14/06/2009

Até sempre, Tininha

Da memória recente fico com a imagem do Natal - em que me pareceu igual a si e à que sempre conheci - e com o registo sonoro da Páscoa, em que me pareceu cansada, como se acabasse de chegar de uma corrida. Da outra memória, aquela que evocarei sempre que o seu nome me ocorrer, virá a gargalhada sonora que lhe enchia a cara de rugas de expressão, os rápidos movimentos e trejeitos de cabeça, o ar hippie e a disposição peace and love, o cheiro a tabaco que sempre a acompanhou e a vida que a enchia e que dela transbordava sempre que tinha a família junta no Natal, ainda que na maior confusão e com a súbita falta de lugares à mesa para alguns.

Se remontar à primeira memória que tenho desta minha tia, contar-vos-ei que foi com ela que entrei pela primeira vez no liceu em que estudei, numa manhã (ou tarde?) em que ela passou pela 25 de Abril e me levou avenida acima com ela, de mão dada, num breve passeio a pé até à Poeta António Aleixo. Eu teria 3, 4 anos… ? Não me lembro de sair de casa, nem do que fizémos no liceu, mas lembro-me de, no caminho, pararmos para ver um carreiro de formigas eléctricas e de as seguirmos na expectativa de encontrar o seu destino.

1 comentário:

Anónimo disse...

Lindo!! ainda bem que ficas-te só com as recordações boas.
Babá