28/04/2015

Primeiro momento de avaliação aberto ao público

Desta vez foi a sério.
Conta para avaliação e tudo!
Na minha primeira audição de viola d'arco toquei o Schven Fock Son (French Folk Song), sem me enganar e a acompanhar o piano do professor!
Palmas para mim!!!


18/04/2015

Embriocardio


1º Acto — Anunciação

 

Cena 1

Sexta-feira, no restaurante, para jantar, mesa redonda, António, Catarina, Vicente, Adriana e Formosinho. António, desafiador, inicia diálogo com Vicente, distraído a petiscar tostas, broa e carapauzinhos fritos.

António: Então, Vicente, sabes que a mami agora tem dois corações a bater?
Vicente: Como é que sabes isso?
António: Vi, num exame que um doutor fez hoje à mãe.
Vicente: Viste o quê?
António: Que a mãe tem um coração pequenino, novo, a bater.
Vicente: Posso comer mais um carapau?… Metade?

Cena 2

António retoma o diálogo com Vicente, agora proibido de continuar a malhar nas entradas.

António: Ouviste o que eu disse?
Vicente: Que a mami tem dois corações? Ouvi! Onde é que estão os dois?
António: Está um aqui (levando uma mão ao peito), onde sempre esteve, e está um novo, pequenino, aqui (levando uma mão à barriga).
Vicente: Porque é que a mãe tem dois corações? Eu também quero!
Todos: Não podes.
Formosinho: Tu nunca hás-de ter dois!

Vicente olha para todos, um por um, frustrado, nitidamente sem perceber de que se está a falar.

Vicente: Porquê? Mãe, tu tens dois corações a bater?
Catarina: Sim, um é muito pequenino...
Vicente: Eu também quero!
António: Para que queres tu dois corações?
Vicente: Olha, para ter muita saúde!

Cena 3

Vicente retoma a discussão.

Vicente: Há mais pessoas com dois corações?
Todos: Claro que sim!
Vicente: E com três?
Todos: Sim!
Vicente: E com quatro?
Todos: ... Sim.
Vicente: E com cinco?
António: Hmmm...
Formosinho: Ehrrr... Ssssssim...
Adriana: Claro que há!
António: Mas é raro!

Cena 4

António tenta encerrar o assunto, solicitando a atenção de Vicente, virando-o para ele.

António: Olha lá, onde é que as pessoas têm o coração? É no peito, não é?
Vicente: Sim.
António: E quantos corações é que cada pessoa tem?
Vicente: Um?
António: Certo. Então, se a mãe tem o dela no peito, de quem é que tu achas que é o pequenino que ela tem na barriga?

Todos observam, expectantes, a reacção de Vicente…

Vicente: ... de um bebé?

Vicente vira-se para trás, olha para Catarina com um ar... indescritível, e conclui:

Vicente: Mas não pode ser! A mãe nem sequer está grávida!



2º Acto — Macaquinhos na cabeça

Cena 1

Os três no carro, de regresso a casa, já jantados.

Vicente: Então, quer dizer que o bebé só nasce daqui a 8 meses?
Catarina: Sim.
Vicente: Ohh, eu queria que fosse já amanhã!…
Catarina: Não, será em Dezembro. Vai ser o nosso Natal.
Vicente: Ahn?? Então não vamos a Portimão?
Catarina: Será difícil, não contes muito com isso!
Vicente: Então e o avô e a avó??
Catarina: Vêm cá acima passar o Natal connosco.
Vicente: Ah, bom!

Vicente: E como é que se vai chamar?
António: Cristiano Ronaldo.
Catarina: Nem pensar, quem escolhe o nome sou eu!
Vicente: Não! Quero ser eu a escolher! Messi?
Catarina: Não!
Vicente: Hulk?

Cena 2

Vicente enfiado na cama, despedida de boa noite.

Vicente: Mãe, em que quarto vai ficar o bebé?
Catarina: Tu não disseste ao papi que queres ficar com o quarto cor-de-laranja?…
Vicente: Então vai para o outro quarto?
Catarina: Pois…
Vicente: Porque é que não pode ficar aqui, no meu?
Catarina: Os bebés acordam muitas vezes de noite, no início acordam de duas em duas horas…
Vicente: A sério? Porquê?
Catarina: Para comer. Acho que não ías gostar de ter um chorão a berrar-te aos ouvidos aqui ao lado.
Vicente: Mas se ele for para o quarto ao lado eu vou ouvi-lo à mesma! Não o podes levar para mais longe?

12/04/2015

Casa da Música - open day


Démos a volta ao edifício, espreitámos os cantos todos, até a sala VIP. Só ficou a faltar ir à sala Suggia que, pelos vidros ondulados, nos deixou com muita curiosidade.

05/04/2015

Páscoa num sistema solar diferente

… no Algarve, claro! Os meus avós têm muita sorte por viverem neste sistema solar em que está quase sempre sol e onde quase sempre há primos dispostos a brincar.
Tive direito a primeiro banho do ano (seguido de dezenas de outros), a campeonatos de body-board e a outras jogatanas de praia.
Pena ser sempre tão curto!



13/03/2015

1º Concerto, às escuras

O professor de instrumento do Vicente achou que ele já poderia participar numa masterclass com um especialista de Viola d'Arco. Lá foi o V ter uma aula especial com o Prof. David Lloyd. Parece ter corrido muito bem. Mas a masterclass terminava com um concerto de toda a classe de viola d'arco e o professor referiu que seria interessante o V assistir aos colegas mais avançados. Claro que sim! Sábado, 11:30. Mesmo em cima da hora do treino de futsal.

Lá fomos em família ao concerto de encerramento da masterclass. Não queríamos acreditar quando vimos o programa e vimos que a primeira actuação cabia… ao Vicente! Que nem tinha trazido a viola, porque vinha apenas assistir!


Felizmente, o professor deu a volta à situação. O "senhor Vicente" foi chamado ao palco, com uma viola XL emprestada,  seguindo-se-lhe uma tropa de mais quatro. Ele esteve a marcar o ritmo para os outros do nível dele (e que não era suposto actuarem!) poderem interpretar a obra que nesta imensa desorganização lhe cabia.


No fim, o Professor David entregou um certificado aos seus pupilos e o Vicente fez uma vénia desajeitada que foi muito aplaudida :)


11/02/2015

Pára-quedas que não abre

— Então, Vicente? Como é que arranjaste isso… tão simétrico?
— Ía a correr… foi uma pára-quedice!…


31/01/2015

Desenhar é…

… bom nas toalhas de papel dos restaurantes, mas uma seca no A5 dos TPC.


30/01/2015

Natal carnavalesco quase no Carnaval


O meu tio deu-me a t-shirt pelo Natal.
Só que o tamanho … havia de ser mais pequeno!
Levou a t-shirt de volta e nada de tamanho tal.
Semana após semana e… qual!
Pobre Ricardo, quase perdia o sereno!

Mas olhou para o lado e lá estava afinal:
A solução era o equipamento completo!!!
Fiquei a ganhar com vantagem abissal
A roupagem toda do campeonato actual
Em vez de um polo de outrora e obsoleto.

Visto-me a correr e assim na diagonal,
Não há tempo a perder, espera-me o corredor!
Fintas e remates e tabelas pela lateral
"Foi cueca!" e dá-se o golo esclarecedor…
Estou, sem querer, a brincar ao Carnaval.

27/01/2015

Mochila à prova de comentários

Há uns tempos atrás, as tias Nini e Guida ofereceram ao Vicente uma mochila muito original.
Como tantas outras, era uma mochila para fãs do Faísca McQueen, mas ao contrário de todas as outras, que apenas têm o personagem impresso, nesta, a própria mochila era o Faísca McQueen.


Foi muito usada no 1º ano, servindo tecnicamente para guardar tudo aquilo que os meninos do 1º ano guardam nas mochilas — além dos livros, cadernos, estojo e recursos para o lanche, guardava ainda:
  • folhas avulsas e amachucadas, com ou sem conteúdos,
  • recados para o encarregado de educação já fora do prazo e do contexto,
  • pedrinhas de tamanhos diversos,
  • lascas de vidro,
  • folhas de pimenteira e bagos de pimenta,
  • continhas "de diamante",
  • elásticos para o cabelo ("para ti, mãe!"), sabe-se lá vindos de que cabeça,
  • raízes,
  • barro em pedaços e em pó,
  • tocos de lápis de cor ou de cêra, de várias cores e formatos,
  • tubos de cola, já sem cola,
  • rolos de papel higiénico, sem papel higiénico, porque podem ser precisos para as actividades de expressão plástica,
  • restos de lanche (cuja antiguidade era impossível de apurar, mas cuja cor e cheiro apontavam para… semanas?)

A coitada da mochila rasgou em vários sítios, o fecho deixou de funcionar bem (depois de já ter sido intervencionado uma vez) mas!, o grande motivo para se ter de mudar de mochila não foi esse!

— Os meninos do 4º ano dizem que o Faísca é para bebés, mãe!

Agora o Vicente tem uma mochila… enfim, escolhida por ele. Sem bonecos, sem personagens, sem formas que não sejam as de uma mochila e sem nada que deixe transparecer a faixa etária de quem a transporta (mas que não é a de um bebé!).

É o fim!

14/01/2015

Onde está o Wally?

Dizem os mais sábios que há uma primeira vez para tudo.
Para mim, a primeira subida ao palco já foi, no Concerto de Reis do Conservatório de Aveiro, onde integrei o coro dos alunos de Iniciação.

Foi preciso fatiota especial: uma camisola verde e umas estrelas em papel branco (para uma surpresa, dizia-nos o professor). Antes do Natal, a minha tia Adriana ensinou-me a fazer flocos de neve em papel. Entre a geometria de um floco de neve e a de uma estrela a diferença deve ser pouca. Mas o nosso stock de flocos de neve estava curto, por isso a minha mãe fez mais alguns e aplicou-os na minha camisola.


Depois, já na actuação parece que estive bastante bem. Como fui a apenas um ensaio e nunca trouxe quaisquer lyrics para treinar em casa, a minha mãe achava que eu ía fazer de peixe, a abrir e a fechar a boca, para iludir o público… Mas não! Segui as canções [quase] todas!

E quando as luzes dos holofotes baixaram e a sala ficou às escuras, os senhores do teatro ligaram a luz negra e as nossas estrelas começaram a brilhar muito — o que me deixou muito intrigado com a física por trás deste fenómeno. Em boa verdade, enquanto todos os outros olhavam para as estrelas uns dos outros, eu era o único "Wally" a olhar para o que se passava lá em cima! Quem me encontra?


11/01/2015

S. Gonçalinho lá em cima

Desta vez, foi!
Uns amigos, daqueles que pagam promessas ao santo todos os anos, convidaram-nos para os acompanharmos na cavacada do padroeiro de Aveiro. E, como ao ceboleiro Vicente só faltava ir lá acima, enchemo-nos de desejos e fomos ajudar a despejar os 10Kg de cavacas por eles prometidas há um ano atrás.


Preocupado com o bem-estar de quem estava lá em baixo (tão propenso a rachar a carola com uma cavaca bem investida) o Vicente avisava sempre que as arremessava: "Senhores, lá vai uma!" E nisto, eis que dá com o grande amigo Afonso lá em baixo a acenar. Esqueceram-se os desejos, os avisos e os senhores: a pontaria foi ajustada e o Afonso passou a ser o grande alvo, mesmo quando já não o conseguia ver.


Depois, foi preciso tocar o sino, mas a altura e a força ainda são poucas…


Quando terminámos, o Vicente parecia estar a sair de uma trincheira onde tivesse acabado de explodir uma mina… de açúcar.


01/01/2015

Começando 2015…

1) Com uma mesa bem recheada e em alegre companhia… bem, "alegria" nem sempre é sinónimo de "sorriso rasgado", certo?  :)


2) Com uma micro LAN Party, quando todas as outras possíveis brincadeiras já haviam sido esgotadas e quando o sono já começava a transformar os mais jovens em monstros da madrugada.


23/12/2014

No topo…

… da fortaleza de Santa Catarina e da ameixeira dos meus avós.


21/12/2014

Ida ao Oceanário

Nunca uma ida a um contexto de "exposição" havia sido tão apreciada, tão vivida, tão explorada. Nem no Jardim Zoológico, nem no Museu de História Natural, nem no MoMA cheio de jogos electrónicos…
O Oceanário foi minuciosamente observado. Não houve recanto ou aquário que não tenha sido aproveitado na senda de identificar todos os bichos que teoricamente lá estariam dentro. De livre iniciativa. Os pés já me doíam e ele não largava os vidros. Foi muito bom.


E depois, para compensar as duas horas passadas na escuridão, fomos apanhar um solinho no "teleferno".


20/12/2014

Primos!!!

Fomos tão bem recebidos em São Pedro do Estoril!
Almoçámos muito bem e tivémos direito a uma tarde de sol desavergonhado, propícia a um conjunto de futeboladas e a atirar pedras de dimensões diversas para a ribeira lá mesmo ao lado. Ganhei uma prima pequenina que apenas conhecia pelas fotografias. À hora de ir embora a vontade era muito pouca. Não percebo isto de os primos estarem todos tão longe de mim…



07/12/2014

Perlim

Fomos a Perlim, uma quinta de fantasia e de natal que fica em Santa Maria da Feira.
À conta desta bela viagem:
— comi pela primeira vez algodão doce;
— vi teatro de marionetas e um outro com cowboys e bandidos e explosões e fulminantes;
— fiquei a saber o que é um Inatel;
— visitei o Castelo da Feira, transformado em País das Maravilhas, e nele entrei por um túnel estreito e muito íngreme, habitualmente fechadíssimo ao público, e que mais não era que o buraco por onde terá caído a Alice… só que ao contrário.


09/11/2014

Fim-de-semana a dois

— Vicente, vamos ao cinema?
— E comer pipocas?


— Vicente, vamos à Costa Nova beber um café, ver o mar e aproveitar o sol?
— E jogar à bola?


01/11/2014

Viola d'arco… Quoi plus?

Hoje fomos ao Porto com uma missão muito especial: ir à oficina de um luthier.
Chama-se Jean-Yves Matter. Tem uma forma estranha de falar que eu tive dificuldade em perceber, mas que me divertiu bastante. Sei que me fez algumas perguntas, pela entoação, mas limitei-me a rir e a esperar que o meu pai ou a minha mãe respondessem por mim. Preparou-me uma viola d'arco que é, agora, o meu mais "valioso" material escolar.


31/10/2014

Uma noite muito halloween!

Este ano, a minha tia Adrrrrriana tirou-se de seus cuidados e decidiu vir decorar-nos a fachada, de modo a que melhor pudéssemos receber os nossos compadres mortos-vivos. Tínhamos abóboras por todo o lado e fantasmas iluminados por LEDs e tudo!


Eu, Conde Drrrrrácula, voltei a sair do caixão e continuo com o mesmo mau aspecto do ano passado, o que muito me satisfaz. Portanto, de palácio devidamente decorado, lá fui eu, assaltar as casas da rua, antes de um suculento jantar de sangue O- e, já de barriguinha cheia, fui até à Fábrica da Ciência, onde havia laboratórios de coisas nojentas e peganhentas e cenários obscuros e medonhos para explorar. Pena estarem lá todas as almas penadas da cidade de Trrrrransaveiro… não deu para experimentar tudo…


25/10/2014

A primeira história

Acabei os trabalhos antes dos outros meninos.
A Professora não me deu mais nada que fazer.
Peguei na sebenta e decidi o improvável: inventar uma história (com um tema igualmente improvável: um tubarão doméstico que se pela por cogumelos).



O Tubarão que comia qualquer coisa
por Vicente Jacob

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18/10/2014

E venham mais quatro!

É melhor chamarem mais meninos para a vossa equipa.
Eu trato destes quatro…


11/10/2014

Snooker sneak

Há crianças que tomam o pequeno-almoço acompanhado de canal Panda.
Há outras que preferem a EuroSport, especialmente se houver torneios de snooker ou de bilhar.


— Isto é só uma experiência!
Lá veio a caixa com um jogo de bolas, o triângulo, o taco mais pequeno do salão e o giz, claro.
— O que é isso?
— Não sei, mas cheira a banana, vem cá cheirar.
Caloiro de nariz azul, com a praxe feita, está pronto a iniciar.
— Este taco é muito pesado!
— Pois, cuidado não rasgues o pano.
Lá foram entrando as bolas, uma a uma, umas mais ajudadas do que outras. Lá veio a rabeca socorrer no que o taco mais pequeno e o braço curto não conseguiam resolver. E, já cansado, lá enfiou a preta.
— Podemos voltar para a semana?


15/09/2014

RIP, Fortunato

Quarenta e cinco dias de vida.
Está na média. Alguns triops chegam aos 60, mas esses são os Felisbertos, ou os Gracianos.
O Fortunato Lopes deixou de dar cambalhotas há uns dias. A última muda de pele trouxe-lhe uma cor estranha, esbranquiçada.
Hoje decidiu que já chegava.
E nós decidimos que não! Enfiámo-lo num frasco com alcool e assim se tornou mais um na colecção de cadáveres que mantemos na família. Um dia destes fazemos um inventário!


12/09/2014

2º ano

E assim se inicia o segundo ano de escolaridade obrigatória: com uma gaveta cheia de material novo, acabado de chegar da América, exclusivamente para mim. Obrigado Avô Amadeu e Melita!