E agora que tem o papel na mão que o comprova, arrumou finalmente a casa (eu já lá estive 3 vezes e nunca a tinha visto assim!), encheu-se de brio e decidiu abrir portas à família. A cama é boa e mto fofa - posso já adiantar a quem precisar de alojamento por lá. Não levem muita gente convosco para jantar porque só há 4 cadeiras (há um banco, mas dá jeito mantê-lo na cozinha por trás da porta, com o balde do lixo… Ah! e há um outro mas é mto alto, e tem lugar cativo junto à janela - é para os fumadores!). De resto, está tudo muito bem. Se preferirem fazer o jantar no terraço (parece-me que já lá há um barbeque preparado para o efeito), os muretes das floreiras servem para sentar um regimento de infantaria inteiro. No meio do terraço há uma cisterna, com sistema de recuperação das águas da chuva, mas que ainda não está devidamente protegida, por isso não levem miúdos daqueles que espreitam tudo e que atiram coisas para os sítios mais improváveis. Se preferirem ir durante a hora do almoço, há uma espreguiçadeira e, se o tempo estiver mesmo bom, certamente dará para dar um mergulho na cisterna…




Para compor o ramalhete da apresentação deste novo apartamento à vossa disposição na Rua Francisco Stromp em Lisboa, falta apenas dizer o seguinte:
- quando se abrem os cortinados da sala parece que estamos de frente para a montra da Imaginarium ou junto de uma banca de feira repleta de gomas, tal não é a profusão de cores: em primeiro plano os intensos laranjas de uma bomba de gasolina da Galp e em segundo os vários tons de verde e amarelo do imponente Alvaláxia;
- a garagem tem lugar para montes de carros e dá para as grávidas sairem e entrarem à vontade da e para a viatura;
- há um lobby (não é um hall qq) entre a porta do elevador e a do apartamento, personalizado pelo moço, com uma placa de cortiça com uma amálgama de grandes momentos da sua vida; isto é bem pensado porque é uma pré-apresentação: se alguma das manifestações que lá se encontram expostas não for de encontro às vossas inclinações religiosas ou políticas, escusam de tocar à campainha;
- o prédio tem apenas 3 andares, mas o elevador leva-vos até ao 6º… (ou 9º?) para um espaço extra-arquitectural onde certamente vos aguardam experiências únicas e transe-itórias, mas que já não são do domínio absoluto do moço…
Bem, palavras para quê? Passem por lá e alapem.
Só assim poderão comprovar que o que digo é mesmo verdade!
Cheers!
1 comentário:
Catarina- Excelente descrição!! Muito apelativa. Achas que dá para aparecermos mesmo que o dono não esteja por lá??
Ricardo- Bela casinha, sim senhor, e pelo que se vê nas fotos bom gosto na decoração! Parabéns!
Queria era ver uma foto dos grandes momentos da vida do moço, ou não fosse eu uma cusca de primeira!!!
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