque a ela não voltarias, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia do meu aniversário em que não recebi nem o teu postal nem o teu infalível telefonema, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que te visitei e em que já não me reconheceste, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que te levaram para o hospital e no dia em que se disse que desse dia não passarias, percebi que mais um bocadinho de ti morria. Em cada dia que um bocadinho de ti morria, a menina que te havia abreviado o nome parecia cada vez mais distante e o momento de despedida da condição física de neta que adquiri à nascença, seguramente cada vez mais próximo…
Assim foi que, aos poucos, e a esticar a tua longa corda até ao limite, me poupaste o inesperado e me preparaste para o inevitável.
Deves estar cansada, avó… Obrigada, Bernardina.
Nasceste a 6 de Fevereiro, com uma curta diferença de horas de Eva Braun. Nesse dia, Jackson Pollock era um recém-nascido com quase 15 dias e Jorge Amado ou John Cage ultrapassavam, também eles, as 12 semanas intra-uterinas. Nasceste no ano bissexto em que Houdini se consagrava o maior ilusionista de sempre, em que Thomas Edison finalizava o Kinetophone e em que o Titanic se tornava o barco mais famoso do mundo.
Sobreviveste às esdrúxulas doenças da época, que dizimavam centenas de crianças, algumas logo à nascença; passaste pelas duas grandes guerras, com maior ou menor consciência; pariste em casa sete filhos, e mais não foram porque não vingaram; criaste e geriste a tua família de forma nómada e inconstante, mal ou bem, para o mal e para o bem; contrataste e despediste; estudaste e leccionaste; sofreste desgostos e engoliste sapos; acompanhaste todo o regime fechado da ditadura e a mentira da democracia que acabaria por tornar o País em algo que, por mais que te cobrisses com o Expresso, já não conseguias entender; permitiste, sem reclamar, que na Conservatória te alterassem a data de nascimento e se enganassem no teu apelido, o mesmo que me orgulho de assinar, mas que soa tão diferente daquele que dactilografaram no teu BI; permitiste também, complacente e orgulhosa, que a menina que eu era, e que tinha de lidar diariamente com o teu impronunciável nome, despudoradamente to abreviasse para “Ina”, sem imaginares que essa ingénua redução seria adoptada por toda a família, aliviada, daí em diante; viste borbulharem os netos e depois os bisnetos; já depois dos 80 anos caíste aparatosamente pela escadas abaixo, o que te valeu uma anca partida mas de que conseguiste recuperar plenamente; e já depois dos 90 sujeitaste-te a duas anestesias gerais em menos de 48 horas porque a primeira intervenção cirúrgica não foi suficiente. A extrema unção já fazia parte do teu vasto portfolio sacramental há, se não me engano, uma década.
Em 100 anos enterraste pais, marido, sogros, primas e parentes e todos os amigos e conhecidos da tua geração… chegaste mesmo a enterrar uma filha, mas sem que o chegasses a saber. O segredo da tua longevidade, dizias, estava no pão com manteiga e nas azeitonas que comias como se não houvesse amanhã. O segredo da tua pele lisa, sem rugas, dizias, era o sabão azul e branco, com o qual lavavas tanto a roupa como a cara.
Hoje, foste tu quem foi a enterrar, voltando a conceito, mas já moldado e moldador. E se poucas lágrimas houve, enquanto te víamos empacotada a descer terra adentro, não foi certamente por não nos seres querida nem por não nos deixares saudades, mas porque os teus 100 anos e a tua lenta forma de abandonar a vida nos permitiram fazer um luto progressivo, antecipado e de impacto controlado.
… Porque no dia em que me entregaste um arranjo de costura numa saia e me anunciaste que acabavam as trapologias, percebi que um bocadinho de ti morria. No dia em que foi preciso contratar uma senhora para te ajudar nas lides da casa e em que caiaste as paredes pela última vez, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que deixaste de, pelo teu próprio pé, atravessar a cidade de uma ponta à outra para te juntares a nós ao almoço de Domingo, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que os canteiros do teu quintal deixaram de ter malvas e cravinas floridas, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que a vaga no lar te levou para Lisboa e em que deixaste de fazer arroz doce ou marmelada, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que a família percebeu que não fazia sentido manter a tua casa porque a ela não voltarias, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia do meu aniversário em que não recebi nem o teu postal nem o teu infalível telefonema, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que te visitei e em que já não me reconheceste, percebi que mais um bocadinho de ti morria. No dia em que te levaram para o hospital e no dia em que se disse que desse dia não passarias, percebi que mais um bocadinho de ti morria. Em cada dia que um bocadinho de ti morria, a menina que te havia abreviado o nome parecia cada vez mais distante e o momento de despedida da condição física de neta que adquiri à nascença, seguramente cada vez mais próximo…
Assim foi que, aos poucos, e a esticar a tua longa corda até ao limite, me poupaste o inesperado e me preparaste para o inevitável.
Deves estar cansada, avó… Obrigada, Bernardina.
01/10/2011
Casa das brincadeiras
Hoje fomos ao Porto, com a avó, com o Rodrigo e com a mãe do Rodrigo, à Casa das Brincadeiras em Construção: uma casa velha, que já tinha sido uma escola primária, em que todo o espaço foi transformado para ser usado para brincadeiras, só, mais nada!
Ouvimos muitas histórias que muito nos divertiram, atravessámos de gatas um tunel labiríntico feito de caixotes, mas escuro como breu (tivémos de levar lanternas e tudo), pintámos em mesas de luz, construímos cenários e brincámos com imans. Foi tão giro! Já perguntei à mami onde fica a casa das brincadeiras em Aveiro… Por enquanto, só sabemos desta, no Porto.
Ouvimos muitas histórias que muito nos divertiram, atravessámos de gatas um tunel labiríntico feito de caixotes, mas escuro como breu (tivémos de levar lanternas e tudo), pintámos em mesas de luz, construímos cenários e brincámos com imans. Foi tão giro! Já perguntei à mami onde fica a casa das brincadeiras em Aveiro… Por enquanto, só sabemos desta, no Porto.
19/09/2011
Primeiro dia de escolinha pública
Hoje foi o meu primeiro dia de escolinha dos grandes. Nesta escolinha há meninos muito diferentes uns dos outros e ninguém (tirando eu e o Afonso) usa bibes iguais. Somos todos diferentes e únicos. A única coisa que usamos de igual é o chapéu que é branco e tem, em azul, um A, um V e muitos Es.
Nesta escolinha entramos às 9:00 mas também saímos mais cedo, ideia que me agrada particularmente. Nesta escolinha não se dorme e prometeram-nos que tudo o que se faz é a brincar. Para além disso, quando a mami me vai buscar, os meninos da primária estão no recreio por isso encontro a Mafalda, a prima dela e as minhas vizinhas da rua.
Estou a gostar da minha escolinha nova!
Nesta escolinha entramos às 9:00 mas também saímos mais cedo, ideia que me agrada particularmente. Nesta escolinha não se dorme e prometeram-nos que tudo o que se faz é a brincar. Para além disso, quando a mami me vai buscar, os meninos da primária estão no recreio por isso encontro a Mafalda, a prima dela e as minhas vizinhas da rua.
Estou a gostar da minha escolinha nova!
17/09/2011
Festa da Rua, mais uma!
Levantei-me ainda era de noite. Despachei-me bem depressa porque tínhamos de ir apanhar o Alfa em Tunes. Eu e a mami voltávamos para Aveiro — depois de quatro dias pelo Algarve — mesmo a tempo de participar na Festa da Rua.
Este ano os vizinhos só contribuiram com entradas, sobremesas e bebidas. O menu ditava um dia inteiro de porco no espeto. Vieram dois senhores, com um assador (onde cabia eu e mais três meninos do meu tamanho), um porco já espetado e ali estiveram toda a santa tarde a rodar um volante sempre para o mesmo lado, muito devagarinho. De vez em quando cortavam umas lascas de carne e logo uma fila de gente se formava junto do assador. Eu comi desta carne, com as cenouras que a mami tinha deixado prontas havia cinco dias e com muitas batatas fritas. Também me fartei de beber sumo com bolhinhas, porque uma vez não são vezes.
Às duas da tarde chegou a carrinha com o insuflável, coisa que já vai sendo habitual ter presença no parque da nossa rua, neste dia de festa. Fomos assistir ao aparecimento das formas e dos personagens que dele faziam parte; era o mesmo castelo do ano passado! Claro que, assim que o insuflável ficou pronto, eu fugi dele e da confusão de meninos e meninas, uns por cima dos outros, todos a quererem inaugurar o castelo de borracha e ar. Refugiei-me em casa, com o meu vizinho Eduardo que me devolveu cinco (ou seis?) dos meus carrinhos que eu já tinha dado como desaparecidos.
Quando a fome apertou nas barrigas dos meninos mais velhos, largaram todos o insuflável e lá fomos nós os dois até ao castelo, onde já estavam em preparos outros meninos mais pequenos como nós, para escorregar e saltar mais à vontade.
O Eduardo quis levar o meu jipe e desafiou o papi a fazer corridas com ele usando para isso o carrinho de bebé do primo… com o primo lá enfiado… Mas a mami diz que o papi está é com saudades…
Este ano os vizinhos só contribuiram com entradas, sobremesas e bebidas. O menu ditava um dia inteiro de porco no espeto. Vieram dois senhores, com um assador (onde cabia eu e mais três meninos do meu tamanho), um porco já espetado e ali estiveram toda a santa tarde a rodar um volante sempre para o mesmo lado, muito devagarinho. De vez em quando cortavam umas lascas de carne e logo uma fila de gente se formava junto do assador. Eu comi desta carne, com as cenouras que a mami tinha deixado prontas havia cinco dias e com muitas batatas fritas. Também me fartei de beber sumo com bolhinhas, porque uma vez não são vezes.
Às duas da tarde chegou a carrinha com o insuflável, coisa que já vai sendo habitual ter presença no parque da nossa rua, neste dia de festa. Fomos assistir ao aparecimento das formas e dos personagens que dele faziam parte; era o mesmo castelo do ano passado! Claro que, assim que o insuflável ficou pronto, eu fugi dele e da confusão de meninos e meninas, uns por cima dos outros, todos a quererem inaugurar o castelo de borracha e ar. Refugiei-me em casa, com o meu vizinho Eduardo que me devolveu cinco (ou seis?) dos meus carrinhos que eu já tinha dado como desaparecidos.
Quando a fome apertou nas barrigas dos meninos mais velhos, largaram todos o insuflável e lá fomos nós os dois até ao castelo, onde já estavam em preparos outros meninos mais pequenos como nós, para escorregar e saltar mais à vontade.
O Eduardo quis levar o meu jipe e desafiou o papi a fazer corridas com ele usando para isso o carrinho de bebé do primo… com o primo lá enfiado… Mas a mami diz que o papi está é com saudades…
07/09/2011
De volta, tudo novo!
Pois, acabaram-se as férias em Portimão, mas as minhas férias ainda continuaram num período de férias chamado "pós-férias".
As papas de linhaça, que nas suas mais diversas caracterizações, me íam dando algumas garantias de que as minhas idas à casa-de-banho eram regulares, já quase não são precisas. Não há nada que um grande Verão não faça!
Assim, toca de preparar para o início de mais um ano de escolinha. Comecei logo por rever os meus amiguinhos de berçário nos anos do Rodrigo. Ele e o Miguel, que ficaram na escolinha antiga, já começaram a escola, eu e o Afonso é que ainda estamos em "pós-férias". Mas para não dar demasiado nas vistas, fomos também, tal como os restantes, experimentar o mini-basquete quando a época iniciou. O primeiro treino não correu lá muito bem, mas no segundo já me fartei de colaborar e de brincar.
E foi de tal maneira longo este período que… ainda deu para voltar a Portimão para mais umas "mini-férias" de despedida!
As papas de linhaça, que nas suas mais diversas caracterizações, me íam dando algumas garantias de que as minhas idas à casa-de-banho eram regulares, já quase não são precisas. Não há nada que um grande Verão não faça!
Assim, toca de preparar para o início de mais um ano de escolinha. Comecei logo por rever os meus amiguinhos de berçário nos anos do Rodrigo. Ele e o Miguel, que ficaram na escolinha antiga, já começaram a escola, eu e o Afonso é que ainda estamos em "pós-férias". Mas para não dar demasiado nas vistas, fomos também, tal como os restantes, experimentar o mini-basquete quando a época iniciou. O primeiro treino não correu lá muito bem, mas no segundo já me fartei de colaborar e de brincar.
E foi de tal maneira longo este período que… ainda deu para voltar a Portimão para mais umas "mini-férias" de despedida!
29/07/2011
Férias, finalmente!
Durante toda esta semana o assunto das férias foi o meu preferido. Sabia que havíamos de ir para Portimão no fim-de-semana, mas não sabia que havíamos de ir ainda na sexta-feira. Depois de feitas as despedidas na escolinha, que para mim não foram muito evidentes, lá fomos rumo ao Algarve, para aquilo que se espera seja um grande mês de férias de Verão.
Todos os pormenores no meu blog de férias 2011, Papas de Linhaça.
Todos os pormenores no meu blog de férias 2011, Papas de Linhaça.
28/07/2011
Mais uma escolinha velha?
Agora nem quero pensar muito nisto, porque vou de férias e isso é bem mais importante, mas já me soou que em breve irei para outra escola. Eu já expliquei a todos que só vou para outra escola quando esta escolinha (onde estou agora) acabar, mas a resposta que me dão é a de que esta escolinha de agora, para mim, já acabou. Não sei bem que pense sobre isto, acho que não contava ser grande e mudar para a escola dos grandes tão cedo.
Acho que este assunto, por um lado, me entristece (farto-me de falar nas comidas boas da Dª São de que, de certeza, vou ter saudades) mas por outro me entusiasma, porque é nessa outra escola, que é dos grandes, que anda a minha amiga Mafalda que já tem 9 anos. E mais:… nessa escola dos grandes nenhum menino dorme a sesta (nem sequer há lá camas, para que não haja dúvidas, nem tentações de se ser mais pequenino outra vez).
Fica então, para recordação, uma série de fotos de quando eu era mais pequenino do que hoje e andava na escola dos meninos… médios.
Acho que este assunto, por um lado, me entristece (farto-me de falar nas comidas boas da Dª São de que, de certeza, vou ter saudades) mas por outro me entusiasma, porque é nessa outra escola, que é dos grandes, que anda a minha amiga Mafalda que já tem 9 anos. E mais:… nessa escola dos grandes nenhum menino dorme a sesta (nem sequer há lá camas, para que não haja dúvidas, nem tentações de se ser mais pequenino outra vez).
Fica então, para recordação, uma série de fotos de quando eu era mais pequenino do que hoje e andava na escola dos meninos… médios.
25/07/2011
A minha árvore genealógica
Lá na escolinha todos fizémos a nossa árvore da família. A minha foi a que ficou mais ramificada: é das poucas que vai até aos bisavós e é — tanto quanto se sabe — a única que tem tios. Eu fui muito convincente! Só não deu para encaixar o Pedro Pedrito… A mami diz que a árvore dele tem outro tronco…
19/07/2011
Os efeitos do filme, o 2
O rigor de S. João
Este ano fomos ao Algarve pelo S. João. Tínhamos um casamento e a mami era madrinha da noiva (uma noiva de S. João!). Para além de irmos todos mascarados com roupas que nunca usamos (tal como as do Carnaval…), estava lá um senhor, palhaço de não-sei-quantas, a pintar os meninos que não viessem já totalmente mascarados de casa. Foi assim que deixei de ser o Peter Parker, compostinho, penteadinho e de sapatos de vela, e passei a ser o Homem-Aranha, magnífico e temido por todos os malfeitores!


Mas esperem lá: eu fotografei o papi e a mami! Oh vejam como eles também estavam engomadinhos:



Mas esperem lá: eu fotografei o papi e a mami! Oh vejam como eles também estavam engomadinhos:

13/06/2011
Quatr'anes!
Tive uma grande e rica festa! A mami e o papi limparam a garagem e o telheiro, a Anastácia foi de férias, os brinquedos vieram todos cá para baixo e foi lá que recebi os meus amiguinhos e onde nos fartámos de brincar. Foi muito gira e muito grande, a minha festa! As fotografias explicam tudo muito bem.












03/06/2011
Sem rodinhas e com quatro rodas (todas iguais)!
Sim, é verdade.
Já ando mesmo sem rodinhas na bicicleta. Só ainda não sei arrancar, nem travar, e também não me desvio muito bem das coisas, mas já subo e desço a rua toda sem ninguém a agarrar-me. Foi um instante. E ainda não tenho 4 anos!
E… porque o papi não aguentava mais, no dia da criança recebi a minha prenda de anos: um jeep a pedais! Não, não é um triciclo porque tem quatro rodas, é mesmo um jeep! Nestes dois dias tenho apurado tanto a minha condução — a que se sustenta em duas rodas mas também esta sustentada em quatro rodas iguais — que o capacete passou a ser pré-requisito e já se revelou ser pouco. Vamos ter de juntar as cotoveleiras, joelheiras e mitenes! Sou muito radical… E ainda não tenho 4 anos!

Já ando mesmo sem rodinhas na bicicleta. Só ainda não sei arrancar, nem travar, e também não me desvio muito bem das coisas, mas já subo e desço a rua toda sem ninguém a agarrar-me. Foi um instante. E ainda não tenho 4 anos!
E… porque o papi não aguentava mais, no dia da criança recebi a minha prenda de anos: um jeep a pedais! Não, não é um triciclo porque tem quatro rodas, é mesmo um jeep! Nestes dois dias tenho apurado tanto a minha condução — a que se sustenta em duas rodas mas também esta sustentada em quatro rodas iguais — que o capacete passou a ser pré-requisito e já se revelou ser pouco. Vamos ter de juntar as cotoveleiras, joelheiras e mitenes! Sou muito radical… E ainda não tenho 4 anos!

30/05/2011
De bicicleta sem rodinhas!

Achei melhor avisar-vos que já tirei as rodinhas da bicicleta. Os meninos mais velhos aqui da rua têm puxado muito por mim e pronto, enchi-me de coragem e pedi ao papi para as tirar.
E também vos devo dizer que, em recta, sem nada que me distraia e devidamente descontraído, já devo ter percorrido para aí um metro sem ajuda!
05/05/2011
Dia da minha mãe
No dia da mãe ofereci à mami:

- um postal com um desenho meu onde estou eu e ela, num lindo dia de sol com nuvens, e muitas amêndoas da Páscoa pelo chão;
- uma planta aquática à qual só é preciso ir acrescentando água;
- trapos e berloques para ela fazer um colar com a minha ajuda.
Dei muitas prendas à minha mãe!

- um postal com um desenho meu onde estou eu e ela, num lindo dia de sol com nuvens, e muitas amêndoas da Páscoa pelo chão;
- uma planta aquática à qual só é preciso ir acrescentando água;
- trapos e berloques para ela fazer um colar com a minha ajuda.
Dei muitas prendas à minha mãe!
28/04/2011
Páscoa alada

Lá fomos nós para o Algarve, desta vez de avião, para experimentar. Andar de avião não é nada de extraordinário. Fi-lo como se o fizesse todos os dias. A velocidade que se sente ao levantar não é nada de especial comparada com a velocidade que atinjo nos meus jogos de corridas no iPad ou na Wii. Estar lá em cima por cima das nuvens é luminoso demais e não se consegue olhar lá para fora; estar lá em cima sem nuvens por baixo dá para ver coisas pequeninas, mas francamente, sem grande interesse. A nave espacial do Homem-Aranha na Feira de Março é bem mais gira! E a aterragem… oh, grande coisa… estico as pernas em direcção ao banco da frente e assim ajudo os pilotos a travar.
Não, andar de avião é uma seca! Temos de esperar que o comboio saia de Aveiro, temos de esperar que o comboio chegue ao Porto, depois temos de esperar pelo Andante e lá dentro temos de esperar que o Andante chegue ao Aeroporto, onde temos de esperar pela hora de embarque, depois esperamos que os passageiros se sentem e ainda temos que esperar que o avião chegue ao destino para a seguir esperar pela chegada a Portimão. E no regresso esperamos por tudo isto mas ao contrário. Cansei-me de tanto esperar. É que quando vamos de carro só espero uma vez na ida e outra na volta! A única vantagem (mesmo!) foi ter ganho um modelo do avião em que viajámos ;)
19/04/2011
Serra da Estrela com neve q.b.
Descemos-descemos-descemos. Subimos… Subimos… subimos…

Preparei bolas e atirei-as. Também apanhei com algumas!

Joguei à bola, marquei golos e dei muitos chutos.

No domingo perguntei à mami se podiamos ficar mais dias naquela casinha pequenina com aquela gente simpática, todos primaços, leões e animais.

Preparei bolas e atirei-as. Também apanhei com algumas!

Joguei à bola, marquei golos e dei muitos chutos.

No domingo perguntei à mami se podiamos ficar mais dias naquela casinha pequenina com aquela gente simpática, todos primaços, leões e animais.
14/04/2011
Invasão, câmbio!
Aqui soldado Capacete Azul às Riscas, matrícula VLAJ07, em posição relativa Lat 40.6333, Lon -8.6500. Trincheiras prontas e elevadas, situação priveligiada com boa visibilidade e vento norte com rajadas de 3 nós. Intruso sob mira em monóculo de lente Renova® e espingarda de madeira, calibre 55,67 pronta a disparar sob comando. A 2,5 m de distância, caucasiano, 40 anos, 1m80/90cm, muito peso, categoria FREAK (Faísca-Rampa-Elevador-Alfa-King). Armado com headphones e guitarra sem DÓ, com 2 MIs, munições EBGDAE. Testa quatro acordes, supõe-se que esteja preparado para os investir na nossa direcção - barulho ensurdecedor destrói sementeiras e mata toupeiras recém-nascidas nas populações mais próximas. Over-and-Out!
11/04/2011
Feira de Março com novidades!

Lá fomos a mais uma Feira de Março para eu experimentar a loucura dos carrocéis. Este ano havia diferenças… não havia helicópteros do Zé. Havia muitas naves de vários formatos e feitios, curiosamente com grande oferta de formato "Homem-Aranha". Comecei por uma nave espacial para pequeninos, com cinto, barra de protecção e que levantava pouquinho. Deu tantas, tantas voltas que, passado um bocado, quando passava pela mami dizia-lhe "isto nunca mais pára!"
Finalmente acabou e fomos à procura de algo mais radical, e sim! estava mesmo ali à frente! Umas naves espaciais, sem cinto, sem barra de protecção, com super-heróis e princesas à escolha e com um pedal para subir e descer! "Quero a do Homem-Aranha!" Por pouco não ficávamos sem a dita nave porque a procura deste super-herói é elevada entre pares… Mas conseguimo-la e lá fomos nós, Vicente e mami, pelas alturas, a espreitar o papi lá em baixo, com os pés bem assentes no chão. Neste também démos muitas voltas… quer dizer, a mami achou muitas, eu achei que estava bem assim.

Mas o que havia de diferente mesmo era uma piscina com naves aquáticas! E lá fomos nós, Vicente e papi, tentar comandar uma nave que, de início, era incontrolável. Quando finalmente apanhámos o jeito e o entusiamo de conduzir uma nave que mais parecia uma lancha rápida (pela posição de proa levantada que as outras ganham graças à velocidade e que neste caso se devia aos 90Kg que levava atrás), tocou a sineta e as naves pararam todas… Ohhhh…


Mas logo a seguir fomos aos golfinhos de goma (cada um com um palmo de comprimento!). Este ano não houve farturas.
03/04/2011
Retratos da malta (da família)
O registo da malta que compõe a família continua.
Depois de muitos avôs Mários, avós Anas, Vicentes e algumas mamis e papis, chegou a vez dos OUTROS! Aqueles que, por opção ou por imposição, estão mais distantes, mas muito presentes na imaginação do Vicente. Este extraordinário retrato, que considero dever ser preservado pela exactidão com que o artista registou algumas das mais evidentes características dos visados, é um excelente exemplo disso. Quando lhe foi pedido para identificar estes três sujeitos (um visivelmente magro, outro explicitamente gordo e outro indubitavelmente deitado) o Vicente foi categórico: O Ricardo, o Pedro Pedrito e a Adriana.
Depois, ainda acrescentou que o Ricardo é vermelho porque é do Benfica e que a Adriana é azul porque é do Porto. Como não sabe a que clube pertence o Pedrito Nosso Querido, sobrou-lhe o verde, dizendo que ele não se importa de ficar com o Sporting.
Acho que o meu filho tem jeito para o retrato…
05/03/2011
Carnaval Aracnídea
Xiii, éramos quatro! Ganhámos em maioria a todos os muitos super-heróis, vilões, palhaços, ursinhos e princesas (tantas princesas!) Mas as princesas eram de sítios e histórias diferentes por isso não tiveram como competir connosco. Nós os quatro éramos o Homem-Aranha!!! (à excepção da hora da sesta em que voltámos a ser todos o Peter Parker). Ainda assim, os nossos fatos eram todos diferentes! O meu era o único que não era inteiriço e fui o único que levou botas vermelhas! Também era o único que tinha máscara de tecido porque os outros Homens-Aranha tinham uma mascarilha de papel. Mas éramos todos igualmente poderosos e flexíveis e todos sabíamos atirar teias muito bem.
Aqui estamos dois, já cansados de um extenso dia de luta contra malfeitores e a desmanchar o nosso disfarce. Vicente Peter Parker e Miguel Peter Parker.
Aqui estamos dois, já cansados de um extenso dia de luta contra malfeitores e a desmanchar o nosso disfarce. Vicente Peter Parker e Miguel Peter Parker.
02/03/2011
A figura humana
Olá!
Já sei desenhar pessoas! Esta semana tenho desenhado pessoas atrás de pessoas e depois as mesmas pessoas mas em condições diferentes. Vou mostrar-vos alguns exemplos, da esquerda para a direita e de cima para baixo:

1. O avô Mário
2. A avó Ana
3. A avó Ana quando toma banho com o cabelo
4. A avó Ana com orelhas
5. O avô Mário com orelhas, com óculos e quando tinha cabelo vermelho
6. A mami com brincos nas orelhas
Que tal? :)
Já sei desenhar pessoas! Esta semana tenho desenhado pessoas atrás de pessoas e depois as mesmas pessoas mas em condições diferentes. Vou mostrar-vos alguns exemplos, da esquerda para a direita e de cima para baixo:

1. O avô Mário
2. A avó Ana
3. A avó Ana quando toma banho com o cabelo
4. A avó Ana com orelhas
5. O avô Mário com orelhas, com óculos e quando tinha cabelo vermelho
6. A mami com brincos nas orelhas
Que tal? :)
22/02/2011
O número 50
O Vicente tem tido, ultimamente, múltiplas actividades e motivações que envolvem o número 50. Para ele, o número não é bem número, mas apenas dois algarismos por acaso postos ao lado um do outro.
Na semana passada, íamos nós para a escolinha na Peugeot, com o Vicente sentado no único banco disponível (o da frente!) de perna traçada e a controlar a intensidade dos perigos da pista por onde seguíamos (neste caso, na rua da Estação) quando de repente se sai com um grito que me acentuou as taquicardias e me ía provocando uma síncope: "Mami, passaste o 5 e o 0!" E eu, convencida de que havia alguma coisa exterior à minha - até então - confortável e amena condução, pus-me a olhar freneticamente pelas janelas e pelos retrovisores, à procura do 5 e do 0, que podiam ser potencialmente qualquer coisa, como dois comboios alinhados ali ao nosso lado, ou a hora de chegar à escolinha, já que o vicente vê as horas precisamente indicando os dois números dos quais os ponteiros mais se aproximam, ou ainda dois novos super-heróis ou "gregormitis" em pose de ataque, num outdoor que eu certamente não vira.
Claro que só quando a histeria passou e ele conseguiu apontar para o painel do carro, o 5 e o 0 juntaram-se e eu percebi tratar-se de um 50 para além do qual o peso do meu pé não devia ter passado.

Já esta semana, tivémos outra sessão de 50: o Ricardo mandou 50 moedas de euro para a gaveta que o Vicente tem no banco. Ora, coisa como esta não pode passar por "5 e 0" daí que decidimos abrir a vaca e espreitar o conteúdo, que felizmente já nos permitia contar até 50. Fizémos 5 montinhos de 10 moedas e contámo-las, primeiro por monte, e depois todas de seguida. Mas como o 50 que aqueles montes totalizam ainda não representava nada de extraordinário para o Vicente, juntámos os 5 montinhos para o Vicente agarrar no seu conteúdo. Aí sim, ele disse: "Não consigo, são muitas! São 50!"
Na semana passada, íamos nós para a escolinha na Peugeot, com o Vicente sentado no único banco disponível (o da frente!) de perna traçada e a controlar a intensidade dos perigos da pista por onde seguíamos (neste caso, na rua da Estação) quando de repente se sai com um grito que me acentuou as taquicardias e me ía provocando uma síncope: "Mami, passaste o 5 e o 0!" E eu, convencida de que havia alguma coisa exterior à minha - até então - confortável e amena condução, pus-me a olhar freneticamente pelas janelas e pelos retrovisores, à procura do 5 e do 0, que podiam ser potencialmente qualquer coisa, como dois comboios alinhados ali ao nosso lado, ou a hora de chegar à escolinha, já que o vicente vê as horas precisamente indicando os dois números dos quais os ponteiros mais se aproximam, ou ainda dois novos super-heróis ou "gregormitis" em pose de ataque, num outdoor que eu certamente não vira.
Claro que só quando a histeria passou e ele conseguiu apontar para o painel do carro, o 5 e o 0 juntaram-se e eu percebi tratar-se de um 50 para além do qual o peso do meu pé não devia ter passado.
Já esta semana, tivémos outra sessão de 50: o Ricardo mandou 50 moedas de euro para a gaveta que o Vicente tem no banco. Ora, coisa como esta não pode passar por "5 e 0" daí que decidimos abrir a vaca e espreitar o conteúdo, que felizmente já nos permitia contar até 50. Fizémos 5 montinhos de 10 moedas e contámo-las, primeiro por monte, e depois todas de seguida. Mas como o 50 que aqueles montes totalizam ainda não representava nada de extraordinário para o Vicente, juntámos os 5 montinhos para o Vicente agarrar no seu conteúdo. Aí sim, ele disse: "Não consigo, são muitas! São 50!"
21/02/2011
Em Montemor, no castelo e à lampreia

Com o objectivo de levar alguma malta a experimentar lampreia, lá fomos até Montemor-o-Velho, na condição de começar por visitar o castelo. Já lá dentro, o Vicente continuou a perguntar pelo castelo e apesar de lhe explicarmos que "aquilo" onde estávamos era o castelo, ele não ficou convencido. Para ele, estar no castelo, e não haver tecto, ou salas de reis e cavaleiros, não é bem-bem estar num castelo… é estar fora do castelo, ao pé das muralhas que, bem visto, são só os muros do castelo. De facto, em Montemor, não se entra para lado nenhum com ar imponente de poder ser ocupado por reis e cavaleiros de outro tempo, a não ser numa igreja que lá está no cucuruto. E assim sendo, lá fomos almoçar a tal lampreia, para uns muito boa, para outros nem por isso…



















