11/05/2010

Estreia no cinema


A ida ao cinema também tem uma primeira vez. Eu estreei-me nisto de ir ao cinema e a mami foi a primeira vez que foi ao cinema às 11h da manhã. Fomos ver o Impy, um simpático dinossauro pequenino. Gostei assim-assim. Pedi várias vezes à mami para por o som mais baixo. Aquela televisão grande fazia muito barulho. Também não percebi porque havíamos de estar no escuro… em casa vemos televisão com luz! Apesar de me ter sido dada uma cadeirinha elevatória optei por ver o filme ao colo do papi, para maior segurança. Quando o Impy desaparecia do ecrã eu perguntava muito alto "O Impy?". Digamos que é mesmo só uma televisão grande, elitista e com alguns caprichos.

24/04/2010

Carrocéis de Abril


Fomos à Feira de Março, com os avós que têm estado cá connosco. Levei muito tempo a decidir por onde havia de começar e só depois de uma volta completa ao recinto é que me decidi por uma "lagarta russa", na companhia do avô Mário. Não gostei lá muito de uma descida mais vertiginosa, mas dei as quatro voltas completas sem dar parte fraca. Depois, sim! Depois é que foi andar de carrocel! Gostei muito de uma motoquatro que conduzi muito orgulhoso, numa quantidade de voltas que a mim pareceram poucas mas à mami pareciam infinitas. Também gostei de voar no helicóptero do Zé que pilotei com grande sentido de responsabilidade e muito compenetrado na complexidade do sobe-e-desce, controlando constantemente as hélices (ooppss, desculpa Zé, é rotor que se diz!!) que insistiam em não se mexer. Há coisas estranhas nisto dos carrocéis… Depois, claro, fomos às GOMAS!!!!

06/04/2010

O silogismo dos primos


Esta Páscoa foi-me muito útil para eu perceber que tenho primos, parentesco que até há dias me era inteiramente desconhecido. A mami diz que não interessa para nada o grau de primalhice destes primos - que são primos e pronto! Eu sei que eles são primos porque são filhos da Sofia e a Sofia é prima da mami.
Brinquei muito com estes primos: fizémos escavações na areia da praia, passeámos de comboio, brincámos nos escorregas e baloiços, almoçámos e jantámos juntos e até lançámos um pára-pente. Gostei muito da Sofia e tenho perguntado por ela. Hoje ao pequeno-almoço, a preparar-me para ir para a escolinha, perguntei à mami se íamos à praia com o Diogo e com a Sofia.
O Diogo que é meu primo, tem um amigo que é o João, que por sinal também é meu primo. São parecidos, têm óculos iguais, devem ser muito amigos um do outro. A mami diz que o João é irmão do Diogo, mas eu acho que eles são amigos. "Irmão" não sei bem o que é, mas parece-me não ser justificação para andarem de óculos iguais. Na praia também se falou de um Afonso, que me dizem não conhecer, mas que é meu primo… Este não estava com a Sofia, mas ela sabia muito dele e a mami depois disse-me que este primo Afonso tem um olho de cada cor… eu perguntei-lhe se ele usa óculos…


Depois em casa, com a minha avó, vi fotografias do Verão e nelas aparecia eu a brincar com o Manel e com o Gonçalo que, segundo a avó, são meus primos. Presumo que sejam filhos da Sofia e amigos dos outros todos… às tantas até são todos irmãos! Mas estes não usam óculos azuis e por isso não vieram brincar comigo nesta Páscoa.

14/03/2010

Linguagem a topo!


Eu digo tudo. Apanho e registo tudo e sei empregar as palavras e as expressões muito correctamente. Contudo, tirando o facto de ser completamente ßopinha de maßßa, coisa que a mami acredita piamente que serei capaz de ultrapassar, tenho ainda uma luta a travar com o "verenho" [vermelho] e a "coréu" [colher]. Mas já sei construir muitos plurais de acordo com a regra e também já sei que o género muda e que é fácil de aplicar: no outro dia o papi esteve a ensinar-me algumas palavras em inglês e depois quisémos demonstrar à mami as minhas competências; quando o papi me pediu para dizer "menino" em inglês, eu fui muito rápido e respondi "boy"! E quando o papi me pediu para mostrar à mami que também sei dizer "menina", eu muito seguro de mim e do meu inglês respondi peremptoriamente - "boya"!

01/03/2010

"Mudaram de ramo de negócio"…

… é o que devem pensar de nós os nossos vizinhos, de há menos de um ano para cá. É que desde então somos vistos a alegremente circular em viaturas diferentes, numa média que daria 1 viatura por mês. Senão veja-se:


- em Abril do ano passado, a nossa Subaru bifuel começou a revelar não estar muito bem de saúde e foi de quarentena para a oficina, de onde veio temporariamente uma Forester Diesel, que nos levou ao Algarve pela Páscoa e tudo. Mas esta não veio de mão-beijada! Tivémos de fazer uso das nossas influências! Até lá, ainda andámos umas duas semanas com o Civic da Adriana de que eu gosto especialmente porque faz muito barulho!
- em Agosto o papi aparece com a estranha mota BMW do Zé Mário que a tinha indefinidamente parada, talvez indefinidamente abandonada. Agora parece estar indefinidamente emprestada, mas sempre vai andando!
- em Setembro os meus avós vieram visitar-nos e por uns dias andámos de Maxima, a competir em comprimento com o Alfa Pendular.
- em Outubro a Forester volta a dar sinais de tosse e vai repetidamente ao Porto ver o que se passa, mas em Novembro o papi bate por trás e ela vai é definitivamente para a oficina.
- o senhor da oficina disponibiliza-nos um Twingo de 1900 e troca o passo, mas só até o senhor Cardote nos arranjar um Volkswagen Bora de substituição, coisa do vasto seguro que o papi e a mami lhe pagam e que havia de servir para alguma coisa!
- como pelo seguro "só" temos direito a um mês de viatura e como as peças da Subaru vêm de um Japão que deve ficar noutra galáxia que não a nossa, o Ricardo veio cá trazer-nos o C4 dele e levou a nossa 307 que só tem dois lugares e não dá para me transportarem a mim.
- entretanto, no meio disto tudo, o 2CV sai finalmente da nossa garagem pelas suas próprias rodas e vai para a da loja, meditar sobre o que será o seu destino e de que forma poderá ir à inspecção porque a matrícula, em sete anos que esteve parado, caducou.
- a Subaru fica pronta da chaparia e restantes peças lesadas mas continua cheia de tosse. Naturalmente mal servidos e porque a garantia da dita cuja estava a expirar, em Fevereiro o papi e a mami decidem vendê-la e, pelo mesmo valor, trazer o ML, também do Zé Mário, já antiguinho mas em bom estado e a precisar de arranjar uma tremideira nos travões.
- no primeiro dia de Março lá foi o Mercedes para a oficina, de onde veio novamente o Twingo.

Por isso, os nossos vizinhos devem pensar que o papi deixou os computadores e agora comercializa carros usados!

23/02/2010

O meu quarto novo


A minha mami retirou-me oficialmente o estatuto de bebé. E conseguiu-o com sucesso! O objecto chupeta, já nem sequer é mencionado há quase um mês e das gomas, só me lembro de vez em quando. Para além disso, como estou a coisa de 1 cm do metro de altura, a caminha de grades (que já só tinha "grades" de um lado há muito tempo) deixou de servir, por isso, a mami montou-me um quarto novo com a ajuda do avô e da avó. A cama em que eles dormiam é agora toda minha, tanto o primeiro como o segundo andar. Tenho, pois, uma enorme cama de solteiro com outra igual por baixo, para receber os meus amiguinhos (ou para quem me queira fazer companhia nas noites de febre e de mal-estar). Tenho uma estante onde já posso guardar coisas que me são preciosas e que andavam sempre aos tombos no meio dos outros brinquedos. Os meus livros, por exemplo, nunca estiveram tão organizadinhos! E porque há sempre coisas aos tombos, a mami comprou três caixas grandes de encaixar na estante onde eu guardo… objectos aos tombos! A minha mesa de trabalho, ora no escritório da mami, ora na garagem perdida e sem uso, está finalmente no sítio certo. E as minhas cortinas novas cor-de-laranja tornam o meu quarto quentinho, mesmo com as portadas da janela fechadas. Estou muito satisfeito com os meus novos aposentos!

O primeiro almoço no lote 2


Agora que "a casa nova da avó e do avô" já é uma realidade e do conhecimento de todos, cá fica o registo do primeiro almoço, a estrear a cozinha AKA sala de jantar, com um belo de um leitão à Angeja que é melhor que o da Bairrada. Haja muitos almoços destes!

22/02/2010

Mini-tornado - Hoje não há escola? É sábado?

Aparentemente, esta madrugada um mini-tornado localizado devastou uma área da freguesia em que se situa a escolinha do Vicente.
A entrevista neste video ocorre numa das ruas por onde passamos todos os dias quando levamos o Vicente à escolinha, nuns 600 m à frente. Também por lá houve acidentes, de tal forma que hoje o Vicente está em casa, a curtir um feriado forçado, dizendo que "a escola está partida", convencido de que o tornado foi tão forte que transformou a segunda-feira em sábado.

13/02/2010

Carnaval constipado


O papi ensinou-me a dizer que o Noddy é gay, mas mesmo assim, eu quis vestir-me de Noddy para o Carnaval. Não estou com o ar mais feliz do mundo porque nos dois dias anteriores estive em clausura doméstica a curar uma carraspanazita que apanhei e tenho sofrido muito com a tosse, mas vesti o fato de Noddy e quando a mami chegou eu ainda o tinha vestido. Só os sapatos é que não me convenceram mesmo nada: sem sola, eram só para fazer de conta e para usar por cima dos meus sapatos verdadeiros, mas eu não gostei do engôdo e quando vi aquilo assim, sem jeito, exclamei indignado: "estes sapatos não andam!"

26/01/2010

Uma chupeta por muuuuuuiiiiitas gomas


As coisas que vocês não sabem! Tssss, tssss… há já CINCO dias que não uso chupeta! Eu explico: na 5ª feira passada o Pai Natal voltou a visitar a nossa casa para ver se (por acaso) eu já estaria disponível para lhe entregar a minha derradeira chupeta. Sim! Porque as outras foram já todas no Natal!… Então, o Pai Natal terá deixado à mami 10 gomas dentro de uma latinha e disse-lhe que eu podia comer TODAS se lhe devolvesse a latinha com a chupeta lá dentro. Claro que eu disse logo que sim, sem qualquer hesitação. Enfiei duas gomas na boca, enchi as mãos com mais umas quantas e as outras que insistiam em cair foram para dentro dos bolsos das calças. Pus a chupeta na lata e fomos os dois deixá-la à porta de casa, do lado de fora, claro está. E não é que, passado um bocado, a lata já lá não estava?!?!
Confesso que à noite me tem custado um bocadinho e tenho tido algumas saudades, mas o Pai Natal devolveu-me a lata da chupeta cheia de gomas, muuuuuiiiiiitas gomas! É bom ter chupetas para dar ao Pai Natal, é pois!

25/01/2010

O que é a neve?


Conseguimos arrancar a mami dos seus muitos afazeres e fomos ontem até à Serra da Estrela à procura da neve. O Rodriguito também foi no carro dele. Ninguém me preparou para a viagem que íamos fazer; já estou habituado a grandes circuitos, mas deste tipo nunca tinha feito… Vomitei todo o meu abastado pequeno-almoço, mesmo antes de chegarmos a Nelas. Claro que eu fiquei todo sujo, de cima a baixo, mas fui de tal forma eficiente nesta coisa de por fora a paparoca que dança na barriga que até pedaços de flocos e banana havia na porta do passageiro da frente. Esse lugar, por acaso, ía vago, porque a mami tinha passado para trás quando eu comecei a dar os primeiros sinais de má disposição. Mas não pensem que por isso ela se safou desta: de dentro das mangas dela saltava vómito sempre que ela se mexia. Bom, como íam 5 pares de calças minhas no carro e como o Rodriguito me emprestou uma camisola bem quentinha, fiquei quase pronto para outra e lá continuámos a nossa viagem, serra acima.
Só mesmo lá no topo é que havia neve e para nós, foi mais do que suficiente. Divertimo-nos muito os dois, a atirar bolas um ao outro, experimentando esta coisa de se ser astronauta dentro de um congelador. Como estava muito frio, e como as luvas ora eram próprias e estavam sempre a cair, ora não eram próprias e encharcavam muito rapidamente, a nossa brincadeira não durou muito. Voltámos para o carro, para despir e por muito creme nos narizes e nas mãos, e iniciámos a nossa viagem de regresso cujo objectivo final era "ir brincar para casa do Rodriguito". Foi um grande dia!

05/01/2010

Desenho é no ecrã!


A mami zangava-se comigo quando eu fazia os meus grandes desenhos nas paredes; depois chamava a atenção sempre que o meu lápis saía do papel e o meu desenho se prolongava mesa fora ou por outros objectos menos próprios para se poderem considerar superfície de desenho… Agora o papi tirou-me desse tormento: desenho na televisão da sala, com o rato, como a mami faz no computador dela. Já consigo levar o cursor para cima dos botões e clico para mudar as cores e os pincéis mas, melhor do que isso, aplico "autocolantes" e "sons" na minha composição com uma destreza de "drag n' drop" que deixaria o avô Mário vesgo e a roer-se de inveja da minha literacia tecnológica. A mami não gosta da expressão "nativo digital", mas que ela se aplica, aplica-se! E afinal, estamos em 2010!!!

04/01/2010

Passagem de ano 2009-2010


Hey, eu e o Rodriguito também festejámos a passagem de ano, com piratas e bombeiros, leitão e batatas fritas! À mesa com o resto da malta!

Um Audi do ex-Dakar


Os senhores que já não são do Paris-Dakar mas que fazem o percurso do dito rali, partiram de Portimão para mais uma aventura. Eu fui vê-los e namorei um Audi de tal maneira que os senhores pilotos, já todos atados e presos ao carro para iniciar viagem, me deixaram entrar (por uma porta que abria de forma muito estranha!) para se tirar uma fotografia. Mas eu assustei-me com aquele colo diferente com ar meio astronauta, meio mergulhador de escafandro e com todos os botões, cabos e acessórios de rali, e pisguei-me de lá de dentro antes do papi ter tempo de tirar o óculo da objectiva. Pronto, cá fora tudo bem, tira lá uma!

Dia de Natal e o outro a seguir


A mami acha que não vale a pena publicar fotos da minha pessoa a vibrar com a abertura das prendas porque isso tem vindo a acontecer quase todos os dias desde o dia 25. Há sempre alguém que não tinhamos encontrado, ou que se esqueceu de entregar a prenda antes do Natal, enfim, a mami joga as mãos à cabeça porque arrumou o meu quarto e a sala com sítios para os brinquedos mas já estão os dois desarrumados outra vez. Então optou por publicar o momento alto do dia de Natal: a visita à avó Isaura velhinha. Estava combinado que ela ía almoçar connosco nesse dia, mas houve uma tempestade tão grande que ninguém se atreveu a ir buscá-la. Fomos lá então, à casa amarela, que é onde ela mora, com outras avós e avôs. É assim como a minha escolinha, só que eu não moro lá! Eu fiz as minhas graças que todos os velhinhos gostam de ver. Cumprimento-os sempre que o solicitam e faço as vénias todas. Tirámos uma fotografia, trocámos beijinhos e palavras e deixámos a avó velhinha descansar.


No dia a seguir fomos almoçar a Monchique, uma papa boa que dá pelo nome de "milhos". É giro! Sabe a pipocas com molho e carne. Passámos pelas Caldas que o papi ainda não conhecia e ele gostou tanto, tanto, que até sorriu para a fotografia, coisa inédita ou até mesmo insólita! Nesse dia eu não quis dormir a sesta para poder brincar com as minhas prendas novas.

20/12/2009

Festa de Natal da Escolinha


Hoje fui um lindo passarinho que se fartou de bater as asas e de passear um ovinho com luz. Depois deu-me um achaque, desatei a chorar em plena representação e quis ir para o pé da mami e do papi. Só fiquei mais calmo quando veio um pai natal barrigudo à nossa festa que nos deu pais natais de chocolate. Foi giro!

13/12/2009

Papi e mami de parabéns também


Isto agora é festa todos os dias! E segundo consta, ainda não está para acabar! Então hoje, o papi e a mami contaram 7 anos de contrato de não-sei-quê e só por isso, tivémos direito a bom tempo, ferryboat para S. Jacinto, cozido à portuguesa na Torreira, brincadeiras na praia e ida ao parque no regresso a casa. E quando acordei, a mami estava a fazer maminhas de Natal que foram o meu lanche. Bom, façam lá mais anos destes que eu curto andar de barco!

12/12/2009

Avó Isaura de parabéns pelos 90 anos


Só os de Aveiro e da Namíbia é que não lancharam com a avó Isaura para a ajudar a soprar as 90 velas… Nós por cá ficámos, também lanchámos e cantámos os parabéns à avó, com igual emoção, mas com muita pena de não ter reunido com os outros da festa… Aveiro e Namíbia são longe com'ó raio!

11/12/2009

30 meses e muita lata


Hey, já cá moram os 30! Completei hoje os meus ricos 2 anos e 1/2 de vida por cá, convosco. Deixei recentemente de me auto-tratar por Tenha, agora já sou sempre Vicente. Já sou capaz de ter uma conversa inteligente com as pessoas que me rodeiam e, precocemente, entrei a grande velocidade na "cena" dos "porquê?" que deixa os meus pais com a cabeça em água e sem saber o que me hão-de dizer. Isto faz com que, naturalmente, eu consiga ter a última palavra. À mesa começo a ter uma boa noção do que são maneiras e preceitos; já sei que não se fala de boca cheia mas gosto de provocar os meus pais pedindo-lhes para eles falarem assim que metem uma garfada à boca. Sou perito em descascar clementinas à moda do campo, o que deixa o papi muito inflamado de orgulho e a mami a contorcer-se porque fico com as unhas cor-de-laranja e a cheirar a citrino o resto do dia.

Já gosto de brincar ao faz de conta, ainda que com uma noção desequilibrada no que respeita a desempenhar papéis que subitamente me desinteressam ou aborrecem. Os meus objectos preferidos continuam a ser os carrinhos e ando sempre com um debaixo de vista. Neste momento só quero os que são iguais ao popó do Ricardo! Só é pena não serem pretos como o dele e não fazerem o barulho giro do pisca-pisca que o dele faz. No carro do Ricardo também já me revelei completamente autónomo no que respeita a sentar-me na cadeirinha; só tenho de esperar que me apertem os cintos.

Também gosto de vassouras, esfregonas e swiffers, mas geralmente a carta verde para brincar com estas coisas grandes é de muito curta duração. Grandes são as histórias que conto, onde gosto muito de inventar e dizer baboseiras pelo meio, o que me diverte grandemente porque ninguém (nem eu) consegue perceber o que estou a dizer.

De momento, preparo-me para enfrentar talvez o maior desafio consciente destes 30 meses: oferecer todas as minhas chupetas ao Pai Natal para ele levar para os meninos da África que fica em Angola. As chupetas da escolinha já estão as duas na botinha do Pai Natal que está pendurada na árvore… faltam as de casa… depois vão todas de avião ou de helicóptero, ainda não sabemos…

22/11/2009

Armar a árvore de Natal com muita emoção


Ontem armámos a árvore de natal. O papi foi buscá-la à garagem, mais a grande lata de biscoitos de cão onde se guardam os enfeites todos. As luzes estavam avariadas por isso ajudei o papi a por a coisa a funcionar. Fui muito prestável e gosto muito de ajudar neste tipo de afazeres. A mami depois completou a árvore espalhando as fitas, as estrelas, as bolas e as botinhas dos presentes. Hoje de manhã quando acordei e cheguei à sala fui logo plantar-me em frente à nossa bela árvore, em contemplação. Estou muito orgulhoso com este novo objecto cá em casa!

08/11/2009

Bye-bye, Nêzega


A Nêzega andava com um doi-doi grande há muito tempo… desde que voltei do Algarve! A Nêzega que era uma gata refilona por comida, já não pedia com insistência a ração dela e estava magrinha. A Nêzega adorava fiambre. A mami na semana passada levou-lhe um bocadinho de fiambre e ela agoniou-se. A mami disse-me que ela estava doentinha e que um dia destes ía ter de ir tratar o doi-doi dela. O papi comprou-lhe lata e ela já só lambia o molho. A Nêzega começou a dormir na cama da Anastácia nestes últimos dias e deixava-se estar quando eu me aproximava dela, coisa que nunca acontecia porque ela tinha medo de mim como o diabo da cruz. Agora que eu conseguia fazer festas à Nêzega sem que ela fugisse, agora que percebi que os gatos fazem ronrom, ainda que o dela estivesse muito entrecortado, logo agora, a Nêzega tinha de ir passear para curar o doi-doi. Não sei quando volta, mas quis is à janela fazer-lhe adeus e dizer "bye-bye, Nêzega".

01/11/2009

Halloween? - é "horriviel"!

Eu e a mami passámos o sábado 31 de Outubro sozinhos, porque o papi esteve a acabar as obras da loja nova. Fomos às compras de manhã e a mami disse que tínhamos de levar doces para dar aos meninos que hoje íam brincar às bruxas. Eu recebi a parte de termos de levar doces com grande entusiasmo e nem liguei mais à outra parte… Arrumei os pacotes de doçuras no carrinho e sempre que um deles resvalava eu ía compor, não fossem eles ficar mal tratados!


Já em casa e depois de arrumarmos as compras todas, a mami despejou o conteúdo dos pacotes para dentro de um alguidar e disse-me que íamos dividir aquilo tudo em saquinhos para dar aos meninos. Eu, que já tinha as minhas mãos mergulhadas nas gomas e nos chupa-chupas coloridos, olhei para ela de soslaio e disse com cara de mau "os meninos não!". Mas a mami ía enfiando os doces dentro dos saquinhos de plástico e limitou-se a responder que sim, que eram para os meninos das bruxas. Reagi de imediato, contra-argumentando:
- Saquinhos não, um M&M é muito bom!

Já à noite, a mami acendeu umas velas em casa, pôs-me um chapéu preto na cabeça e uma capa de bruxa pelas costas e disse-me que eu ía entregar os saquinhos aos meninos. Lá concordei e até sorri para a fotografia. Mas à medida que os meninos íam aparecendo, com toques abusadores de campaínha e a fazer uns barulhos estranhos, eu deixei de querer ir lá fora ter com eles sozinho e a mami passou a acompanhar-me. A gota d'água foi quando estávamos a jantar e tivémos de levar doces a um grupo de meninos que já não eram meninos: eram todos grandes, medonhos, com dentes e unhas tudo preto, e a falarem muito alto. Entrei em casa, tirei o chapéu, tentei desenfiar-me da capa e disse à mami:
- As bruxas é muito mau, é muito feio, é horriviel. O Tenha não quer mais!

Mas afinal, vêm tocar-nos à campaínha, interrompem-nos o jantar, aparecem todos mal vestidos com umas carantonhas de meter medo e ainda me levam os doces todos cá de casa?! Vão mas é fazer bruxarias para longe!

26/10/2009

O Tenha chega pinheiro!

Pois é! A minha mami quando estava em Viseu tinha mais tempo para alimentar este blog! E já me avisou que a frequência vai continuar baixa… Seja como for, já havia muito tempo que cá não vinha dar um arzinho da minha graça…
Estou diferente, sim, um menino muito crescido. Apesar de ainda gostar do triciclo, com o qual pedalo com grande energia, tanto para a frente como para trás, agora que herdei uma bicicleta do Noddy, sinto-me um verdadeiro ciclista e nem ponho em hipótese ir dar uma volta sem o capacete na cabeça.


Também me sinto muito à vontade com tudo e confiante nas minhas capacidades: já subo e desço as escadas com um pé só em cada degrau. Quero ser sempre o primeiro e insisto com o papi e com a mami que "o Tenha chega pinheiro". A mami diz que para ela chega o eucalipto, mas o papi diz que ela é um bocadinho toc-toc…
Já lavo a cabeça sozinho, o que me leva a, neste momento, já não me importar de a lavar dia-sim-dia-não. Já peço para fazer xixi e cocó na sanita, mas não é sempre - ainda! Já não engulo a pasta de dentes e cuspo e bochecho comme il faut. Sou eu que à noite dou de comer à Anastácia. O colete que levei para a praia em Portimão já o uso na piscina do Galitos para nadar sozinho, sem apoio do papi e da mami.
Também já minto, mas de forma deliberada. Geralmente tem a ver com situações de negociação difícil, que envolvem, por exemplo, a obtenção de um M&M extra ou mais um episódio de Thomas ou Ovelha Xoné antes de ir deitar.
Falo pelos cotovelos, numa vozinha de meio falsete, meio cana rachada. Já gosto de escolher os sapatos que vou levar calçados e sei bem explicar a sequência das coisas, usando o agora, o depois e o a seguir.
Já durmo sem grade na cama de um dos lados. Continuo a beber leite com flocos ao pequeno-almoço e já não uso biberão de todo: à noitinha como um iogurte dos pequeninos ou uma micro papa Cerelac. As minhas sestas também já são um bocadinho mais curtas, mas só um bocadinho.
A única coisa que não mudou foi a minha preguiça aguda à hora da refeição, que tem levado a paciência do papi e da mami aos píncaros do limite. A sopa, de que eu até costumo gostar, é sempre a priori rejeitada. E depois a papa envolve um esforço estranho, em que após a 2ª garfada começo a pedir ajuda. Portanto, já sei o que é estar de castigo, e quando é o papi a mandar-me ir para o quarto eu nem arrepio caminho. É o conforto da chupeta e da fraldinha e o facto de ficar de porta aberta a ouvi-los na cozinha que me recompõe e me leva a considerar que afinal a sopa não é assim um sacrifício tão difícil de superar.

06/08/2009

Super-hiper-mega férias


Estou de férias. Toda a informação detalhada está em Leite com Flocos, o meu novo diário de férias 2009 no Algarve.

20/07/2009

Festa da Rua de Sta Luzia 2009

Este ano já tirei mais partido disto de participar numa festa da rua que, pelo andar da carruagem, qualquer dia se transforma em mais um festival de verão, com bilhetes astronómicos e participações internacionais!


Este ano os meninos da rua prepararam um teatro, uma peça que tencionava contar-nos a história da carochinha mas numa versão pop à século XXI. Eu ía fazer de anão, um dos sete da Branca de Neve, mas os acepipes eram tantos e tão bons que preferi ficar à mesa, a beberricar Coca Cola e a experimentar de tudo. Claro que tenho as minhas preferências: o leitão não era mau, se bem que o papi costuma trazer um bem melhor!!! A entremeada também marchou. Batatas fritas, claro! As cenouras de conserva que a mami levou para a festa estavam um must e eu alambasei-me todo. Obviamente, as azeitonas também estiveram no meu cardápio e já sou um mestre a contornar o caroço. Mas a sobremesa é que foi do melhor: havia de tudo! Não havia doce nem fruta que estivesse a faltar nas mesas da nossa festa. Contudo… descobri que tenho uma especial predilecção por uvas verdes e vá!, dêm-me bagos inteiros para a boca que eu não me importo nada de mastigar as graínhas. Mas digo-vos: para o lanche não há nada que substitua um "pão do rabo" com manteiga.

21/06/2009

Uma ida a Famalicão


Lá fomos nós ver a Saga Maguina, o Gonçalo e o Sergio. O Sérgio continua bom moço, paciente (muito!) e anafado; a Sara lá anda, com umas baterias novinhas em folha, no seu pedal inesgotável, a brincar aos Kinder Surpresa; o Gonçalo está um menino crescido e parece puxar tanto a um lado como ao outro. O Vicente deu-se muito bem com ele e vice-versa. Não houve uma única discussão por causa de brinquedos e brincadeira não faltou, especialmente para o Vicente que, pela primeira vez, não dormiu a sesta!

14/06/2009

Até sempre, Tininha

Da memória recente fico com a imagem do Natal - em que me pareceu igual a si e à que sempre conheci - e com o registo sonoro da Páscoa, em que me pareceu cansada, como se acabasse de chegar de uma corrida. Da outra memória, aquela que evocarei sempre que o seu nome me ocorrer, virá a gargalhada sonora que lhe enchia a cara de rugas de expressão, os rápidos movimentos e trejeitos de cabeça, o ar hippie e a disposição peace and love, o cheiro a tabaco que sempre a acompanhou e a vida que a enchia e que dela transbordava sempre que tinha a família junta no Natal, ainda que na maior confusão e com a súbita falta de lugares à mesa para alguns.

Se remontar à primeira memória que tenho desta minha tia, contar-vos-ei que foi com ela que entrei pela primeira vez no liceu em que estudei, numa manhã (ou tarde?) em que ela passou pela 25 de Abril e me levou avenida acima com ela, de mão dada, num breve passeio a pé até à Poeta António Aleixo. Eu teria 3, 4 anos… ? Não me lembro de sair de casa, nem do que fizémos no liceu, mas lembro-me de, no caminho, pararmos para ver um carreiro de formigas eléctricas e de as seguirmos na expectativa de encontrar o seu destino.

12/06/2009

2º aniversário


O meu calendário já regista três 11s de Junho, mas eu ainda só faço 2 anos… tudo bem… consigo viver com mais esta trapalhada. Tive uma festinha pequena, mas muito atarefada. De tal maneira que os meus pais não conseguiram tirar-me nenhuma fotografia capaz, assim com ar de aniversariante. Fica esta, para verem como estou grande e com tendências ditatoriais :) Parabéns a mim, vá!

07/06/2009

Finalmente na Ria de Aveiro!



Fomos finalmente dar o passeio pelos canais de Aveiro e percebemos que chamar à cidade Veneza de Portugal é puro marketing carregado de pós pirlimpimpim. O guia da embarcação (segundo ele, um moliceiro!) lá ía dando uns pontapés na gramática e nos factos históricos, mas nós fomos fazendo os possíveis por lhe parecer turistas ignorantes. O chavalito era novo, coitado… Ainda assim, não deixou de ser um passeio muito agradável e diferente dos habituais.

02/06/2009

O que pensávamos nós?

Ora aqui está uma verdadeira foto de família! Daquelas que fala! Se bem me lembro, foi ao final de uma tarde de apanha da fruta em Paderne. Bons velhos tempos! Congelado o momento, tento adivinhar o que estaria a passar pela cabeça desta gente na altura do click. Começo da esquerda para a direita pelos que estão de pé:


- O Márinho, agarrado ao rádio tipo "relato", regozijava-se em silêncio (e noutro mundo que não aquele em que se encontram as restantes pessoas) com um golo acabado de marcar pelo Glorioso;
- O Tio Palminhas, remexendo os bolsos, procuraria em vão os Dr. Bayard que tinha deixado em casa (a que está nas nossas costas);
- A Madrinha oculta um grito e roga-me uma praga porque a terei pisado;
- A Babá pensa (definitivamente) na vida e no facto de no meio não haver nenhuma virtude, mas antes um grande aperto;
- A avó Isaura mede a barriga da minha mãe e pergunta-se se não virá aí mais um neto;
- A tia Beatriz, que pensa nos quilómetros que ainda tem pela frente até casa em Lx, acha que o João podia despachar o enquadramento;
- O Alfredo, com aquele casaco… não imagino o que pudesse ele estar a pensar…
- A minha mãe acha que o João podia despachar o enquadramento porque está cheia de calor e com um aviso de dores no joelho para daí a 25 anos;
- Eu pensava na sorte que tinha em ser filha única;
- O Rui preparava a próxima rasteira que me havia de passar;
- O João Luis, que não conseguia o ouvir o relato do rádio do meu pai, estava triste porque o Glorioso não marcava o tal golo;
- O João acharia bem mais interessante a mecânica do Ami8 do que a da máquina fotográfica.

26/05/2009

A minha 2ª Automobilia



Este fim-de-semana que passou levaram-me repetidamente para um sítio cheio de tralhas e estímulos em excesso para um menino da minha idade: a Automobilia!, que é aquele sítio onde se juntam muitos popós, alguns bem estranhos, outros menos mal e parecidos com o do papi. E motas que fazem muito baúio e brinquedos que são popós em caixinhas dos quais eu escolhi um popó igual ao do papi mas vêde… e rodas, havia muitas rodas e cores de todas as cores! Também lá havia um triciclo mas a mami diz que estava estragado. Este ano até avião tivémos a dar cambalhotas no céu, mesmo por cima de nós. Tanto baúio!! O papi, o Pêdo e o Nuno estiveram sempre a trabalhar! No fim, íamos às sandes de leitão que dizem ser tradição no ajuntamento de popós. O papi pediu uma Coca Cola, mas eu tive de o ajudar a chupar pela palhinha, mostrando-lhe como se faz com a boca e tudo! Coitado, é da idade… 



10/05/2009

De 2 a 16


Bahhhh! Isto de pedalar é para as meninas! Eu cá sou muito macho (e como todos os machos, teimoso que nem um macho!) e dou é forte e feio com os pés no chão para o triciclo andar. Esta encenação que aqui vedes foi a mami que pediu para a fotografia (pronto, ela é assim, gosta destas lamechices…). Eu nunca ponho os pés nos pedais, nem pensar!
Contudo, não foram os pedais que cá me trouxeram. Venho anunciar-vos que já conto até 16 (o total de degraus do maior lance de escadas cá em casa), mas que prefiro fazê-lo começando pelo 2. Na verdade, ainda não percebi para que se há-de contar a unidade, que me parece ser um verdadeiro desconsolo pela falta de conteúdo que representa. É que, reparem, se eu tivesse que descer ou subir só um degrau, por que motivo haveria de o contar?… Dahh!!
E, já agora, faço hoje os 23 meses, o que significa que estou finalmente a um mês de deixar a monotonia da unidade. É que o papi (a quem temos de dar um certo desconto porque está a um mês de assinar contrato com os "…enta") ensinou-me a responder a "Vicente, quantos anos tens?", deixando-me na humilhante situação de, a uma pergunta feita no plural, eu ter de responder no singular!!! E, quer dizer, né?, já não me bastava ter de suportar tudo isto, agora ainda querem que ponha os pés nos pedais?

23/04/2009

1 popó ou 2 cavalos?



Eu juro que já não percebo nada disto. Ainda não consegui perceber, todo este tempo depois, qual o popó da mami e qual o popó do papi. Ora é um, ora é o outro… O popó da avó é memeo, o popó do avô é axu e está na garagem e o do Cacu é pêto e entra-se pela frente. O do papi e da mami nunca sei qual é… assim é muito difícil!
Para além disso, um deles (um dos popós que eu não sei se é o da mami ou o do papi) foi para a oficina, e à custa disso ganhámos uma recompensa: o popó da Adriana, que é pêto, entra-se pela frente, é muito baixinho e faz muito baúio. Depois, um dia, foi-se o popó da Adriana e veio um tal de popó do tio Joge (que eu faço lá ideia quem é!) que é pêto, gane e alto. Hoje chegou outro popó, que é branco e muito diferente dos outros; e daquilo que percebi, está mascarado de dois cavalos, ou burros, ou qualquer coisa assim parecida… Eu acho que me estão a endrominar porque a mim ele parece-me mais um tractor…

14/04/2009

Infante D. Vicente


As idas ao Algarve dão nisto: palhaçada com os avós! Se o Infante sonha que o chapéu dele virou almofada para hemorróidas…

31/03/2009

Tenha, o meu nome é Tenha


- Vicente, tens cocó?
- Não!
- Ok… Olha, quem é que tem um grande cocó?
- Tenha!

25/03/2009

Cantigas e cores


Olá! Sabem que eu já vou cantarolando? Sou muito bom a terminar os versos cantados pelos outros, acrescentando-lhes a última sílaba. Sei alguns refrões como o "Ai-olé, ai-olé" e já conheço muito bem as cantigas do CD do Noddy. Também já vou identificando a maior parte das cores, em grande parte, graças às tampinhas que continuam a encher-me as medidas. Por isso, quando hoje a mami me perguntou de que cor era a minha camisola, eu respondi logo "eio" e acrescentei, com grande orgulho e agarrando as patinhas penduradas: "mémé".

13/03/2009

Faz de conta que sou feio


Ultimamente tornei-me perito em desgraçar as manhãs à minha mãe. Isto porque quando cá estiveram os meus avós, o avô Mário levava-me a passear o cão e, junto à ria, íamos para dentro de um barco brincar. A minha mãe não me leva para dentro do barco e eu fico muito zangado, atiro-me para o chão e tudo, a gritar "Mami, tá-qui!". A estratégia dela foi a de deixarmos de ir passear o cão para o lado da ria, ficando antes pela rua de santa de luzia. Mas aí eu quero ir para o parque de onde não quero sair mais e a minha mãe tem de me arrancar à força do escorrega porque senão chego à escolinha muito tarde. Para além disso, não gosto de lhe dar a mão quando atravessamos a rua o que a põe furiosa, a dizer-me que sou feio. E, como se não bastasse, comecei também a fazer umas grandes birras quando ela me deixa na escola, agarrando-lhe a mão com toda a força e a gritar "Mami, tá-qui!". Por isso, acho que agora vou estar uma temporada sem ir passear o cão de manhã, para ir para a escolinha mais cedo, para chegar a tempo de apanhar os meninos todos a brincar na sala grande e me distrair mais facilmente. Mas eu não sou feio, só estou a fazer de conta!

21/02/2009

Vicente Cherokee


Eu estar assim com cara de índio triste porque minha tribo dizimada. Eu, grande chefe Palmo-e-1/4 estar tão revoltado que já nem querer saber da tira com penas para cabeça! Obrigar cherokee a sociedade diferente para usar sapato e camisola de gola-alta. Se pode!!! Meu cavalo ser preto, chamar Perna-Coxa-Anastakio e não querer fazer fotofolia. Andar à procura de pasto! E não trazer cachimbo da Paz! Eu não fumar!

05/02/2009

Confusão do Vicente

Esta semana, pela primeira vez, o Vicente tentou deixar de chamar "cão" à Anastácia, chamando-a pelo nome. O resultado de tal esforço foi um "Tania" sem acento circunflexo. Eu julgo que na Rússia também há Tânias por isso considero o resultado bastante satisfatório e sinto-me muito orgulhosa! Para além desta confusão há outras não menos engraçadas: Teresa é "Têta" e casca é "caca". "Pocopo" tanto serve para Pokoyo, como para xarope, como para sabonete, como ainda para computador. O que nos vale é que há sempre um dedo indicador bem espetado.

20/01/2009

Em formação


Xiii, isto é que foi uma temporada sem aparecer! Pois bem, o que há de novo? Ohhh, tanta coisa que nem me lembro! Por exemplo, gosto muito da palavra arrumar. Quando chego com a mami das compras gosto de a ajudar a levar os sacos para a despensa e a tirar as coisas de dentro dos sacos para as por nas prateleiras. Mas também é muita giro voltar a tirar das prateleiras e por tudo outra vez dentro dos sacos!!!… A minha mãe desta parte já não gosta tanto…
Mais… Ah, faço um grande esforço para calçar os sapatos ou as pantufas sozinho, mas ainda não consegui perceber bem como é que se faz. Já como sozinho: se me derem uma colher, como tudo o que aparecer pela frente, até aquilo que daria mais jeito comer à mão! Mas também começo a sentir um certo fascínio pelos garfos do papi e da mami, só que eles ainda não me deram nenhum para a mão!!! :( …
Bem, também já lavo os dentes sozinho, procedimento que tenho bem decorado: primeiro, chupa-se a pasta toda que houver na escova (a minha mami é uma somítica - põe tão pouquinha!), depois estica-se a escova de volta à mami e pede-se MAI!. Como a mami não põe mais pasta na escova digo AHHHHHHH e deixo-a a ela escovar os dentes de baixo. Depois, quando ela se prepara para escovar os de cima, tiro-lhe a escova porque tenho cócegas no céu da boca e faz-me muita impressão. No final, estico a língua para fora da boca para a escovar também.
Gosto muito de pintar com os lápis de cera. Também gosto de os por na boca, mas aquilo desfaz-se tudo, fica com uma consistência estranha e eu ainda não consigo cuspir muito bem. Gosto especialmente do lápis preto, com o qual risco tudo o que a mami ou papi desenharem no 'papeu'. Bem, eu não risco, eu completo! porque eles não desenham nada de jeito! É uma vergonha. Eu cá farto-me de desenhar pipius e bolas. Já digo 'memeo' (amarelo), mas tanto faz o lápis ser amarelo, azul ou vermelho: é sempre 'memeo'. Acho que amarelo significa o mesmo que lápis, não sei bem…
Gosto muito de 'pimpinhas' (tampinhas). De todas. Das grandes, como a do balde do lixo, ou das pequenas como a da amostra de creme de pôr no rabo. Gosto de encaixar tampinhas umas nas outras e de as enfiar nos buracos em que elas cabem. E é demais: as mais pequenas cabem em tanto sítio e há tantos cá por casa! Porque se me disserem para arrumar, arrumo tudo!
Também continuo a gostar muito da piscina. Agora bato os pés como um nadador e já dou aos braços quando quero mudar a direcção do homem do leme, que normalmente é o papi.
Do que eu não gosto: 1) de lavar a cabeça, acto que me deixa verdadeiramente infeliz; 2) de cortar as unhas dos pés, acto que me põe desesperado, a gritar como se me esfolassem vivo; 3) de assumir que tenho um pestilento, nauseabundo e nada discreto "presente" na fralda e que é preciso ir mudar, dizendo NÃO sempre que me perguntam "Vicente, tens cocó?"
'dá tá!'