Durante toda esta semana o assunto das férias foi o meu preferido. Sabia que havíamos de ir para Portimão no fim-de-semana, mas não sabia que havíamos de ir ainda na sexta-feira. Depois de feitas as despedidas na escolinha, que para mim não foram muito evidentes, lá fomos rumo ao Algarve, para aquilo que se espera seja um grande mês de férias de Verão.
Todos os pormenores no meu blog de férias 2011, Papas de Linhaça.
29/07/2011
28/07/2011
Mais uma escolinha velha?
Agora nem quero pensar muito nisto, porque vou de férias e isso é bem mais importante, mas já me soou que em breve irei para outra escola. Eu já expliquei a todos que só vou para outra escola quando esta escolinha (onde estou agora) acabar, mas a resposta que me dão é a de que esta escolinha de agora, para mim, já acabou. Não sei bem que pense sobre isto, acho que não contava ser grande e mudar para a escola dos grandes tão cedo.
Acho que este assunto, por um lado, me entristece (farto-me de falar nas comidas boas da Dª São de que, de certeza, vou ter saudades) mas por outro me entusiasma, porque é nessa outra escola, que é dos grandes, que anda a minha amiga Mafalda que já tem 9 anos. E mais:… nessa escola dos grandes nenhum menino dorme a sesta (nem sequer há lá camas, para que não haja dúvidas, nem tentações de se ser mais pequenino outra vez).
Fica então, para recordação, uma série de fotos de quando eu era mais pequenino do que hoje e andava na escola dos meninos… médios.
Acho que este assunto, por um lado, me entristece (farto-me de falar nas comidas boas da Dª São de que, de certeza, vou ter saudades) mas por outro me entusiasma, porque é nessa outra escola, que é dos grandes, que anda a minha amiga Mafalda que já tem 9 anos. E mais:… nessa escola dos grandes nenhum menino dorme a sesta (nem sequer há lá camas, para que não haja dúvidas, nem tentações de se ser mais pequenino outra vez).
Fica então, para recordação, uma série de fotos de quando eu era mais pequenino do que hoje e andava na escola dos meninos… médios.
25/07/2011
A minha árvore genealógica
Lá na escolinha todos fizémos a nossa árvore da família. A minha foi a que ficou mais ramificada: é das poucas que vai até aos bisavós e é — tanto quanto se sabe — a única que tem tios. Eu fui muito convincente! Só não deu para encaixar o Pedro Pedrito… A mami diz que a árvore dele tem outro tronco…
19/07/2011
Os efeitos do filme, o 2
O rigor de S. João
Este ano fomos ao Algarve pelo S. João. Tínhamos um casamento e a mami era madrinha da noiva (uma noiva de S. João!). Para além de irmos todos mascarados com roupas que nunca usamos (tal como as do Carnaval…), estava lá um senhor, palhaço de não-sei-quantas, a pintar os meninos que não viessem já totalmente mascarados de casa. Foi assim que deixei de ser o Peter Parker, compostinho, penteadinho e de sapatos de vela, e passei a ser o Homem-Aranha, magnífico e temido por todos os malfeitores!


Mas esperem lá: eu fotografei o papi e a mami! Oh vejam como eles também estavam engomadinhos:



Mas esperem lá: eu fotografei o papi e a mami! Oh vejam como eles também estavam engomadinhos:

13/06/2011
Quatr'anes!
Tive uma grande e rica festa! A mami e o papi limparam a garagem e o telheiro, a Anastácia foi de férias, os brinquedos vieram todos cá para baixo e foi lá que recebi os meus amiguinhos e onde nos fartámos de brincar. Foi muito gira e muito grande, a minha festa! As fotografias explicam tudo muito bem.












03/06/2011
Sem rodinhas e com quatro rodas (todas iguais)!
Sim, é verdade.
Já ando mesmo sem rodinhas na bicicleta. Só ainda não sei arrancar, nem travar, e também não me desvio muito bem das coisas, mas já subo e desço a rua toda sem ninguém a agarrar-me. Foi um instante. E ainda não tenho 4 anos!
E… porque o papi não aguentava mais, no dia da criança recebi a minha prenda de anos: um jeep a pedais! Não, não é um triciclo porque tem quatro rodas, é mesmo um jeep! Nestes dois dias tenho apurado tanto a minha condução — a que se sustenta em duas rodas mas também esta sustentada em quatro rodas iguais — que o capacete passou a ser pré-requisito e já se revelou ser pouco. Vamos ter de juntar as cotoveleiras, joelheiras e mitenes! Sou muito radical… E ainda não tenho 4 anos!

Já ando mesmo sem rodinhas na bicicleta. Só ainda não sei arrancar, nem travar, e também não me desvio muito bem das coisas, mas já subo e desço a rua toda sem ninguém a agarrar-me. Foi um instante. E ainda não tenho 4 anos!
E… porque o papi não aguentava mais, no dia da criança recebi a minha prenda de anos: um jeep a pedais! Não, não é um triciclo porque tem quatro rodas, é mesmo um jeep! Nestes dois dias tenho apurado tanto a minha condução — a que se sustenta em duas rodas mas também esta sustentada em quatro rodas iguais — que o capacete passou a ser pré-requisito e já se revelou ser pouco. Vamos ter de juntar as cotoveleiras, joelheiras e mitenes! Sou muito radical… E ainda não tenho 4 anos!

30/05/2011
De bicicleta sem rodinhas!

Achei melhor avisar-vos que já tirei as rodinhas da bicicleta. Os meninos mais velhos aqui da rua têm puxado muito por mim e pronto, enchi-me de coragem e pedi ao papi para as tirar.
E também vos devo dizer que, em recta, sem nada que me distraia e devidamente descontraído, já devo ter percorrido para aí um metro sem ajuda!
05/05/2011
Dia da minha mãe
No dia da mãe ofereci à mami:

- um postal com um desenho meu onde estou eu e ela, num lindo dia de sol com nuvens, e muitas amêndoas da Páscoa pelo chão;
- uma planta aquática à qual só é preciso ir acrescentando água;
- trapos e berloques para ela fazer um colar com a minha ajuda.
Dei muitas prendas à minha mãe!

- um postal com um desenho meu onde estou eu e ela, num lindo dia de sol com nuvens, e muitas amêndoas da Páscoa pelo chão;
- uma planta aquática à qual só é preciso ir acrescentando água;
- trapos e berloques para ela fazer um colar com a minha ajuda.
Dei muitas prendas à minha mãe!
28/04/2011
Páscoa alada

Lá fomos nós para o Algarve, desta vez de avião, para experimentar. Andar de avião não é nada de extraordinário. Fi-lo como se o fizesse todos os dias. A velocidade que se sente ao levantar não é nada de especial comparada com a velocidade que atinjo nos meus jogos de corridas no iPad ou na Wii. Estar lá em cima por cima das nuvens é luminoso demais e não se consegue olhar lá para fora; estar lá em cima sem nuvens por baixo dá para ver coisas pequeninas, mas francamente, sem grande interesse. A nave espacial do Homem-Aranha na Feira de Março é bem mais gira! E a aterragem… oh, grande coisa… estico as pernas em direcção ao banco da frente e assim ajudo os pilotos a travar.
Não, andar de avião é uma seca! Temos de esperar que o comboio saia de Aveiro, temos de esperar que o comboio chegue ao Porto, depois temos de esperar pelo Andante e lá dentro temos de esperar que o Andante chegue ao Aeroporto, onde temos de esperar pela hora de embarque, depois esperamos que os passageiros se sentem e ainda temos que esperar que o avião chegue ao destino para a seguir esperar pela chegada a Portimão. E no regresso esperamos por tudo isto mas ao contrário. Cansei-me de tanto esperar. É que quando vamos de carro só espero uma vez na ida e outra na volta! A única vantagem (mesmo!) foi ter ganho um modelo do avião em que viajámos ;)
19/04/2011
Serra da Estrela com neve q.b.
Descemos-descemos-descemos. Subimos… Subimos… subimos…

Preparei bolas e atirei-as. Também apanhei com algumas!

Joguei à bola, marquei golos e dei muitos chutos.

No domingo perguntei à mami se podiamos ficar mais dias naquela casinha pequenina com aquela gente simpática, todos primaços, leões e animais.

Preparei bolas e atirei-as. Também apanhei com algumas!

Joguei à bola, marquei golos e dei muitos chutos.

No domingo perguntei à mami se podiamos ficar mais dias naquela casinha pequenina com aquela gente simpática, todos primaços, leões e animais.
14/04/2011
Invasão, câmbio!
Aqui soldado Capacete Azul às Riscas, matrícula VLAJ07, em posição relativa Lat 40.6333, Lon -8.6500. Trincheiras prontas e elevadas, situação priveligiada com boa visibilidade e vento norte com rajadas de 3 nós. Intruso sob mira em monóculo de lente Renova® e espingarda de madeira, calibre 55,67 pronta a disparar sob comando. A 2,5 m de distância, caucasiano, 40 anos, 1m80/90cm, muito peso, categoria FREAK (Faísca-Rampa-Elevador-Alfa-King). Armado com headphones e guitarra sem DÓ, com 2 MIs, munições EBGDAE. Testa quatro acordes, supõe-se que esteja preparado para os investir na nossa direcção - barulho ensurdecedor destrói sementeiras e mata toupeiras recém-nascidas nas populações mais próximas. Over-and-Out!
11/04/2011
Feira de Março com novidades!

Lá fomos a mais uma Feira de Março para eu experimentar a loucura dos carrocéis. Este ano havia diferenças… não havia helicópteros do Zé. Havia muitas naves de vários formatos e feitios, curiosamente com grande oferta de formato "Homem-Aranha". Comecei por uma nave espacial para pequeninos, com cinto, barra de protecção e que levantava pouquinho. Deu tantas, tantas voltas que, passado um bocado, quando passava pela mami dizia-lhe "isto nunca mais pára!"
Finalmente acabou e fomos à procura de algo mais radical, e sim! estava mesmo ali à frente! Umas naves espaciais, sem cinto, sem barra de protecção, com super-heróis e princesas à escolha e com um pedal para subir e descer! "Quero a do Homem-Aranha!" Por pouco não ficávamos sem a dita nave porque a procura deste super-herói é elevada entre pares… Mas conseguimo-la e lá fomos nós, Vicente e mami, pelas alturas, a espreitar o papi lá em baixo, com os pés bem assentes no chão. Neste também démos muitas voltas… quer dizer, a mami achou muitas, eu achei que estava bem assim.

Mas o que havia de diferente mesmo era uma piscina com naves aquáticas! E lá fomos nós, Vicente e papi, tentar comandar uma nave que, de início, era incontrolável. Quando finalmente apanhámos o jeito e o entusiamo de conduzir uma nave que mais parecia uma lancha rápida (pela posição de proa levantada que as outras ganham graças à velocidade e que neste caso se devia aos 90Kg que levava atrás), tocou a sineta e as naves pararam todas… Ohhhh…


Mas logo a seguir fomos aos golfinhos de goma (cada um com um palmo de comprimento!). Este ano não houve farturas.
03/04/2011
Retratos da malta (da família)
O registo da malta que compõe a família continua.
Depois de muitos avôs Mários, avós Anas, Vicentes e algumas mamis e papis, chegou a vez dos OUTROS! Aqueles que, por opção ou por imposição, estão mais distantes, mas muito presentes na imaginação do Vicente. Este extraordinário retrato, que considero dever ser preservado pela exactidão com que o artista registou algumas das mais evidentes características dos visados, é um excelente exemplo disso. Quando lhe foi pedido para identificar estes três sujeitos (um visivelmente magro, outro explicitamente gordo e outro indubitavelmente deitado) o Vicente foi categórico: O Ricardo, o Pedro Pedrito e a Adriana.
Depois, ainda acrescentou que o Ricardo é vermelho porque é do Benfica e que a Adriana é azul porque é do Porto. Como não sabe a que clube pertence o Pedrito Nosso Querido, sobrou-lhe o verde, dizendo que ele não se importa de ficar com o Sporting.
Acho que o meu filho tem jeito para o retrato…
05/03/2011
Carnaval Aracnídea
Xiii, éramos quatro! Ganhámos em maioria a todos os muitos super-heróis, vilões, palhaços, ursinhos e princesas (tantas princesas!) Mas as princesas eram de sítios e histórias diferentes por isso não tiveram como competir connosco. Nós os quatro éramos o Homem-Aranha!!! (à excepção da hora da sesta em que voltámos a ser todos o Peter Parker). Ainda assim, os nossos fatos eram todos diferentes! O meu era o único que não era inteiriço e fui o único que levou botas vermelhas! Também era o único que tinha máscara de tecido porque os outros Homens-Aranha tinham uma mascarilha de papel. Mas éramos todos igualmente poderosos e flexíveis e todos sabíamos atirar teias muito bem.
Aqui estamos dois, já cansados de um extenso dia de luta contra malfeitores e a desmanchar o nosso disfarce. Vicente Peter Parker e Miguel Peter Parker.
Aqui estamos dois, já cansados de um extenso dia de luta contra malfeitores e a desmanchar o nosso disfarce. Vicente Peter Parker e Miguel Peter Parker.
02/03/2011
A figura humana
Olá!
Já sei desenhar pessoas! Esta semana tenho desenhado pessoas atrás de pessoas e depois as mesmas pessoas mas em condições diferentes. Vou mostrar-vos alguns exemplos, da esquerda para a direita e de cima para baixo:

1. O avô Mário
2. A avó Ana
3. A avó Ana quando toma banho com o cabelo
4. A avó Ana com orelhas
5. O avô Mário com orelhas, com óculos e quando tinha cabelo vermelho
6. A mami com brincos nas orelhas
Que tal? :)
Já sei desenhar pessoas! Esta semana tenho desenhado pessoas atrás de pessoas e depois as mesmas pessoas mas em condições diferentes. Vou mostrar-vos alguns exemplos, da esquerda para a direita e de cima para baixo:

1. O avô Mário
2. A avó Ana
3. A avó Ana quando toma banho com o cabelo
4. A avó Ana com orelhas
5. O avô Mário com orelhas, com óculos e quando tinha cabelo vermelho
6. A mami com brincos nas orelhas
Que tal? :)
22/02/2011
O número 50
O Vicente tem tido, ultimamente, múltiplas actividades e motivações que envolvem o número 50. Para ele, o número não é bem número, mas apenas dois algarismos por acaso postos ao lado um do outro.
Na semana passada, íamos nós para a escolinha na Peugeot, com o Vicente sentado no único banco disponível (o da frente!) de perna traçada e a controlar a intensidade dos perigos da pista por onde seguíamos (neste caso, na rua da Estação) quando de repente se sai com um grito que me acentuou as taquicardias e me ía provocando uma síncope: "Mami, passaste o 5 e o 0!" E eu, convencida de que havia alguma coisa exterior à minha - até então - confortável e amena condução, pus-me a olhar freneticamente pelas janelas e pelos retrovisores, à procura do 5 e do 0, que podiam ser potencialmente qualquer coisa, como dois comboios alinhados ali ao nosso lado, ou a hora de chegar à escolinha, já que o vicente vê as horas precisamente indicando os dois números dos quais os ponteiros mais se aproximam, ou ainda dois novos super-heróis ou "gregormitis" em pose de ataque, num outdoor que eu certamente não vira.
Claro que só quando a histeria passou e ele conseguiu apontar para o painel do carro, o 5 e o 0 juntaram-se e eu percebi tratar-se de um 50 para além do qual o peso do meu pé não devia ter passado.

Já esta semana, tivémos outra sessão de 50: o Ricardo mandou 50 moedas de euro para a gaveta que o Vicente tem no banco. Ora, coisa como esta não pode passar por "5 e 0" daí que decidimos abrir a vaca e espreitar o conteúdo, que felizmente já nos permitia contar até 50. Fizémos 5 montinhos de 10 moedas e contámo-las, primeiro por monte, e depois todas de seguida. Mas como o 50 que aqueles montes totalizam ainda não representava nada de extraordinário para o Vicente, juntámos os 5 montinhos para o Vicente agarrar no seu conteúdo. Aí sim, ele disse: "Não consigo, são muitas! São 50!"
Na semana passada, íamos nós para a escolinha na Peugeot, com o Vicente sentado no único banco disponível (o da frente!) de perna traçada e a controlar a intensidade dos perigos da pista por onde seguíamos (neste caso, na rua da Estação) quando de repente se sai com um grito que me acentuou as taquicardias e me ía provocando uma síncope: "Mami, passaste o 5 e o 0!" E eu, convencida de que havia alguma coisa exterior à minha - até então - confortável e amena condução, pus-me a olhar freneticamente pelas janelas e pelos retrovisores, à procura do 5 e do 0, que podiam ser potencialmente qualquer coisa, como dois comboios alinhados ali ao nosso lado, ou a hora de chegar à escolinha, já que o vicente vê as horas precisamente indicando os dois números dos quais os ponteiros mais se aproximam, ou ainda dois novos super-heróis ou "gregormitis" em pose de ataque, num outdoor que eu certamente não vira.
Claro que só quando a histeria passou e ele conseguiu apontar para o painel do carro, o 5 e o 0 juntaram-se e eu percebi tratar-se de um 50 para além do qual o peso do meu pé não devia ter passado.
Já esta semana, tivémos outra sessão de 50: o Ricardo mandou 50 moedas de euro para a gaveta que o Vicente tem no banco. Ora, coisa como esta não pode passar por "5 e 0" daí que decidimos abrir a vaca e espreitar o conteúdo, que felizmente já nos permitia contar até 50. Fizémos 5 montinhos de 10 moedas e contámo-las, primeiro por monte, e depois todas de seguida. Mas como o 50 que aqueles montes totalizam ainda não representava nada de extraordinário para o Vicente, juntámos os 5 montinhos para o Vicente agarrar no seu conteúdo. Aí sim, ele disse: "Não consigo, são muitas! São 50!"
21/02/2011
Em Montemor, no castelo e à lampreia

Com o objectivo de levar alguma malta a experimentar lampreia, lá fomos até Montemor-o-Velho, na condição de começar por visitar o castelo. Já lá dentro, o Vicente continuou a perguntar pelo castelo e apesar de lhe explicarmos que "aquilo" onde estávamos era o castelo, ele não ficou convencido. Para ele, estar no castelo, e não haver tecto, ou salas de reis e cavaleiros, não é bem-bem estar num castelo… é estar fora do castelo, ao pé das muralhas que, bem visto, são só os muros do castelo. De facto, em Montemor, não se entra para lado nenhum com ar imponente de poder ser ocupado por reis e cavaleiros de outro tempo, a não ser numa igreja que lá está no cucuruto. E assim sendo, lá fomos almoçar a tal lampreia, para uns muito boa, para outros nem por isso…
03/02/2011
Quem sou eu?
24/01/2011
Viagem ao mundo dos códigos
O Vicente já dá cartas nas letras do alfabeto há muito. Na nova escolinha, para além de deixar todo o staff boquiaberto com o seu voraz apetite e com o seu à vontade no que respeita a alimentos considerados estranhos e evitados pela maioria ("paizinho, ele come beterraba e pepino!!!") mostrou-se um dos meninos mais interessado nas letras. Desta feita, e porque o interesse é genuíno e não lhe foi imposto, o papi António abriu-lhe o Text Edit, pos-lhe o corpo da letra em tamanho considerável e, vamos lá escrever Vicente. E não é que o rapaz se saíu muito bem? Tirando o Ç ao qual ele achou muita piada (nunca o tinha visto, com uma cauda daquelas!), o resultado é bastante bom!

Tirando isso, que não ficamos por aqui, o rapaz já se revela atento aos sinais de trânsito, interpretando à sua maneira (mas com muita lógica!) os sinais que mais o cativam. Então, saiba-se que este sinal, significa doravante que os grandes só podem atravessar a rua se derem a mão a um menino. Considero brilhante este sentido precoce de responsabilidade.

Tirando isso, que não ficamos por aqui, o rapaz já se revela atento aos sinais de trânsito, interpretando à sua maneira (mas com muita lógica!) os sinais que mais o cativam. Então, saiba-se que este sinal, significa doravante que os grandes só podem atravessar a rua se derem a mão a um menino. Considero brilhante este sentido precoce de responsabilidade.
10/01/2011
Patinagem no gelo e São Gonçalinho
Que grande fim-de-semana, este! No sábado, enquanto a mami comprava fruta e hortaliças, eu e o papi fomos espreitar a pista de gelo. Muito afoito, quis experimentar! E lá fui eu, deslizar e escorregar de patins. Diverti-me à brava, apesar do frio!

No domingo, passámos pelo S. Gonçalinho. Este ano já quis participar e tentei apanhar umas cavacas às cavalitas do papi. Apanhei uma que foi parar em cima de um toldo. Mas é preciso ter muito cuidado porque quando elas nos batem na tola, magoam a sério!…

No domingo, passámos pelo S. Gonçalinho. Este ano já quis participar e tentei apanhar umas cavacas às cavalitas do papi. Apanhei uma que foi parar em cima de um toldo. Mas é preciso ter muito cuidado porque quando elas nos batem na tola, magoam a sério!…
05/01/2011
Mudei de escolinha
Pois, agora passei para uma escola que eu digo que é dos grandes, mas onde também há bebés. Eu estou na sala dos grandes, com três dos meninos que me acompanham desde o berçário, entre outros que já estavam nessa escola nova. Não cheguei a perceber bem por que foi preciso mudar de escola, mas estou contente com os brinquedos novos e com as paredes que, apesar de verdes (e eu já me manifestei contra aquela tonalidade em especial), vêm em curva do chão; claro que eu já descobri, com o devido embalo e ângulo, como conseguir por os carrinhos a trepar as paredes com efeito e tudo, quase como numa pista nascar.
26/12/2010
Natal com visita especial

Depois de muitas bolinhas verdes, algumas amarelas e nenhuma vermelha já não havia dúvidas: o Pai Natal ía trazer-me muitas prendas. O que eu não sabia é que ele ía visitar-me à casa da avó e do avô e entregar-me uma prenda pessoalmente.
Fiquei um pouco espantado quando o vi, especialmente porque ele era diferente do pai Natal que tenho visto na televisão e do que estava na cabana do Forum. Usava uns óculos estranhos e o nariz, que costuma estar sempre muito vermelho do frio que ele apanha, era muito clarinho, mais claro que a pele do resto da cara. Bom, este Pai Natal tinha uma sobrancelha muito torta, meio descaída e fios de bigode a sairem-lhe da boca; vinha meio espartilhado e com uma voz que não me era estranha. Pior do que tudo isto, estava ferido: trazia a mão ligada e um dos dedos muito inchado. Disse que se tinha magoado numa chaminé, de outra casa. Mas o mais engraçado deste Pai Natal eram as suas botas que não eram as habituais pretas (apesar de eu insistir que já o vi com botas vermelhas), mas sim umas botas assapatilhadas iguais a umas do Ricardo. Se não fosse o dedo inchado, eu diria que era o meu tio tristemente disfarçado de Pai Natal, mas como o meu tio quando chegou a casa não tinha qualquer problema nas mãos fiquei assim sem saber bem o que pensar… Uma coisa é certa: o Pai Natal está tão velho que a sua figura é, no mínimo, desprestigiante.
24/11/2010
You better watch out… em jeito de advento
Começou ontem o nosso advento pagão. Tenho uma grande tela onde, à noite, depois de todas as actividades, reflicto sobre o meu préstimo nesse dia resumido a cinco grandes áreas: refeições, comportamento, soninho, brincadeira e higiene. Se eu conseguir reunir cinco bolinhas verdes, tenho direito a uma estrela que colo no calendário, no dia respectivo. Basta uma bolinha vermelha para eu não receber a estrela. As estrelas são o chamariz para o Pai Natal que está para chegar dentro de uns dias: se eu tiver mais estrelas do que não-estrelas, o Pai Natal encontra a minha casa e vem deixar-me prendas. Para começar, não estou nada mal!
19/11/2010
Ter uma Avó Isaura
Ter tido uma Avó Isaura significa muito mais do que ter tido uma Avó Isaura - isso é apenas biológico e todos nós tivemos avós, algumas até de seu nome igual ao desta.
Ter tido uma avó Isaura representa o legado biológico desenhado na árvore, nas parecenças físicas, umas bem evidentes, outras imaginadas, mas representa também (e bem mais) a herança de uma experiência que o sangue só por si não consegue transportar. É preciso viver e saborear uma avó Isaura para dela receber o que eu pude receber.
Memórias remotas transportam-me até ao 6ºC, a umas manhãs em que se preparava bolo, o inconfundível "Bolo da Avó Isaura", cuja massa ela mexia numa tigela de cerâmica branca, na altura já lascada, com as suas mãos cheias de veias azuis e com as unhas facetadas, tal como as minhas. Eu tinha o privilégio de rapar a taça, mas só depois de ela a ter cuidadosamente rapado com a espátula. Também lambiscava a espátula, mas era às escondidas porque ela não gostava que a espátula fosse lambida (nunca cheguei a perceber porquê). Depois, conduzia-me até à casa-de-banho, mesmo em frente à cozinha, e lavava-me as mãos e as minhas membranas digitais feitas de massa de bolo já seco, naquele espaço que me parecia enorme, onde havia um gigantesco pé no chão e no lavatório sempre, sempre, um sabonete de glicerina. Memórias odoríferas levam-me a evocar momentos curtos em que ela tratava da sua higiene - havia um desodorizante roll-on de frasco em vidro e tampa de metal (lembro-me perfeitamente da embalagem, não me lembro da marca), daqueles do tempo da pasta medicinal Couto, e a água de colónia que se trazia de Ayamonte. Nesses momentos, como precisava que eu lhe largasse a saia por instantes, punha-me a ouvir o mar dentro do grande búzio, sensação que na altura, para mim, era absolutamente mágica. Havia também uma preta magricela que dançava num só pé, quase nua e de bandeja na mão, por trás da porta da entrada do apartamento e com a qual eu simpatizava particularmente porque tinha quase a minha altura. Essa preta tinha as maminhas à mostra e eu lembro-me de ficar a olhá-la, com vontade de a vestir - havia restos de tecido junto à máquina de costura, por que motivo ainda não a tinham coberto? Dizia-me apenas que não lhe podia mexer porque era do Tio João… E quando voltava comigo à casa-de-banho, para me auxiliar em tarefas de sanita, depois de me por no chão, dava-me sempre uma palmada a fingir e dizia, enquanto me mordiscava o pescoço, "que rabo bom para levar uns açoites".
Aprendi com esta avó uma colecção de cantigas e lengalengas, uma ou outra história, e a jogar às cartas, mais concretamente, ao Burro. Aprendi com ela a Avé Maria e a rezar ao São Tomás de Vilanova, o padroeiro dos perdidos e achados, a quem recorríamos com frequência para encontrar as chaves de casa ou o porta-moedas. Aprendi a fazer croché e frioleira com aquela estranha agulha que parece saída das entranhas de uma lula, mas eram actividades que, para grande desgosto dela que dizia ter encontrado em mim rapariga prendada naquilo, nunca me interessaram nem um bocadinho. Ainda assim, não satisfeita com a minha desistência, encheu-me daquilo que para mim é um imenso e demasiado enxoval, cujo uso tem sido parco mas grande tem sido a estima, e que a partir de hoje, estranhamente, passou a ter um valor digno de cofre de banco.
Dignidade e humildade q.b. terei herdado desta minha doce avó que mimava pequenas coisas - para alguns insignificâncias -, tais como as suas plantas, os seus tarecos em ordem, o colarinho engomado, a casa limpa, o saber viver com pouco ou menos do que os outros, o saber rir com vontade (como ela ria quando contava o episódio da dentadura da Avó Elvira), mas também o saber estar em silêncio. Ensinou-me ainda o que significa "saudade" quando, na véspera das minhas vindas para Aveiro, em tempos de licenciatura, me entregava uma lata cheia de biscoitos e, enquanto me pedia uma pontinha de camisola interior para limpar as lentes dos óculos, embaciadas, enfiava-me no elevador, lavada em lágrimas.
Eu tive a sorte de com ela passar o tempo suficiente para perceber a importância do papel de uma avó no desenvolvimento de um ser. Quando eu for grande e avó, não vou saber fazer enxovais, crochés, nem tão pouco frioleira. Os meus biscoitos nunca serão tão bons como os dela e o meu bolo, ainda que eu insista em dizer que é bolo da avó Isaura, não tem aquela intransmissível textura e consistência. Mas vou querer saber estar num papel tácito de avó, que desejo seja idêntico àquele que ela me deixou com ela viver e saborear.
Ter tido uma avó Isaura representa o legado biológico desenhado na árvore, nas parecenças físicas, umas bem evidentes, outras imaginadas, mas representa também (e bem mais) a herança de uma experiência que o sangue só por si não consegue transportar. É preciso viver e saborear uma avó Isaura para dela receber o que eu pude receber.
Memórias remotas transportam-me até ao 6ºC, a umas manhãs em que se preparava bolo, o inconfundível "Bolo da Avó Isaura", cuja massa ela mexia numa tigela de cerâmica branca, na altura já lascada, com as suas mãos cheias de veias azuis e com as unhas facetadas, tal como as minhas. Eu tinha o privilégio de rapar a taça, mas só depois de ela a ter cuidadosamente rapado com a espátula. Também lambiscava a espátula, mas era às escondidas porque ela não gostava que a espátula fosse lambida (nunca cheguei a perceber porquê). Depois, conduzia-me até à casa-de-banho, mesmo em frente à cozinha, e lavava-me as mãos e as minhas membranas digitais feitas de massa de bolo já seco, naquele espaço que me parecia enorme, onde havia um gigantesco pé no chão e no lavatório sempre, sempre, um sabonete de glicerina. Memórias odoríferas levam-me a evocar momentos curtos em que ela tratava da sua higiene - havia um desodorizante roll-on de frasco em vidro e tampa de metal (lembro-me perfeitamente da embalagem, não me lembro da marca), daqueles do tempo da pasta medicinal Couto, e a água de colónia que se trazia de Ayamonte. Nesses momentos, como precisava que eu lhe largasse a saia por instantes, punha-me a ouvir o mar dentro do grande búzio, sensação que na altura, para mim, era absolutamente mágica. Havia também uma preta magricela que dançava num só pé, quase nua e de bandeja na mão, por trás da porta da entrada do apartamento e com a qual eu simpatizava particularmente porque tinha quase a minha altura. Essa preta tinha as maminhas à mostra e eu lembro-me de ficar a olhá-la, com vontade de a vestir - havia restos de tecido junto à máquina de costura, por que motivo ainda não a tinham coberto? Dizia-me apenas que não lhe podia mexer porque era do Tio João… E quando voltava comigo à casa-de-banho, para me auxiliar em tarefas de sanita, depois de me por no chão, dava-me sempre uma palmada a fingir e dizia, enquanto me mordiscava o pescoço, "que rabo bom para levar uns açoites".
Aprendi com esta avó uma colecção de cantigas e lengalengas, uma ou outra história, e a jogar às cartas, mais concretamente, ao Burro. Aprendi com ela a Avé Maria e a rezar ao São Tomás de Vilanova, o padroeiro dos perdidos e achados, a quem recorríamos com frequência para encontrar as chaves de casa ou o porta-moedas. Aprendi a fazer croché e frioleira com aquela estranha agulha que parece saída das entranhas de uma lula, mas eram actividades que, para grande desgosto dela que dizia ter encontrado em mim rapariga prendada naquilo, nunca me interessaram nem um bocadinho. Ainda assim, não satisfeita com a minha desistência, encheu-me daquilo que para mim é um imenso e demasiado enxoval, cujo uso tem sido parco mas grande tem sido a estima, e que a partir de hoje, estranhamente, passou a ter um valor digno de cofre de banco.
Dignidade e humildade q.b. terei herdado desta minha doce avó que mimava pequenas coisas - para alguns insignificâncias -, tais como as suas plantas, os seus tarecos em ordem, o colarinho engomado, a casa limpa, o saber viver com pouco ou menos do que os outros, o saber rir com vontade (como ela ria quando contava o episódio da dentadura da Avó Elvira), mas também o saber estar em silêncio. Ensinou-me ainda o que significa "saudade" quando, na véspera das minhas vindas para Aveiro, em tempos de licenciatura, me entregava uma lata cheia de biscoitos e, enquanto me pedia uma pontinha de camisola interior para limpar as lentes dos óculos, embaciadas, enfiava-me no elevador, lavada em lágrimas.
Eu tive a sorte de com ela passar o tempo suficiente para perceber a importância do papel de uma avó no desenvolvimento de um ser. Quando eu for grande e avó, não vou saber fazer enxovais, crochés, nem tão pouco frioleira. Os meus biscoitos nunca serão tão bons como os dela e o meu bolo, ainda que eu insista em dizer que é bolo da avó Isaura, não tem aquela intransmissível textura e consistência. Mas vou querer saber estar num papel tácito de avó, que desejo seja idêntico àquele que ela me deixou com ela viver e saborear.
01/11/2010
Afinal o dia das bruxas é que é!
Este ano já fui convocado para participar no Halloween da Rua de Sta Luzia. Claro que a única coisa de que eu me mascaro é de Homem-Aranha, mas a mami disse que podia ser porque como ele é tão ou mais assustador que qualquer bruxa que muito se esmere, certamente não iria ficar muito aquém, comparado com os outros meninos, meus concorrentes em tarefa de meter medo.
Lá para as horas em que já se lanchou mas ainda não se está a jantar, e acabado de chegar de uma festa de anos "em ambulatório", a mami pintou-me uma teia na cara com um lápis que é quase baton e que não dói (quando eu for grande vou pintar uma teia na cara com aquelas agulhas que deitam tinta, mas como eu sou o Homem-Aranha não me vai doer), calçou-me as minhas botas de Homem-Aranha e a minha capa de Homem-Aranha (é uma que ele põe só às vezes, quando está de chuva e para não estragar o fato dele) e lá fui eu, convidar a minha amiga Abóbora (que em dias de escola se chama Becas) para irmos de porta em porta meter medo a essa gente.


E adivinhem! Com o nosso ar assustador, ela muda e sorumbática, e eu, desconfiado e a cuspinhar muito baixinho "Estavessuas ou estavessuas", enchemos os nossos sacos de "dossuas", de tal modo que o meu veio de rojo até casa e o da Abóbora teve a minha mami de o trazer.
Hoje, enquanto os demais portugueses arranjavam sepulturas eu, Homem-Aranha, passei o dia a separar rebuçados por temas e a decorar uma grande lata (outrora de biscoitos) para onde despejei este meu tesouro, autêntico resplendor de cores e infinitamente rico em odores. Não há nada melhor!
Lá para as horas em que já se lanchou mas ainda não se está a jantar, e acabado de chegar de uma festa de anos "em ambulatório", a mami pintou-me uma teia na cara com um lápis que é quase baton e que não dói (quando eu for grande vou pintar uma teia na cara com aquelas agulhas que deitam tinta, mas como eu sou o Homem-Aranha não me vai doer), calçou-me as minhas botas de Homem-Aranha e a minha capa de Homem-Aranha (é uma que ele põe só às vezes, quando está de chuva e para não estragar o fato dele) e lá fui eu, convidar a minha amiga Abóbora (que em dias de escola se chama Becas) para irmos de porta em porta meter medo a essa gente.


E adivinhem! Com o nosso ar assustador, ela muda e sorumbática, e eu, desconfiado e a cuspinhar muito baixinho "Estavessuas ou estavessuas", enchemos os nossos sacos de "dossuas", de tal modo que o meu veio de rojo até casa e o da Abóbora teve a minha mami de o trazer.
Hoje, enquanto os demais portugueses arranjavam sepulturas eu, Homem-Aranha, passei o dia a separar rebuçados por temas e a decorar uma grande lata (outrora de biscoitos) para onde despejei este meu tesouro, autêntico resplendor de cores e infinitamente rico em odores. Não há nada melhor!
20/10/2010
Pitosga, mas não o suficiente!

Pois, é! Depois de três dias a dilatar a pupila para se poder mostrar o nervo óptico ao senhor doutor, lá fui eu hoje, pela segunda vez em menos de oito dias, ao doutor dos olhos. Hoje entrei muito confiante e cumprimentei-o com um "Olá!" forte e convicto. Inclusivamente, mostrei-lhe o que estava dentro do meu saco e disse-lhe que tínhamos ido comprar a prenda de anos do meu amigo João da escolinha. Estava mesmo convencido de que também ele ía ser meu amigo e receitar-me uns óculos vermelhos! Mas afinal, sou só meio pitosga. Tenho uma hipermetropia de 3,5 dioptrias, o que significa que daqui a um ano volto para medir tudo outra vez. Mas, quer dizer, eu não deixo de estar muito preocupado! O doutor explicou que eu tenho o olho pequeno. Ora, como eu agora sou, frequentemente, o homem-aranha, na minha vida agitada de super-herói a tempo parcial pode acontecer o meu olho ficar frouxo e cair…
Eu continuo a achar que era melhor comprar uns óculos vermelhos a condizer com a minha mascarilha…
17/10/2010
A água que entra também sai

Eu e as idas à casa-de-banho teremos grandes histórias para contar ao meu menino e aos meninos dele. Sou muito preguiçoso neste assunto e a minha tripa, a meio deste ano, começou a parar.
Depois de uns xaropes daqueles de fazer cocó aos trambolhões (que de pouco serviram), a estratégia foi re-orientada e eu passei a andar sempre com 75 cl de água comigo, porque as cólicas eram mais que muitas. E mesmo assim, não tem estado a ser fácil converter essa água que entra em coisas que saem!
Ultimamente, e mais concretamente, desde os últimos dez dias, a minha relação com a sanita mudou. Estou muito assíduo, o resultado é de consistência agradável e já não fico prostrado nem magoado. O que é estranho é que a quantidade de água ingerida continua a ser a mesma, mas de há dez dias para cá que acordo alagado na minha água que agora também sai e que não é contida pelas minhas fraldas normais. Nos últimos dez dias tenho tido sempre a cama feita de novo e pijama lavadinho.
O que mudou? A única coisa que se alterou nos meus hábitos foi o surgimento de uma estranha fome antes de se apagar a luz (já depois de lida a história), que leva a mami, muito contrariada, a dar-me um iogurte pequenino ou uma chávena [de café] com leite e um cheirinho de chocolate ou mel (que bom!).
Mas eu já cheguei mesmo a dizer-lhe que não me importava se fosse sopa!







