31/10/2017

Zombie & Zombina

Mais um Halloween passado na Lindaterra.
Coisa muito séria por cá, ao contrário de Portugal, onde por esta hora alguém nos está a atirar um ovo podre contra a porta de nossa casa porque, como é óbvio, ninguém lá está para dar doces e, por isso, o sinal de disponibilidade para brincar ao Halloween (a abóbora iluminada) não está lá fora.
É triste, mas nós por cá vamos festejar na mesma e desejar uma morte lenta e muito dolorosa aos anormais que, em Mataduços, ainda não aprenderam as regras deste jogo tão simples!


14/10/2017

Oxford

Oxford.
Matriculation Day.
O dia em que os novos estudantes são recebidos na academia com uma cerimónia tão formal quanto a de formatura. Estudantes de traje e respectivas famílias por todo o lado! As ruas da cidade estavam à pinha! E dos restaurantes nem se fala!

Mas valeu bem a pena, especialmente a visita à grandiosa sala renascentista que serve como cantina e que inspirou os produtores de Harry Potter!



30/09/2017

Síndrome do emigrante


Mãe, preciso urgentemente de umas peúgas com gripe!

23/09/2017

Em Setembro, desmembro

De regresso a Londres.
O regresso à escola e um intensificado stress com a preparação para os exames de entrada nas escolas secundárias. A Tiffin Boys, a uma hora de casa, é praticamente impossível: é uma das cinco melhores escolas do país e pelos exemplos de exames de anos anteriores, o nível de inglês é para quem está exposto a este contexto há, seguramente, mais de dois anos. Mas nós vamos à mesma, porque vai servir de treino para a Twyford, onde há 19 vagas para aptidão musical (e cerca de 300 cães para este osso)
O 65 deixa-nos mesmo à porta da Tiffin Boys. O sistema é rigorosíssimo, com atribuição de cores, crianças e respectivos pais com numeração própria e distribuídos por filas identificadas por letras. Só se entra quando os portões abrirem e as filas formam-se e os candidatos multiplicam-se e, em menos de nada, todo o muro exterior da escola, a toda a volta (estamos a falar de um grande quarteirão) desaparece, tapado por centenas de graúdos a testar uma última vez a tabuada a centenas de miúdos, todos estes, com toda a certeza, excelentes alunos.


O que vale é que, no fim de Setembro, tivémos com que desanuviar e, independentemente dos ataques terroristas em Kensington na zona dos museus, lá fomos até ao V&A experimentar coisas estranhas e interactivas no London Design Festival.


22/08/2017

Férias de Verão, Portimão

Portimão significa avós, praia e piscina.
E também, mais esporadicamente, os filhos das amigas da minha mãe que, com a sorte que tenho, são meus amigos também. Portanto, se puder andar com eles, tanto melhor!
Claro que experimentar uma aula de surf é sempre um programa benvindo, mas só se eles vierem!


O mesmo se aplica às idas ao Slide & Splash, de onde só saímos quando as filas para os escorregas fecham todas!


Mas Portimão agora significa também Gustavo, que ao pé de mim parece um copo de leite com uma pinga de mel, enquanto eu sou um genuíno UCAL.



O meu priminho mantém-me tão ocupado que os meus pais aproveitam para dar uns giros sem mim. Portimão é bom para toda a gente!


31/07/2017

Férias de Verão, Lisboa — Like, Dislike!

Na nossa ida rumo ao sul decidimos parar por Lisboa dois dias e fazer um bocadinho de turismo — só um bocadinho!
Como na capital somos "mais que as mães", não há como não encontrar membros da família (LIKE!), por isso, algumas actividades foram mais divertidas do que o esperado.
Para compensar a desilusão que foi para nós a tão badalada exposição "Lisbon Story" (DISLIKE!), a subida ao Arco da Rua Augusta foi bem divertida: primeiro porque só há umas escadas estreitinhas do tipo caracol para se chegar mesmo lá ao cimo, escadas essas que são controladas por uns mini-semáforos (porque ora se sobe, ora se desce) mas que, ou estavam dessincronizados, ou ninguém os respeitava, porque sempre que ficava verde para nós subirmos, havia sempre quem se pusesse a descer e, das duas uma — ou nos espremíamos para passarmos uns pelos outros sem virmos todos escadas abaixo, ou então tínhamos de voltar a descer o que já havíamos subido (porque algumas das pessoas que desciam quando era para nós subirmos já deviam ter sido tão espremidas quando elas próprias tentaram subir que o cérebro se lhes vazou e já nada tinha lá dentro). Mas nós conseguimos chegar lá acima e, para celebrar, tocámos o sino que lá está tantas vezes e tão sem descanso (LIKE!) que, em menos de nada, tínhamos os outros turistas (turistas como nós só que apáticos da espremidela das escadas à qual nós, valentemente, havíamos resistido) a olhar para nós… apáticos.




No dia a seguir rumámos a Belém. Fomos todos contentes apanhar o eléctrico à Praça da Figueira, mas o eléctrico que tínhamos de apanhar para Belém não era um eléctrico daqueles de antigamente. Ficámos novamente muito desiludidos (DISLIKE!).
Quando chegámos, passámos vistoria à fachada dos Jerónimos de lés a lés, visitámos o museu da Marinha (LIKE!) e depois de almoço fomos assistir a uma desastrosa/pirosa sessão de conteúdos infantis no Planetário (DISLIKE!).
Quando finalmente de lá saímos, claro! —família à nossa espera! (LIKE!)



No regresso a casa tivémos um pequeno problema na estação de metro do Cais do Sodré onde nenhuma máquina de pagamento parecia estar a querer colaborar com o cartão de débito. Tivémos de ir ao guichet de atendimento e esperar que o senhor que lá estava terminasse a sua sandocha para nos atender (DISLIKE).
Acabámos a excursão por Lisboa a jantar com os meus tios e com o meu primo Gustavo (LIKE, LIKE!). O meu tio ainda me levou ao Estádio da Luz e presenteou-me com um cartão de sócio só para mim. Com o meu nome e foto e tudo! (LIKE!, LIKE, LIKE!)



27/07/2017

Férias de Verão, Aveiro

Cheguei a Portugal para o Verão!
O dia de chegada para férias é sempre um dia espectacular, independentemente do tempo que estiver ou da quantidade de familiares e pessoas amigas com que vamos conseguir estar: é o primeiro das férias e, por isso, estas parecem ainda ser muito grandes. Até a viagem de avião parece ser mais curta!
Normalmente, no primeiro dia de férias não consigo estar com nenhum dos meus amigos, a não ser que os encontre por estranho acaso. Mas no dia a seguir, que é igualmente excitante por ser apenas o segundo dia das férias, começo logo a receber solicitações: um encontro matinal para a despedida da Sara e do Pedro. Tal como nós, também vão deixar Portugal e tal como eu também vão para uma escola onde só se fala inglês mas, ao contrário de nós, não vão estar no mesmo meridiano de Portugal porque vão para Perth, na Austrália.


Ao terceiro dia, que também é um excelente dia porque ainda é só o terceiro, convidámos o Afonso e a Mariana para passarem o dia connosco. Dadas as minhas competências a lavar carros, rapidamente convenci a minha mãe de que poderiamos os três lavar-lhe o carro sem a apoquentar durante, pelo menos, 3/4 hora... E assim foi! Deixámos o carro impecável em todas as superfícies por nós esfregadas. Ficou apenas com uma faixa de pó que começava na base do pára-brisas, percorria o centro do tejadilho e terminava na parte cimeira do vidro de trás, a que nós não chegávamos, obviamente. Mas estava muito racing e a minha mãe não se importou nada (claro que se o meu pai estivesse por perto, o carro tinha ido logo, direitinho, para a lavagem automática mais próxima, mas ele ficou em Londres, por isso damo-nos ao luxo de poder fazer estas lavagices).


O serviço rendeu-nos a cada um 2€ para um gelado na praia, para quando precisássemos de nos refrescar, depois dos muitos banhos de água perfurante até ao osso.


15/07/2017

Hobbledown

De vez em quando combinamos uma coisas com os nossos amigos de Aveiro que moram em Kingston, no fim da rota do 65. Desta vez fomos a Hobbledown, um misto de quinta pedagógica exótica e parque de aventuras, a sul de Londres.
Fomos equipados com toda a tralha de um piquenique tuga, ao qual não podiam faltar a bola de carne e o vinho tinto!


Passámos um dia grandioso, especialmente porque os graúdos não aborreceram os miúdos e os miúdos não quiseram saber dos graúdos. O parque é enorme mas fechado, e as actividades são tantas que não há momentos de monotonia.
As casas dos gnomos são particularmente interessantes: têm aquilo que toda a gente vê, e que são passagens aéreas em tubos de arame que as ligam entre si; mas têm também aquilo que ninguém com mais de 1,5m imagina que exista— túneis subterrâneos, pelos quais podemos também desaparecer de uma casa e aparecer noutra, do outro lado da "vila"! Foi sempre a explorar!



Depois, houve o rolar num tubo insuflável, sempre a ritmos diferentes e, por isso, difícil de controlar o equilíbrio.



Finalmente, o momento mais emotivo de toda a tarde: o trilho aéreo que termina numa linha de rappel! O Vicente mostrou-se muito lesto e tirou do seu tempo para ajudar uma das amiguinhas que não se deu bem nem com as alturas, nem com o chão bamboleante.



09/07/2017

Mon ami Melvile

Eu já vos tinha dito que o Melvile é meu vizinho… é Francês, mas nasceu e sempre viveu em Londres. E não diz os érres. Somos grandes companheiros de correr atrás da bola. Mais recentemente descobrimos que ir ao parque pode ser para bem mais do isso, como trepar árvores e usar os dispositivos de fitness. Mas ele e a família vão voltar e viver em Bordeaux... A shame my fuend Melvile is going back to Fuance. We love climbing tuees after uuning the mauathon togetheae!


04/07/2017

02/07/2017

Síndrome do emigrante



Mãe, o Nikolaus tem tantas alergias que na nossa sala de aula temos uma folha na porta com a lista das coisas que ele é alérgico a.

25/06/2017

Kew, one last time

A nossa membership de Kew Gardens está a expirar e Kew é tão grande que ainda temos uma boa parte para ver e explorar.
Faço um certo sacríficio sempre que é para ir a estes sítios, mas desta vez Kew revelou-se um mega jardim cheio de desafios interessantes!
  • Andei por cima e por dentro de troncos enormes que, em conjunto, definiam um trilho enorme; 
  • Trepei árvores enormes em altura e entrei para dentro das copas de árvores enormes em largura;
  • Entrei em réplicas aumentadas de tocas de texugos e percorri os seus interiores ramificados e labirínticos;
  • Lanchei sentado à mesa do Chapeleiro Maluco, versão também gigantesca;
  • Atravessei a ponte do grande lado, ponte essa cujo corrimão não dá para... por a mão a correr!

Como despedida de Kew, não foi nada mau!
Agora, por favor, já chega de parques e de jardins!

22/06/2017

A Arca de Noé, uma grande produção de Ealing

Aqui em Ealing há uma escola de música que tem muitas ligações com as escolas primárias da zona e que conta com a colaboração dos alunos para as suas produções (também sempre aqui em Ealing!).
Este ano prepararam a ópera Noye's Flude e eu, entre muitos outros meninos e meninas de Ealing, fui convidado a integrá-la. As crianças eram responsáveis por representar os animais e eu era um rato…

12/06/2017

Um fim-de-semana inesquecível: a grande prenda

De volta à nossa quase casa.
Só então recebi a prenda dos meus pais: um drone!
Mas dos que faz flips!


11/06/2017

Um fim-de-semana inesquecível: o dia do casório, do baptismo... e dos meus 10 anos!

No dia 11 de Junho, partimos para sul bem cedo, rumo à terreola, algures para as bandas de Torres (Novas ou Vedras?) em que o meu tio Ricardo se ía casar. Fui todo aprumadinho, com sapatos novos e tudo!


A noiva chegou com hora e meia de atraso (que é como manda a lei dos casamentos!), mas toda gira e vaporosa! E o diácono, que além de casar os meus tios, ainda ía ter de baptizar o meu primo, e depois disso um importante almoço de família, estava já muito impaciente.

Feitos os discursos e concluídas as leituras, chegou o grande momento: o do anel! Imagine-se que estava eu responsável por tal serviço! E imagine-se ainda que os anéis estavam atados com lacinhos e laçarotes que eu não consegui desatar! Oh mãe, isto não sai!, disse eu baixinho (mas parece que toda a gente ouviu).




Depois, assisti ao baptismo do meu primo Gustavo, que também estava vestido de noiva. Basicamente, o diácono despejou-lhe uma porção de água fria pela cabeça abaixo e o puto ganhou automaticamente uma nova credencial. Não percebi bem o que se passou, mas imagino que daqui por uns anos seja bom para o Linkedin dele...


Finalmente, atirou-se o arroz (que àquela hora eu bem que preferia ver no prato e não espalhado pelo chão!). Rumou-se a uma quinta, comeu-se uns aperitivos, abri alguns presentes (parece que algumas pessoas se lembraram de que o dia 11 era, afinal, o dia dos meus anos!), ganhei uma baliza, que imediatamente montei no relvado, e joguei à bola o dia todo, a não ser quando me chamavam para tirar fotografias, daquelas que tem mesmo de ser.



Têm tanto que ser que até o meu pai se deixou fotografar!


Depois, mais ao fim do dia, foi necessário sentar à mesa e fazer (finalmente) uma refeição de faca e garfo. As minhas preces haviam sido ouvidas: havia comida que nunca mais acabava. Estávamos nós em plena sobremesa, quando o DJ põe um "Parabéns a Você" a tocar, todos os 90 e tal convidados se levantam para cantar e um dos empregados desliza por entre as mesas com um bolo de velas acesas, na minha direcção.


O bolo tinha 10 velas e era para mim!
E todos os convidados cantaram o meu nome!


Soprei as 10 velas de um só sopro. 
Abraços, beijos e mil mãos a apertar a minha.
Eu nem sabia o que fazer ou dizer... talvez ir jogar à bola? Talvez ir espreitar o Gustavo que já deve estar farto de dormir?
O dia terminou com a pista aberta e eu perdi a vergonha quando a minha mãe me arrastou para dançarmos o Despacito. Depois, os noivos partiram o bolo e a noiva atirou o bouquet. Por esta altura (já devia ser dia 12) eu já não dava bem conta dos recados todos, mas acho que foi a minha avó quem o apanhou!


Resumindo, foi um dia espectacular!
"Mãe, estou cheio de sono, mas nunca me vou esquecer do dia dos meus 10 anos!"