24/06/2012

Photo Booth

Fiz uma sessão fotográfica em casa dos meus avós. Para isso só preciso de um telemóvel e de alguma pontaria, coisa que não me falta.

A avó foi a mais fotografada. Tinha ido arranjar o cabelo e estava toda catita.


Depois fotografei o avô Márinho, com cara de avô Márinho. É tão engraçado, este meu avô!


Também apanhei a mami enquanto contava à avó as novidades do dia.


E por fim, fotografei o papi assim que ele chegou, mas com a câmara virada para mim…! Acho que saio ao avô Márinho… Só um bocadinho :)

19/06/2012

Encontro anual de Super-Heróis

Havia já coisa de um mês (ou talvez uns 4 ou 5…) que eu ansiava pela minha festa de anos de casa. Convoquei uma série de super-heróis e super-heroínas para a dita cuja. Foi bastante frutífera, senão vejam:

1) organizámo-nos no quartel-general, sempre bem camuflados e longe dos paparazzi que não nos largavam;

2) treinámos a nossa motricidade e demonstrámos uns aos outros o quão poderosos continuamos a ser;

3) distribuímos tarefas em reuniões ultra-secretas em que só podiam participar super-heróis em peúgas;

4) comemorámos o nosso encontro e o facto de termos conseguido delinear um plano de combate à insustentabilidade da comunidade em geral… 

5) … a implementar daqui a 20 anos…

Making of

Foram grandes e demorados os preparativos para a minha festa. Para além da limpeza do exterior que coube ao papi, da arrumação da garagem que nos coube aos três e da selecção de brinquedos que me coube a mim, houve ainda o bolo, cuja confecção a mami não quis assumir, mas cuja decoração não arriscou deixar em mãos alheias este ano. Foi uma estafa!

11/06/2012

Ontem tinha 4, hoje já tenho 5!

Ontem eu era pequenino, com quatro anos apenas. Hoje já sou grande, já tenho cinco anos e lá na escolinha o meu nome já mudou de sítio: agora está na coluna dos meninos mais velhos.

A mami e o papi prometeram-me que íam lanchar com os meus meninos à minha sala. Levaram um bolo, feito por mim e pela mami, e a Sãozita, a minha educadora, preparou as mesas e os meninos para que pudessemos cantar os parabéns e fazer um lanche de aniversário. A mami tinha decorado o bolo durante a manhã e eu ainda não conhecia o aspecto final com que ele me ía aparecer. Cobriu-o com chocolate e com bolinhas coloridas. Os meninos ficaram encantados e, apesar de sermos só quinze, não sobrou uma única fatia do nosso bolo de quase 3 Kg. Fiquei muito contente por eles terem gostado tanto. E os meninos tinham preparado uma prendinha para mim que a Sãozita me ajudou a montar: uma moldura com uma foto minha, bem recente! Mas… nessa foto eu ainda só tinha quatro anos… Vou ter de a mudar para uma em que eu já tenha cinco!

10/06/2012

Na rota da seda [parte 2]

Dividimos os casulos ao meio. Metade fica para observarmos as borboletas e os rituais de acasalamento que, desconfiamos, serão mais do tipo Gay Parade, visto que só tínhamos machos. A restante metade cozemos em água com uma pitada de sal. O papi fugiu desta nossa experiência como o diabo foge de coisas menos más. Eu estava tão entusiasmado que nem esperei pela mami. Chupei, curioso, o recheio preenchido de ovinhos de um bicho da seda. É assim tipo caquinha de santola, mas não sabe a mar. Não é mau, mas de certeza que faltariam outros condimentos para os transformar em verdadeiro petisco! Para a próxima recorremos à receita dos caracóis!

01/06/2012

Horta biológica

Foi tudo por causa do bambu. Como não arranjámos coisas igualmente exóticas que permitissem manter o equilíbrio do ecossistema (como um panda, por exemplo), a mami e o papi decidiram por um fim à nossa bela floresta tropical antes que ela tomasse conta da garagem e do quintal dos vizinhos. O papi batalhou durante vários fins-de-semana naquilo que rapidamente percebemos ser uma praga de raíz poderosa e tão densa como os toros de lenha que no Inverno pomos na lareira. Uma praga que conseguiu proliferar com viço na mais dura e impenetrável das terras de Mataduços — a do Lote 7. Partiu-se a enchada do vizinho, transformou-se o quintal em trincheira e o papi tem tido umas crises muito incómodas na cervical. Deixámos a coisa assentar, fomos apanhando os pequenos rebentos de bambu que ainda assim íam aparecendo aqui e ali e, quando percebemos que os rebentos haviam desistido (pelo menos, aparentemente) decidimos arrumar o lixo, desfazer a trincheira e aproveitar os buracos para coisas mais "úteis". Ajudei a repor o gramão que, justo, pagou na mesma moeda do pecador. Reservámos a zona mais sombria para a implementação de uma horta biológica.

Começámos pela salsa e pelos coentros e logo a seguir os feijões que trouxe de casa da minha avó e que fiz germinar no húmido do algodão. Plantámos alecrim, caril, manjericão, tomilho, oregãos e bela-luísa. Semeámos alfaces, couves e bróculos que já estão a fazer brotar umas folhinhas verdes pequeninas. Estamos muito entusiasmados com a ideia. Rego a horta todos os dias ao final da tarde, num compromisso inadiável, mesmo que me molhe todo e que os mosquitos me encham de gordas babas nas minhas áreas mais suculentas (que não são muitas e que, talvez por isso, eles gerem e partilham com grande mestria). Ah, sim, também investimos numas plantas de nome pouco provável, que não são comestíveis mas que teoricamente afastam os mosquitos. Contudo — palavra de Aposto-Jacob! — é bluff do homem do horto!

24/05/2012

Na rota da seda [parte 1]

Os nossos mais recentes animais de "companhia" são bichos-da-seda.

Vieram cá para casa pequeninos com cerca de 4 mm. Agora estão grandes e eu já posso agarrar neles.
Tenho um preferido: o Monstro. O Monstro era o único que se evidenciava das restantes miniaturas porque vinha já com cerca de 1 cm. Tem sido sempre o maior, é um grande comilão e é responsável pelos cocós que mais se destacam. Quando a mami ou o papi limpam o aquário em que eles têm estado a morar, eu pego nele e encho-o de mimos com festinhas que quase o esborracham enquanto conto as suas 9 riscas pretas e lhe atiro palavras doces como "meu bebezinho" ou "és tão lindo".


Há uns dias o Monstro deixou de comer tanto, começou a mingar e eu deixei de ser capaz de o identificar porque ficou do tamanho dos outros. Alguns bichos começaram a aproximar-se dos cantos do aquário e a cuspir emaranhados fios de seda para a construção dos casulos. Acredito que o Monstro seja um deles. Só não sei se será uma das crisálidas que vamos experimentar cozinhar ou um dos que passará pela magia da metamorfose.

[To be continued…]

24/04/2012

Fechar a Feira de Março

Este ano deixámos a Feira de Março mesmo para os últimos dias. E até calhou bem, porque a avó e o avô que entretanto chegaram, também foram connosco. O avô é um grande companheiro nestas coisas, fartou-se de andar de carrossel comigo! Mas a novidade este ano foram os carrinhos-de-choque! Não choquei em ninguém porque estava só eu na pista, mas vesti a camisola de piloto como nunca antes! Gostei muito!

Páscoa = Primos

Já vai sendo hábito na Páscoa encontrar-me com os meus primos dos óculos, Diogo e João. Damo-nos muito bem, os três! Juntos andámos de bicicleta, atirámos bay-blades para taças de comida de cão e alguidares, conduzimos o meu jipe telecomandado, andámos de baloiço e de balancé, jantámos e trocámos asneiredo com muita piada… Eu sei lá! Eles são muito divertidos. Ah, e aprendemos a jogar à Paciência no iPad, com o meu avô Mário!

No Badoca, como em Madagáscar

No caminho para Portimão decidimos desviar-nos um bocadinho e fomos até Santiago do Cacém ao Badoca Safari Park. Fizémos mesmo um safari como os de África, com os animais a passarem bem perto de nós e a virem comer às mãos dos mais corajosos.
Mas giro-giro foi irmos à ilha dos lemures, que fica em Madagáscar. Eles são muito simpáticos e curiosos e vêm para cima de nós para nos conhecerem. Gostaram especialmente de subir para as costas da mami porque sentiram o cheiro das bananas que ela tinha guardadas na mochila!

31/03/2012

Comandante Vicente, latitude, longitude

A mami ansiava desesperadamente pelo momento em que eu seria capaz de a enfrentar na batalha naval. No passado fim-de-semana tentou, com um exemplar de mapa de frotas extraído da Internet, semelhante ao das pastilhas Pirata, mas eu não percebi bem qual era o meu mapa e qual era o dela, quais os meus barcos e quais os dela e, pior do que isso, a coisa das coordenadas não era nada fácil… mesmo dando um tiro único de cada vez!

Mas a mami não desistiu. Deu-me uma semana de descanso e ontem lá voltámos a tentar, mas desta vez, com o mapa personalizado: o meu mar tinha a minha foto, Comandante Vicente e estava contornado a vermelho; o mar da mami tinha a foto da Comandante Catarina e era contornado de forma mais discreta. Para as coordenadas deu-me umas folhas em esquadria e ensinou-me a colocar o canto no quadrado onde deverá cair o tiro. Disse-me que tinha de apontar o número do tiro nesse quadrado. Também me disse que devo pintar bolinhas nos quadrados à volta dos barcos que eu afundar, para não mandar tiros desnecessários. Admito que foi difícil, especialmente porque alguns dos meus números insistem em sair invertidos, como se se estivessem a ver ao espelho. E os quadrados podiam ser um nadinha maiores…


Mas foi muito divertido. Inventámos uma expressão codificada que me fazia rir até às lágrimas. No fundo é uma expressão que vem substituir "Raios te partam", coisa que a mami lá soltava sempre que eu lhe dizia "Água!" E eu tinha que a corrigir e dizer-lhe "Isso não se diz". Então adoptámos "Rei de Esparta" que é bem mais cosmopolita e apropriada.

Bom, deixem-me anunciar-vos aquilo de que estão à espera: Ganhei!
A mami diz "Rei de Esparta, é sorte de principiante".
Eu digo que é estratégia de Comandante!

Agua-quê?

Aguarelas!
Isto de estar de férias requer muita ocupação, por isso hoje foi dia de experimentar aguarelas. Safo-me muito bem. Pintei a mami, o sol normal, o sol a por-se e as pegadas de um gigante (mas o gigante já tinha passado, por isso não o pintei).


Ovos da Páscoa

Decidi que este ano podia oferecer ovos da Páscoa à minha família (à mais próxima, OK?). A mami comprou-me seis ovos de esferovite, forrou a mesa da cozinha, disponibilizou-me os acrílicos e pincéis, vestiu-me uma bata novinha em folha e improvisou três paletas com um pacote de leite. Também foi preciso arranjar um suporte para os ovos, mas também foi muito fácil!.

Como a mami só tem cinco cores (cyan, magenta, amarelo, preto, branco) e uma "não-cor" (é ela que diz isto, não sou eu!) que é o dourado, tivémos de fazer muitas misturas para conseguir tons bonitos como o laranja e o verde. E com as minhas paletas bem preenchidas de matizes variadas iniciei a minha obra, cheio de pressa, não fosse a Páscoa chegar mais cedo.



Ao fim do 5º ovo eu já estava fatigado e faltava-me a inspiração para continuar. A mami ajudou-me então a pintar o ovo que eu queria destinar a mim mesmo. Acho que todos juntos formam um cesto de ovos bem bonito!

24/03/2012

B de Bowling e V de Vitória

Finalmente conheci a minha prima Vitória, num jantar na Figueira da Foz, ao qual fui há dias com o meu pai. Eu e ela jogámos jogos no iPhone do papi (eu ensinei-a, claro!) e desenhámos os dois juntos, mas foi uma conquista difícil!


Depois do jantar fomos todos (aquela malta toda da Figueira) ao Bowling. Eu gosto muito de jogar bowling na Wii e ganho sempre. Farto-me de fazer Strikes, Double Strikes e Nice Spares. E não é que sou mesmo bom nisto, mesmo sendo a sério, com bola das verdadeiras? Ganhei ao papi e tudo!


Gosto mesmo do nome da minha prima Vitória!

14/03/2012

Controlo de calendário

É de minha responsabilidade! Sou eu que o faço! Agora sei sempre quantos dias faltam para o fim-de-semana!


06/03/2012

S. Jacinto

Fui pela primeira vez à praia de S. Jacinto, com os meus avós.
Fomos de barco com o carro e tudo! É uma viagem gira, especialmente porque no regresso, de carro, dá para eu ficar mal disposto o que, já se sabe, resolve-se com uma (ou duas, pode ser?) pastilha elástica.

03/02/2012

Família 2.0

O meu nome é Vicente 2.0
Sou filho do Papi 2.0 e da Mami 2.0
Enquanto eu jogo na 2.0, a mami faz um doutoramento em 2.0 e o papi está a 2.zerogramar.

Mas estamos juntos e falamos os três a mesma língua.

04/01/2012

Natal no Algarve, que fica em Portimão, ao pé de Portugal, longe do Parlamento

Férias! Já tinha saudades! E mesmo com frio e vento e humidade, fiz questão de, logo no primeiro dia, ir brincar até à praia. Não havia ninguém. Só nós! Joguei à bola com toda a força e velocidade, até ter de a ir buscar ao mar; mexi na areia fininha e chapinhei nas poças de água fria que se formam entre rochas…




Também fui pela primeira vez à Fóia, que fica lá em cima na montanha de Portugal, e de onde se vê o Algarve e Portimão. E o mar! E se o telescópio que lá está em cima fosse mesmo muito bom, daria para ver, à frente, África, que fica em Angola, e à direita a América, onde vive o meu avô Amadeu.


No dia de Natal fiquei muito feliz porque o Pai Natal mandou-me tudo o que eu tinha na minha carta (e que ele me garantiu que conseguiria arranjar). Até me deu prendas que eu não tinha pedido, como um tabuleiro de snooker e um saco de luta livre! Foi muito meu amigo!




Infelizmente, os dias de coisas boas não duram sempre e lá tivémos de voltar para uns dias de férias em Aveiro, mas que já não sabem ao mesmo porque estão demasiado próximos dos da escolinha e do parlamento*.

*
- Oh mami, amanhã eu não quero ir ao "parlamento". Vais-me buscar antes do "parlamento", pode ser?
- O que é o "parlamento"?
- Mami, tu sabes, aquela coisa com os meninos todos juntos, das salas todas. Há uns que são maus e há sempre uma senhora a mandar em todos que fala muito alto e manda calar.
- A Assunção Esteves?
- … [silêncio, frustração] … Oh mami! Estou a falar do "parlamento", depois da escolinha acabar, quando a Sãozita se vai embora!!!
- O prolongamento??
- Sim! Isso!!!