
Pois, esquecemo-nos de dizer que o Vicente fala pelos cotovelos! Há quem diga que nunca viu um bebé falar tanto… Para além das coisas que ninguém entende mas que para ele parecem fazer todo o sentido (porque faz um uso cuidado da pontuação e todas as suas "frases" possuem uma entoação) pouco depois dos 12 meses começou a dizer /dá/
, tanto para significar "dá" como para "toma", conforme a mãozita esticada esteja vazia ou tenha objectos, respectivamente. Pouco tempo depois, surge o /dá-tá/ que inicialmente era usado para "já está" mas que mais recentemente serve também para "já chega". Para além dos sons do cão e do gato, /hum-hum/ ajudado por uns valentes solavancos dorsais, e um aspirado /hehh/, o Vicente já sabe distinguir o galo /qué-qué-qué/ da galinha /pô-pô/.
Também sabe dar as horas como o relógio de parede /tum-tum-tum…/, mas normalmente fica-se por uma badalada a menos.
Porém, de tudo, o melhor foi quando o Vicente aprendeu /papi/
, expressão que emprega sempre que sente o pai por perto mas não o vê, dando-lhe mesmo a curiosa entoação de uma interrogação /papi?/, como quem pergunta "onde estás?" Esta semana o Vicente estreou-se com /mami/ e o meu coração inchou de tal maneira que até me faltou o ar.
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