03/04/2011

Retratos da malta (da família)


O registo da malta que compõe a família continua.

Depois de muitos avôs Mários, avós Anas, Vicentes e algumas mamis e papis, chegou a vez dos OUTROS! Aqueles que, por opção ou por imposição, estão mais distantes, mas muito presentes na imaginação do Vicente. Este extraordinário retrato, que considero dever ser preservado pela exactidão com que o artista registou algumas das mais evidentes características dos visados, é um excelente exemplo disso. Quando lhe foi pedido para identificar estes três sujeitos (um visivelmente magro, outro explicitamente gordo e outro indubitavelmente deitado) o Vicente foi categórico: O Ricardo, o Pedro Pedrito e a Adriana.

Depois, ainda acrescentou que o Ricardo é vermelho porque é do Benfica e que a Adriana é azul porque é do Porto. Como não sabe a que clube pertence o Pedrito Nosso Querido, sobrou-lhe o verde, dizendo que ele não se importa de ficar com o Sporting.

Acho que o meu filho tem jeito para o retrato…

05/03/2011

Carnaval Aracnídea

Xiii, éramos quatro! Ganhámos em maioria a todos os muitos super-heróis, vilões, palhaços, ursinhos e princesas (tantas princesas!) Mas as princesas eram de sítios e histórias diferentes por isso não tiveram como competir connosco. Nós os quatro éramos o Homem-Aranha!!! (à excepção da hora da sesta em que voltámos a ser todos o Peter Parker). Ainda assim, os nossos fatos eram todos diferentes! O meu era o único que não era inteiriço e fui o único que levou botas vermelhas! Também era o único que tinha máscara de tecido porque os outros Homens-Aranha tinham uma mascarilha de papel. Mas éramos todos igualmente poderosos e flexíveis e todos sabíamos atirar teias muito bem.

Aqui estamos dois, já cansados de um extenso dia de luta contra malfeitores e a desmanchar o nosso disfarce. Vicente Peter Parker e Miguel Peter Parker.

02/03/2011

A figura humana

Olá!
Já sei desenhar pessoas! Esta semana tenho desenhado pessoas atrás de pessoas e depois as mesmas pessoas mas em condições diferentes. Vou mostrar-vos alguns exemplos, da esquerda para a direita e de cima para baixo:


1. O avô Mário
2. A avó Ana
3. A avó Ana quando toma banho com o cabelo
4. A avó Ana com orelhas
5. O avô Mário com orelhas, com óculos e quando tinha cabelo vermelho
6. A mami com brincos nas orelhas

Que tal? :)

22/02/2011

O número 50

O Vicente tem tido, ultimamente, múltiplas actividades e motivações que envolvem o número 50. Para ele, o número não é bem número, mas apenas dois algarismos por acaso postos ao lado um do outro.

Na semana passada, íamos nós para a escolinha na Peugeot, com o Vicente sentado no único banco disponível (o da frente!) de perna traçada e a controlar a intensidade dos perigos da pista por onde seguíamos (neste caso, na rua da Estação) quando de repente se sai com um grito que me acentuou as taquicardias e me ía provocando uma síncope: "Mami, passaste o 5 e o 0!" E eu, convencida de que havia alguma coisa exterior à minha - até então - confortável e amena condução, pus-me a olhar freneticamente pelas janelas e pelos retrovisores, à procura do 5 e do 0, que podiam ser potencialmente qualquer coisa, como dois comboios alinhados ali ao nosso lado, ou a hora de chegar à escolinha, já que o vicente vê as horas precisamente indicando os dois números dos quais os ponteiros mais se aproximam, ou ainda dois novos super-heróis ou "gregormitis" em pose de ataque, num outdoor que eu certamente não vira.

Claro que só quando a histeria passou e ele conseguiu apontar para o painel do carro, o 5 e o 0 juntaram-se e eu percebi tratar-se de um 50 para além do qual o peso do meu pé não devia ter passado.


Já esta semana, tivémos outra sessão de 50: o Ricardo mandou 50 moedas de euro para a gaveta que o Vicente tem no banco. Ora, coisa como esta não pode passar por "5 e 0" daí que decidimos abrir a vaca e espreitar o conteúdo, que felizmente já nos permitia contar até 50. Fizémos 5 montinhos de 10 moedas e contámo-las, primeiro por monte, e depois todas de seguida. Mas como o 50 que aqueles montes totalizam ainda não representava nada de extraordinário para o Vicente, juntámos os 5 montinhos para o Vicente agarrar no seu conteúdo. Aí sim, ele disse: "Não consigo, são muitas! São 50!"

21/02/2011

Em Montemor, no castelo e à lampreia


Com o objectivo de levar alguma malta a experimentar lampreia, lá fomos até Montemor-o-Velho, na condição de começar por visitar o castelo. Já lá dentro, o Vicente continuou a perguntar pelo castelo e apesar de lhe explicarmos que "aquilo" onde estávamos era o castelo, ele não ficou convencido. Para ele, estar no castelo, e não haver tecto, ou salas de reis e cavaleiros, não é bem-bem estar num castelo… é estar fora do castelo, ao pé das muralhas que, bem visto, são só os muros do castelo. De facto, em Montemor, não se entra para lado nenhum com ar imponente de poder ser ocupado por reis e cavaleiros de outro tempo, a não ser numa igreja que lá está no cucuruto. E assim sendo, lá fomos almoçar a tal lampreia, para uns muito boa, para outros nem por isso…

03/02/2011

Quem sou eu?


Serei um morcego ou uma aranha?
Vestir-me-ei de preto ou de vermelho?
Serei rico ou serei pobre?
Andarei de carro high-tech ou de teia extra-forte?
Lutarei contra pinguins ou contra duendes?
Terei como agregado familiar um mordomo ou uma tia?

Eu sei, mas não posso dizer… por enquanto!

24/01/2011

Viagem ao mundo dos códigos

O Vicente já dá cartas nas letras do alfabeto há muito. Na nova escolinha, para além de deixar todo o staff boquiaberto com o seu voraz apetite e com o seu à vontade no que respeita a alimentos considerados estranhos e evitados pela maioria ("paizinho, ele come beterraba e pepino!!!") mostrou-se um dos meninos mais interessado nas letras. Desta feita, e porque o interesse é genuíno e não lhe foi imposto, o papi António abriu-lhe o Text Edit, pos-lhe o corpo da letra em tamanho considerável e, vamos lá escrever Vicente. E não é que o rapaz se saíu muito bem? Tirando o Ç ao qual ele achou muita piada (nunca o tinha visto, com uma cauda daquelas!), o resultado é bastante bom!


Tirando isso, que não ficamos por aqui, o rapaz já se revela atento aos sinais de trânsito, interpretando à sua maneira (mas com muita lógica!) os sinais que mais o cativam. Então, saiba-se que este sinal, significa doravante que os grandes só podem atravessar a rua se derem a mão a um menino. Considero brilhante este sentido precoce de responsabilidade.

10/01/2011

Patinagem no gelo e São Gonçalinho

Que grande fim-de-semana, este! No sábado, enquanto a mami comprava fruta e hortaliças, eu e o papi fomos espreitar a pista de gelo. Muito afoito, quis experimentar! E lá fui eu, deslizar e escorregar de patins. Diverti-me à brava, apesar do frio!


No domingo, passámos pelo S. Gonçalinho. Este ano já quis participar e tentei apanhar umas cavacas às cavalitas do papi. Apanhei uma que foi parar em cima de um toldo. Mas é preciso ter muito cuidado porque quando elas nos batem na tola, magoam a sério!…

05/01/2011

Mudei de escolinha

Pois, agora passei para uma escola que eu digo que é dos grandes, mas onde também há bebés. Eu estou na sala dos grandes, com três dos meninos que me acompanham desde o berçário, entre outros que já estavam nessa escola nova. Não cheguei a perceber bem por que foi preciso mudar de escola, mas estou contente com os brinquedos novos e com as paredes que, apesar de verdes (e eu já me manifestei contra aquela tonalidade em especial), vêm em curva do chão; claro que eu já descobri, com o devido embalo e ângulo, como conseguir por os carrinhos a trepar as paredes com efeito e tudo, quase como numa pista nascar.

26/12/2010

Natal com visita especial


Depois de muitas bolinhas verdes, algumas amarelas e nenhuma vermelha já não havia dúvidas: o Pai Natal ía trazer-me muitas prendas. O que eu não sabia é que ele ía visitar-me à casa da avó e do avô e entregar-me uma prenda pessoalmente.

Fiquei um pouco espantado quando o vi, especialmente porque ele era diferente do pai Natal que tenho visto na televisão e do que estava na cabana do Forum. Usava uns óculos estranhos e o nariz, que costuma estar sempre muito vermelho do frio que ele apanha, era muito clarinho, mais claro que a pele do resto da cara. Bom, este Pai Natal tinha uma sobrancelha muito torta, meio descaída e fios de bigode a sairem-lhe da boca; vinha meio espartilhado e com uma voz que não me era estranha. Pior do que tudo isto, estava ferido: trazia a mão ligada e um dos dedos muito inchado. Disse que se tinha magoado numa chaminé, de outra casa. Mas o mais engraçado deste Pai Natal eram as suas botas que não eram as habituais pretas (apesar de eu insistir que já o vi com botas vermelhas), mas sim umas botas assapatilhadas iguais a umas do Ricardo. Se não fosse o dedo inchado, eu diria que era o meu tio tristemente disfarçado de Pai Natal, mas como o meu tio quando chegou a casa não tinha qualquer problema nas mãos fiquei assim sem saber bem o que pensar… Uma coisa é certa: o Pai Natal está tão velho que a sua figura é, no mínimo, desprestigiante.

24/11/2010

You better watch out… em jeito de advento


Começou ontem o nosso advento pagão. Tenho uma grande tela onde, à noite, depois de todas as actividades, reflicto sobre o meu préstimo nesse dia resumido a cinco grandes áreas: refeições, comportamento, soninho, brincadeira e higiene. Se eu conseguir reunir cinco bolinhas verdes, tenho direito a uma estrela que colo no calendário, no dia respectivo. Basta uma bolinha vermelha para eu não receber a estrela. As estrelas são o chamariz para o Pai Natal que está para chegar dentro de uns dias: se eu tiver mais estrelas do que não-estrelas, o Pai Natal encontra a minha casa e vem deixar-me prendas. Para começar, não estou nada mal!

19/11/2010

Ter uma Avó Isaura

Ter tido uma Avó Isaura significa muito mais do que ter tido uma Avó Isaura - isso é apenas biológico e todos nós tivemos avós, algumas até de seu nome igual ao desta.

Ter tido uma avó Isaura representa o legado biológico desenhado na árvore, nas parecenças físicas, umas bem evidentes, outras imaginadas, mas representa também (e bem mais) a herança de uma experiência que o sangue só por si não consegue transportar. É preciso viver e saborear uma avó Isaura para dela receber o que eu pude receber.

Memórias remotas transportam-me até ao 6ºC, a umas manhãs em que se preparava bolo, o inconfundível "Bolo da Avó Isaura", cuja massa ela mexia numa tigela de cerâmica branca, na altura já lascada, com as suas mãos cheias de veias azuis e com as unhas facetadas, tal como as minhas. Eu tinha o privilégio de rapar a taça, mas só depois de ela a ter cuidadosamente rapado com a espátula. Também lambiscava a espátula, mas era às escondidas porque ela não gostava que a espátula fosse lambida (nunca cheguei a perceber porquê). Depois, conduzia-me até à casa-de-banho, mesmo em frente à cozinha, e lavava-me as mãos e as minhas membranas digitais feitas de massa de bolo já seco, naquele espaço que me parecia enorme, onde havia um gigantesco pé no chão e no lavatório sempre, sempre, um sabonete de glicerina. Memórias odoríferas levam-me a evocar momentos curtos em que ela tratava da sua higiene - havia um desodorizante roll-on de frasco em vidro e tampa de metal (lembro-me perfeitamente da embalagem, não me lembro da marca), daqueles do tempo da pasta medicinal Couto, e a água de colónia que se trazia de Ayamonte. Nesses momentos, como precisava que eu lhe largasse a saia por instantes, punha-me a ouvir o mar dentro do grande búzio, sensação que na altura, para mim, era absolutamente mágica. Havia também uma preta magricela que dançava num só pé, quase nua e de bandeja na mão, por trás da porta da entrada do apartamento e com a qual eu simpatizava particularmente porque tinha quase a minha altura. Essa preta tinha as maminhas à mostra e eu lembro-me de ficar a olhá-la, com vontade de a vestir - havia restos de tecido junto à máquina de costura, por que motivo ainda não a tinham coberto? Dizia-me apenas que não lhe podia mexer porque era do Tio João… E quando voltava comigo à casa-de-banho, para me auxiliar em tarefas de sanita, depois de me por no chão, dava-me sempre uma palmada a fingir e dizia, enquanto me mordiscava o pescoço, "que rabo bom para levar uns açoites".

Aprendi com esta avó uma colecção de cantigas e lengalengas, uma ou outra história, e a jogar às cartas, mais concretamente, ao Burro. Aprendi com ela a Avé Maria e a rezar ao São Tomás de Vilanova, o padroeiro dos perdidos e achados, a quem recorríamos com frequência para encontrar as chaves de casa ou o porta-moedas. Aprendi a fazer croché e frioleira com aquela estranha agulha que parece saída das entranhas de uma lula, mas eram actividades que, para grande desgosto dela que dizia ter encontrado em mim rapariga prendada naquilo, nunca me interessaram nem um bocadinho. Ainda assim, não satisfeita com a minha desistência, encheu-me daquilo que para mim é um imenso e demasiado enxoval, cujo uso tem sido parco mas grande tem sido a estima, e que a partir de hoje, estranhamente, passou a ter um valor digno de cofre de banco.

Dignidade e humildade q.b. terei herdado desta minha doce avó que mimava pequenas coisas - para alguns insignificâncias -, tais como as suas plantas, os seus tarecos em ordem, o colarinho engomado, a casa limpa, o saber viver com pouco ou menos do que os outros, o saber rir com vontade (como ela ria quando contava o episódio da dentadura da Avó Elvira), mas também o saber estar em silêncio. Ensinou-me ainda o que significa "saudade" quando, na véspera das minhas vindas para Aveiro, em tempos de licenciatura, me entregava uma lata cheia de biscoitos e, enquanto me pedia uma pontinha de camisola interior para limpar as lentes dos óculos, embaciadas, enfiava-me no elevador, lavada em lágrimas.

Eu tive a sorte de com ela passar o tempo suficiente para perceber a importância do papel de uma avó no desenvolvimento de um ser. Quando eu for grande e avó, não vou saber fazer enxovais, crochés, nem tão pouco frioleira. Os meus biscoitos nunca serão tão bons como os dela e o meu bolo, ainda que eu insista em dizer que é bolo da avó Isaura, não tem aquela intransmissível textura e consistência. Mas vou querer saber estar num papel tácito de avó, que desejo seja idêntico àquele que ela me deixou com ela viver e saborear.

01/11/2010

Afinal o dia das bruxas é que é!

Este ano já fui convocado para participar no Halloween da Rua de Sta Luzia. Claro que a única coisa de que eu me mascaro é de Homem-Aranha, mas a mami disse que podia ser porque como ele é tão ou mais assustador que qualquer bruxa que muito se esmere, certamente não iria ficar muito aquém, comparado com os outros meninos, meus concorrentes em tarefa de meter medo.

Lá para as horas em que já se lanchou mas ainda não se está a jantar, e acabado de chegar de uma festa de anos "em ambulatório", a mami pintou-me uma teia na cara com um lápis que é quase baton e que não dói (quando eu for grande vou pintar uma teia na cara com aquelas agulhas que deitam tinta, mas como eu sou o Homem-Aranha não me vai doer), calçou-me as minhas botas de Homem-Aranha e a minha capa de Homem-Aranha (é uma que ele põe só às vezes, quando está de chuva e para não estragar o fato dele) e lá fui eu, convidar a minha amiga Abóbora (que em dias de escola se chama Becas) para irmos de porta em porta meter medo a essa gente.



E adivinhem! Com o nosso ar assustador, ela muda e sorumbática, e eu, desconfiado e a cuspinhar muito baixinho "Estavessuas ou estavessuas", enchemos os nossos sacos de "dossuas", de tal modo que o meu veio de rojo até casa e o da Abóbora teve a minha mami de o trazer.

Hoje, enquanto os demais portugueses arranjavam sepulturas eu, Homem-Aranha, passei o dia a separar rebuçados por temas e a decorar uma grande lata (outrora de biscoitos) para onde despejei este meu tesouro, autêntico resplendor de cores e infinitamente rico em odores. Não há nada melhor!

20/10/2010

Pitosga, mas não o suficiente!


Pois, é! Depois de três dias a dilatar a pupila para se poder mostrar o nervo óptico ao senhor doutor, lá fui eu hoje, pela segunda vez em menos de oito dias, ao doutor dos olhos. Hoje entrei muito confiante e cumprimentei-o com um "Olá!" forte e convicto. Inclusivamente, mostrei-lhe o que estava dentro do meu saco e disse-lhe que tínhamos ido comprar a prenda de anos do meu amigo João da escolinha. Estava mesmo convencido de que também ele ía ser meu amigo e receitar-me uns óculos vermelhos! Mas afinal, sou só meio pitosga. Tenho uma hipermetropia de 3,5 dioptrias, o que significa que daqui a um ano volto para medir tudo outra vez. Mas, quer dizer, eu não deixo de estar muito preocupado! O doutor explicou que eu tenho o olho pequeno. Ora, como eu agora sou, frequentemente, o homem-aranha, na minha vida agitada de super-herói a tempo parcial pode acontecer o meu olho ficar frouxo e cair…

Eu continuo a achar que era melhor comprar uns óculos vermelhos a condizer com a minha mascarilha…

17/10/2010

A água que entra também sai


Eu e as idas à casa-de-banho teremos grandes histórias para contar ao meu menino e aos meninos dele. Sou muito preguiçoso neste assunto e a minha tripa, a meio deste ano, começou a parar.

Depois de uns xaropes daqueles de fazer cocó aos trambolhões (que de pouco serviram), a estratégia foi re-orientada e eu passei a andar sempre com 75 cl de água comigo, porque as cólicas eram mais que muitas. E mesmo assim, não tem estado a ser fácil converter essa água que entra em coisas que saem!

Ultimamente, e mais concretamente, desde os últimos dez dias, a minha relação com a sanita mudou. Estou muito assíduo, o resultado é de consistência agradável e já não fico prostrado nem magoado. O que é estranho é que a quantidade de água ingerida continua a ser a mesma, mas de há dez dias para cá que acordo alagado na minha água que agora também sai e que não é contida pelas minhas fraldas normais. Nos últimos dez dias tenho tido sempre a cama feita de novo e pijama lavadinho.

O que mudou? A única coisa que se alterou nos meus hábitos foi o surgimento de uma estranha fome antes de se apagar a luz (já depois de lida a história), que leva a mami, muito contrariada, a dar-me um iogurte pequenino ou uma chávena [de café] com leite e um cheirinho de chocolate ou mel (que bom!).

Mas eu já cheguei mesmo a dizer-lhe que não me importava se fosse sopa!

02/10/2010

Coisas doces, etéreas, idílicas e únicas


V - Mami, quando eu for grande, eu quero casar contigo!







C - Quero um beijinho de boa noite muito grande!
V - Daqui até à lua?







V - Quando eu for ast'onauta, papi, tu vens comigo no foguetão… Mas oh papi!, não é preciso levar a mochila!







V - Não! Eu não quero limpar o nariz!! Quero levar os macacos comigo, quando eu for para o céu!!!







V - Mami, quando eu for à América, trago um remédio para os teus doi-dois da boca [entenda-se "aftas"].







C - Que sorte, o teu casaco tem bolsos… o meu não.
V - Oh mami, quando eu for grande, compro-te muitos casacos com bolsos! Azuis! Muitos!





V - Quando eu for papi, o meu menino vai ter muitas gomas e M&Ms!

27/09/2010

Festa da Rua


No fim-de-semana passado foi a festa da nossa rua. Tal como nos outros anos, que segundo consta já são muitos, cada casa traz os seus acepipes e desde a hora do almoço até horas pouco próprias para meninos do meu tamanho, está-se pela rua em regime non-stop. Brinquei toda a tarde. O nosso parque foi presenteado com um grande insuflável onde os meninos mais velhos e mais destemidos se aglomeravam e pulavam uns por cima dos outros. Eu preferi observá-los, andar no escorrega standard e escalar as estruturas antigas e de madeira sólida. Mas foi muito giro poder brincar tantas horas seguidas, sem fazer sesta nem nada! Às 21:30 andávamos todos, meninos grandes e pequeninos, rua acima e rua abaixo, cada um nas suas bicicletas e triciclos. Gostei muito da festa da rua. Podia ser assim todos os sábados!

20/09/2010

O meu Alfa Morreu



Ontem estreei-me não nos videojogos, porque já os conheço bem do iPhone, mas na Playstation do papi, com um jogo de corridas muito sério. Eu virava e o papi acelerava. Andei um bom bocado colado aos muros e no sentido contrário ao da corrida, mas gostei muito desta experiência que é tão diferente nem que seja pelo tamanho do ecrã! Ah, mas atenção! Começámos por definir o carro que íamos conduzir: eu quis que fosse vermelho e, mesmo depois de o papi me apresentar algumas marcas minhas conhecidas, acabei por escolher um "Alfa Morreu"!…

16/09/2010

10 Vacas = 1 ida à América



Hoje fui, pela primeira vez, ao banco. Fui fazer presencialmente o meu primeiro depósito e, pela primeira vez, vazar a minha Vaca. Isto porque ontem, a última moeda de 2 euros já não coube. A mami explicou que se eu vazar a Vaca no banco, que é um sítio com umas portas muito fortes onde não entram senhores maus, posso voltar a enchê-la como se fosse outra Vaca: a minha segunda Vaca! Isto porque eu preciso de 10 Vacas! Eis o registo da conversa de há dias, no caminho de escola para casa:
- Mami, eu tenho duas avós?
- Sim, a avó Ana e a avó Preciosa que está no céu. E também tens dois "avôs".
- O avô Mário e… o outro também está no céu?
- Não, o avô Amadeu está n'América. É lá a casa dele.
- Oh mami, eu quero ir à casa dele amanhã!
- Amanhã não dá porque a América é muito longe, do outro lado do mar. É uma viagem muito, muito grande, temos de ir de avião e o avião custa muitas moedas.
- Mas eu tenho moedas na minha Vaca!
- Não chegam, precisavas de 10 Vacas cheiinhas, iguais à tua.
- Assim? (Vicente levanta as duas mãos com os dedos todos abertos)
- Sim, assim. São muitas Vacas. Mas olha, podemos vazar esta Vaca que está cheia e que é a nº1, e começar a encher outra vez. Será a tua Vaca nº 2.

O Vicente faz algumas contas com os dedos e reencosta-se satisfeito na cadeirinha:
- Pode ser! No outro dia já vou poder ir à América.

06/08/2010

De férias


Estamos de férias na casa de Portimão. As notícias desta temporada serão veiculadas no blog oficial das férias, o Leite com Flocos, este ano sob o tema Iogurte de Futti Futti.

20/07/2010

Caminhos em Mira d'Aire


Quem passa por aquela Serra não diz que é possível, em pleno Verão, haver locais verdejantes, com árvores frondosas e com sombra. No fim-de-semana passado fomos à dita serra, a uma patuscada em casa dum senhor amigo do papi que tem nome de número: QuimZe. O tal 15 levou-nos a passear pela serra, por caminhos de terra batida (mal) mantidos pelos senhores da junta de freguesia. Tive de ir às cavalitas do papi… que chatice! :) Fomos à procura de uns carvalhos que não chegámos a encontrar, mas não fez mal, foi giro na mesma.

01/07/2010

Piçzta sim, mas com muuuuuiiiiitos cogumelos!


A mami diz que eu já sou grande porque esta semana aprendi (finalmente!) a gostar de piçzta. Como com as mãos, agarrando a côdea, como os senhores lá da terra das piçztas fazem. Dantes, quando a mami e o papi comiam piçzta, para mim havia sempre uma alternativa porque aquela refeição encarnejada com coisas salpicadas lá por cima conduzia-me a trejeitos faciais de repugnância. Mas no outro dia a mami teve uma ideia: dar-me a provar piçzta com cogumelos, uns bichinhos de que eu gosto muito. Como cogumelos em qualquer refeição e a acompanhar qualquer coisa: até nas piçztas! E pronto, agora gosto muito de piçzta, mas com muitos cogumelos. A mami já tem saquetas de cogumelos congelados para acrescentar às piçztas quando estas não os trazem em abundância. Até já me queimei na porta do forno e tudo, tal não era a minha voracidade pelo que lá estava dentro…

24/06/2010

'Tou tißßte…



É verdade. Tou tißßte. Dei hoje o meu primeiro trambolhão de bicicleta e raspei o joelho, pela primeira vez. Tive direito a um belo penso, vermelho, do Benfica. Mas continuo tißßte. O meu quarto foi desmanchado por causa de um senhor pintor que nos entra pela casa durante o meu pequeno-almoço. Que ele pinte os outros quartos e as outras paredes da casa, tudo bem… já o meu quarto… Nem sequer tenho acesso à minha gorda vaca para lhe por as moedas porque está tudo encaixotado. Tou mesmo tißßte! Quero a minha "fodinha"…

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Moderação deste post:
Em bebé, o Vicente referia-se à "fraldinha" usando um termo delicioso: "oninho". Agora que a sua linguagem é mais requintada, fez evoluir "oninho" para "fodinha", para nosso grande espanto. Felizmente a fraldinha é objecto privado e de algum recato e portanto, para nossa salvação, a nova forma de a designar não é geralmente usada em público.

14/06/2010

Três anos a partir de… AGORA!

O meu terceiro aniversário foi longo. Começou há umas três semanas, quando os meus avós chegaram. Desde então brinco muito, venho mais cedo da escolinha e deito-me tarde todos os dias.

Mas estes últimos dias é que foram! No dia 11 (o verdadeiro) recebi na escolinha a mami, o papi, o Ricardo, o avô e a avó para servirmos juntos um grande lanche aos "meus meninos". A mami ofereceu-me um lindo bolo, respeitando o tema que tanto me inspira ultimamente: Faísca McQueen & C.a. Todos os meninos queriam comer ou o Faísca ou o King, mas eu não deixei porque ainda ía ter outro bolo no dia a seguir e tanto um como outro me íam fazer falta. O João comeu um pneu e ficou com a língua toda preta e a Maura comeu o rebordo todo do bolo e ficou de língua vermelha. Mostrámos as línguas uns aos outros e divertimo-nos muito. A menina da escola (que eu expliquei à minha avó chamar-se Sónia e não "menina") foi muito nossa amiga por nos deixar entrar pela Sala das Flores tipo invasão francesa e fazer, ali, uma mini festa.



No dia a seguir tive a festinha de casa, com outros "meus meninos". Ajudaram-me a soprar as velas o Rodriguito e a Mafalda (que me ofereceu uma t-shirt do Faísca, estreada de imediato!). A Clarinha e a Rebeca chegaram mais tarde e o Francisco, não veio. Ainda hoje pergunto à mami o que aconteceu ao Francisco… :( O bolo de dia 12 era um bolo "pimba" de estilo venezuela, que a mami transformou com enfeites extra que a cake designer do bolo de dia 11 lhe tinha oferecido - e com o Faísca e com o King, claro!… Ficou giro! Quer dizer, menos mal! Brincámos todos muito, com os meus brinquedos, novos e velhos, às escondidas e às corridas, até dar disparate e desatarmos todos à chapada.



E, no dia 13 foram os anos do papi. Ele não quis bolo nem quis velas, mas a mami deu-lhe um presente. Enquanto o papi o abria eu ía perguntando se podia brincar com a surpresa do papi… E não é que uma escova de dentes eléctrica até é um brinquedo giro?

25/05/2010

3ª Automobilia


Para mim é a 3ª, para eles é a 18ª… Voltei à AUTOMOBILIA este ano e mais uma vez trouxe de lá um clássico… mais ou menos clássico… Seja como for, fui namorar os 2CVs. Ora, 18ª menos 3ª dá 15ª… faltam 15 anos para eu conduzir o meu 2CV!

16/05/2010

O abecedário das letras


Bom, eu não sei bem como vos hei-de contar isto mas, pondo as coisas de forma simples, para não ficarem com dúvidas ou confusos, digamos que estamos a três semanas do meu terceiro aniversário e eu já sei as letras todas do abecedário das letras… Hmmm…, ok, não sei o Q nem o Y porque a mami não arranjou nenhum personagem do meu imaginário infantil cujo nome começasse por estas letras… e também acho o H muito difícil porque a minha tabela de personagens indica que o H é de "Herbie" e o papi ajuda completando que é H de "Helicóptero", mas a mim parece-me que tanto "Erbie" como "Elicóptero" se escrevem com E de "Ellie" ou de "Elefante". Portanto, estas três ainda estão por resolver, mas seja como for, estou muito letrado. E todas as noites escrevo no quadro magnético, com a mami, o nome de alguém, real ou animado. Agora, vamos começar a escrever com as letras do abecedário dos números.

12/05/2010

Pequeno Portugal dos mais Pequeninos


Hoje é feriado em Aveiro, por isso tivémos a oportunidade de optar por um programa diferente num dia em que muitos não o podem fazer. Combinámos com o Rodriguito e lá fomos todos para Coimbra, ao Portugal dos Pequeninos. Eu e o Rodrigo corremos muito, muito, muito, até termos de ouvir uns ralhetes, especialmente depois da minha terceira aparatosa queda. E claro, como estávamos sempre a sair do campo visual das objectivas, já havia quem desesperasse connosco… :) Comemos os nossos iogurtes no interior de uma capelinha que nos abrigou de um curto aguaceiro e onde comentámos que o Papa hoje andaria por Fátima, não muito longe dali. Divertimo-nos à grande. Não ligámos nada ao conceito da coisa, acho que nem sequer percebemos bem que as casinhas, capelas e castelos eram todos realmente pequeninos. Do que gostámos mesmo foi de descobrir recantos, rampas, degraus, banquinhos, arcos, passagens, portões, portas e janelas que explorámos até à exaustão, fossem lá de que proporção fossem.



No final da visita, fizémos uma paragem para profunda contemplação da casinha de onde a avó Ana se terá atirado em queda livre, há 30 anos atrás. Tenho uma avó muito corajosa! Não tirámos uma foto na dita casa porque estava apinhada de espanhóis mal-criados que insistiam em não a abandonar. Ainda esperámos um bocadinho que um deles se aventurasse num vôo como o da minha avó, mas não tivémos grande sorte.

11/05/2010

Estreia no cinema


A ida ao cinema também tem uma primeira vez. Eu estreei-me nisto de ir ao cinema e a mami foi a primeira vez que foi ao cinema às 11h da manhã. Fomos ver o Impy, um simpático dinossauro pequenino. Gostei assim-assim. Pedi várias vezes à mami para por o som mais baixo. Aquela televisão grande fazia muito barulho. Também não percebi porque havíamos de estar no escuro… em casa vemos televisão com luz! Apesar de me ter sido dada uma cadeirinha elevatória optei por ver o filme ao colo do papi, para maior segurança. Quando o Impy desaparecia do ecrã eu perguntava muito alto "O Impy?". Digamos que é mesmo só uma televisão grande, elitista e com alguns caprichos.

24/04/2010

Carrocéis de Abril


Fomos à Feira de Março, com os avós que têm estado cá connosco. Levei muito tempo a decidir por onde havia de começar e só depois de uma volta completa ao recinto é que me decidi por uma "lagarta russa", na companhia do avô Mário. Não gostei lá muito de uma descida mais vertiginosa, mas dei as quatro voltas completas sem dar parte fraca. Depois, sim! Depois é que foi andar de carrocel! Gostei muito de uma motoquatro que conduzi muito orgulhoso, numa quantidade de voltas que a mim pareceram poucas mas à mami pareciam infinitas. Também gostei de voar no helicóptero do Zé que pilotei com grande sentido de responsabilidade e muito compenetrado na complexidade do sobe-e-desce, controlando constantemente as hélices (ooppss, desculpa Zé, é rotor que se diz!!) que insistiam em não se mexer. Há coisas estranhas nisto dos carrocéis… Depois, claro, fomos às GOMAS!!!!

06/04/2010

O silogismo dos primos


Esta Páscoa foi-me muito útil para eu perceber que tenho primos, parentesco que até há dias me era inteiramente desconhecido. A mami diz que não interessa para nada o grau de primalhice destes primos - que são primos e pronto! Eu sei que eles são primos porque são filhos da Sofia e a Sofia é prima da mami.
Brinquei muito com estes primos: fizémos escavações na areia da praia, passeámos de comboio, brincámos nos escorregas e baloiços, almoçámos e jantámos juntos e até lançámos um pára-pente. Gostei muito da Sofia e tenho perguntado por ela. Hoje ao pequeno-almoço, a preparar-me para ir para a escolinha, perguntei à mami se íamos à praia com o Diogo e com a Sofia.
O Diogo que é meu primo, tem um amigo que é o João, que por sinal também é meu primo. São parecidos, têm óculos iguais, devem ser muito amigos um do outro. A mami diz que o João é irmão do Diogo, mas eu acho que eles são amigos. "Irmão" não sei bem o que é, mas parece-me não ser justificação para andarem de óculos iguais. Na praia também se falou de um Afonso, que me dizem não conhecer, mas que é meu primo… Este não estava com a Sofia, mas ela sabia muito dele e a mami depois disse-me que este primo Afonso tem um olho de cada cor… eu perguntei-lhe se ele usa óculos…


Depois em casa, com a minha avó, vi fotografias do Verão e nelas aparecia eu a brincar com o Manel e com o Gonçalo que, segundo a avó, são meus primos. Presumo que sejam filhos da Sofia e amigos dos outros todos… às tantas até são todos irmãos! Mas estes não usam óculos azuis e por isso não vieram brincar comigo nesta Páscoa.

14/03/2010

Linguagem a topo!


Eu digo tudo. Apanho e registo tudo e sei empregar as palavras e as expressões muito correctamente. Contudo, tirando o facto de ser completamente ßopinha de maßßa, coisa que a mami acredita piamente que serei capaz de ultrapassar, tenho ainda uma luta a travar com o "verenho" [vermelho] e a "coréu" [colher]. Mas já sei construir muitos plurais de acordo com a regra e também já sei que o género muda e que é fácil de aplicar: no outro dia o papi esteve a ensinar-me algumas palavras em inglês e depois quisémos demonstrar à mami as minhas competências; quando o papi me pediu para dizer "menino" em inglês, eu fui muito rápido e respondi "boy"! E quando o papi me pediu para mostrar à mami que também sei dizer "menina", eu muito seguro de mim e do meu inglês respondi peremptoriamente - "boya"!

01/03/2010

"Mudaram de ramo de negócio"…

… é o que devem pensar de nós os nossos vizinhos, de há menos de um ano para cá. É que desde então somos vistos a alegremente circular em viaturas diferentes, numa média que daria 1 viatura por mês. Senão veja-se:


- em Abril do ano passado, a nossa Subaru bifuel começou a revelar não estar muito bem de saúde e foi de quarentena para a oficina, de onde veio temporariamente uma Forester Diesel, que nos levou ao Algarve pela Páscoa e tudo. Mas esta não veio de mão-beijada! Tivémos de fazer uso das nossas influências! Até lá, ainda andámos umas duas semanas com o Civic da Adriana de que eu gosto especialmente porque faz muito barulho!
- em Agosto o papi aparece com a estranha mota BMW do Zé Mário que a tinha indefinidamente parada, talvez indefinidamente abandonada. Agora parece estar indefinidamente emprestada, mas sempre vai andando!
- em Setembro os meus avós vieram visitar-nos e por uns dias andámos de Maxima, a competir em comprimento com o Alfa Pendular.
- em Outubro a Forester volta a dar sinais de tosse e vai repetidamente ao Porto ver o que se passa, mas em Novembro o papi bate por trás e ela vai é definitivamente para a oficina.
- o senhor da oficina disponibiliza-nos um Twingo de 1900 e troca o passo, mas só até o senhor Cardote nos arranjar um Volkswagen Bora de substituição, coisa do vasto seguro que o papi e a mami lhe pagam e que havia de servir para alguma coisa!
- como pelo seguro "só" temos direito a um mês de viatura e como as peças da Subaru vêm de um Japão que deve ficar noutra galáxia que não a nossa, o Ricardo veio cá trazer-nos o C4 dele e levou a nossa 307 que só tem dois lugares e não dá para me transportarem a mim.
- entretanto, no meio disto tudo, o 2CV sai finalmente da nossa garagem pelas suas próprias rodas e vai para a da loja, meditar sobre o que será o seu destino e de que forma poderá ir à inspecção porque a matrícula, em sete anos que esteve parado, caducou.
- a Subaru fica pronta da chaparia e restantes peças lesadas mas continua cheia de tosse. Naturalmente mal servidos e porque a garantia da dita cuja estava a expirar, em Fevereiro o papi e a mami decidem vendê-la e, pelo mesmo valor, trazer o ML, também do Zé Mário, já antiguinho mas em bom estado e a precisar de arranjar uma tremideira nos travões.
- no primeiro dia de Março lá foi o Mercedes para a oficina, de onde veio novamente o Twingo.

Por isso, os nossos vizinhos devem pensar que o papi deixou os computadores e agora comercializa carros usados!

23/02/2010

O meu quarto novo


A minha mami retirou-me oficialmente o estatuto de bebé. E conseguiu-o com sucesso! O objecto chupeta, já nem sequer é mencionado há quase um mês e das gomas, só me lembro de vez em quando. Para além disso, como estou a coisa de 1 cm do metro de altura, a caminha de grades (que já só tinha "grades" de um lado há muito tempo) deixou de servir, por isso, a mami montou-me um quarto novo com a ajuda do avô e da avó. A cama em que eles dormiam é agora toda minha, tanto o primeiro como o segundo andar. Tenho, pois, uma enorme cama de solteiro com outra igual por baixo, para receber os meus amiguinhos (ou para quem me queira fazer companhia nas noites de febre e de mal-estar). Tenho uma estante onde já posso guardar coisas que me são preciosas e que andavam sempre aos tombos no meio dos outros brinquedos. Os meus livros, por exemplo, nunca estiveram tão organizadinhos! E porque há sempre coisas aos tombos, a mami comprou três caixas grandes de encaixar na estante onde eu guardo… objectos aos tombos! A minha mesa de trabalho, ora no escritório da mami, ora na garagem perdida e sem uso, está finalmente no sítio certo. E as minhas cortinas novas cor-de-laranja tornam o meu quarto quentinho, mesmo com as portadas da janela fechadas. Estou muito satisfeito com os meus novos aposentos!