Quando cheguei de uma semana fora de casa e da família cá estavam eles à minha espera.
E a playstation também!
Com eles voltámos a Windsor, para terminar a visita que no ano passado tinha ficado a 3/4 (tal e qual como o café deles). Pedimos ao meu pai para nos tirar uma foto com a torre por trás, mas ele optou por garantir que a placa de aviso para não pisar a relva (e que o meu avô ignorou assim que entrámos pelos muros do castelo) fazia parte do enquadramento.
O 1/4 da visita que nos faltava era, talvez, a parte mais interessante de todo o complexo visitável em Windsor: a capela de S. Jorge.
O coro é um assombro e claro, completamente proibido tirar fotografias. Nas paredes por trás dos assentos estão placas metálicas com as armas e escudos de todos os cavaleiros que integravam a ordem da Jarreteira e que em Windsor se encontravam de quando em vez para por a conversa em dia. No meio de uma imensa parafernália de chapas e chapinhas, de formas, cores e dizeres diferentes, eu dei com o nosso belo escudo e com a chapa de, nada mais nada menos que, D. João II. Um dos guardiões do coro percebeu o nosso entusiasmo e deixou-nos entrar na zona interdita ao público, levantando a grossa corda aveludada para nos deixar subir até à parede das chapas. E lá estavam as chapas de D. João I, D. Manuel, um D. Pedro e mais um ou outro de que agora não me lembro. E, como se não bastasse, o guardião deixou-me passar por uma porta escondida por trás de um cortinado, também este de veludo, e sentar no lugar em que, daí a uma semana, no domingo de Páscoa, a rainha se sentaria para assistir às cerimónias pascais. Não é para todos! E a fotografia lá dentro, completamente ilegal, também não!
Foi de tal forma emocionante que eu e a minha avó tivémos de fazer um debrief quando viémos cá para fora!
No dia a seguir fomos todos ao imenso Richmond Park. Imenso porque deve ser para aí do tamanho da cidade de Aveiro. Fartámo-nos de andar (a minha avó esteve muito bem!) e terminámos o passeio na Isabella Plantation, uma espécie de jardim selvagem no meio do parque, onde se encontram todas as possíveis espécies de azáleas.
Finalmente, no último dia dos meus avós em Londres, fomos a Chelsea, ao National Army Museum, onde eu me entretive numa workshop de robótica com uma máquina chamada Chantelle. Enquanto isso, o meu avô andou a descobrir peças de armamento e outros instrumentos de maior e menor dimensão, daqueles outros tempos.
E, pelo caminho, como agora sou um popular trepador de estátuas e monumentos, não pude deixar de me empoleirar num rapazito vitoriano a saltar ao eixo, da melhor forma que me foi possível. Um dia mais tarde vou arrepender-me disto…





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